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Por mês, gastos com pets ultrapassam R$150. Saiba como economizar

Pesquisa do Guiabolso mostra que, em setembro, gasto médio com animais cresceu mais de 7% ante o mesmo período do ano anterior. Especialista explica como se programar e economizar nas despesas

Escrito por Flávia Marques em 21.10.2019 | Atualizado em 21.10.2019

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Alimentação, brinquedos e cuidados com a saúde: a chegada de um pet traz felicidade e, ao mesmo tempo, muita responsabilidade. Isso porque sem um planejamento antes da compra ou adoção, os gastos com animais de estimação podem impactar a saúde financeira dos donos e fazê-los desembolsar mais do que as suas condições permitem. 

Mas, ao que parece, os brasileiros não estão cortando gastos para cuidar e mimar os bichinhos. Segundo uma pesquisa do aplicativo Guiabolso, que avaliou o orçamento de 235 000 usuários em todo o país, os consumidores estão gastando mais com os pets neste ano. Em setembro, por exemplo, a despesa média foi de 151 reais - 7,4% a mais que no mesmo período de 2018.

Essa tendência de comportamento tem rendido resultados impressionantes para o mercado pet. Só no ano passado, o setor faturou 34,4 bilhões de reais no Brasil, de acordo com o IPB (Instituto Pet Brasil). O número coloca o país na vice-liderança em consumo, atrás apenas dos Estados Unidos. 

Na avaliação do diretor de produto e tecnologia do Guiabolso, Julio Duram, as despesas com animais de estimação são um pouco diferentes das demais contas do dia a dia, pois os gastos mais expressivos - como alimentação - ocorrem mensalmente, ou a cada 60 ou 90 dias. Mesmo assim, planejamento financeiro, pesquisas pelos melhores preços e condições mais vantajosas são sempre bem-vindas. 

“Alguns gastos podem ser incluídos como despesas fixas do orçamento da família, e tão importante quanto reservar recursos para eles é tentar encontrar oportunidades de valores mais baixos”, diz Duram.  

É possível reduzir os gastos com animais de estimação no dia a dia? 

Assim como as demais contas da família, os gastos com animais de estimação não podem ficar de fora do planejamento financeiro - e nem da reserva de emergência. Os bichinhos, assim como os seres humanos, estão sujeitos a necessidades imprevistas, problemas de saúde e outras situações que se transformam em despesas repentinas e bastante significativas. 

Para entender como lidar com essas situações e controlar os gastos com animais de estimação mais recorrentes, o portal Exponencial entrevistou a médica veterinária Natália Gouvêa, da clínica Soft Dogs e Cats. Por meio de explicações e algumas dicas, a especialista mostrou que é possível economizar sem prejudicar a qualidade de vida dos animais - e que, em algumas situações, as escolhas mais baratas não são as ideais. Confira, a seguir: 

Alimentação: marcas caras nem sempre são melhores  

Para arcar com a alimentação dos pets e conseguir economizar, Natália Gouvêa recomenda que os donos comprem pacotes de ração maiores, que durem por pelo menos 30 dias. No entanto, é preciso ficar atento às condições de armazenamento do produto. “Alguns donos compram rações em grandes quantidades e não guardam da forma correta”, comenta a veterinária. “Assim, no final do mês, o alimento perde grande parte do seu valor biológico e deixa de ser nutritivo para o animal”, acrescenta. 

Após a abertura da embalagem, o ideal é separar uma porção menor de ração em um recipiente vedado e deixar o restante no pacote, sempre lacrado. Isso porque a exposição constante à ventilação faz com que o alimento oxide, fique muito amolecido e, principalmente, passe a sofrer com a ação de microorganismos. 

É verdade que a qualidade dos alimentos varia muito entre as marcas, mas as mais caras não são, necessariamente, as melhores para o seu animal. “A dica é escolher as linhas chamadas de super premium”, aconselha a veterinária. Segundo a especialista, as rações dessa categoria têm mais nutrientes que os alimentos premium ou convencionais. “Existem diversas marcas de rações super premium que têm um preço legal; então, você pode comprar uma ração boa, mas que não precisa ser a mais cara - desde que seja super premium”, orienta. 

Brinquedos: dicas para “disfarçar” falta de variedade 

Com a desculpa de que os animais estão “enjoados” dos que já têm, alguns donos não podem sair de um pet shop sem comprar um brinquedinho novo. Esses produtos são importantes, pois estimulam o pet a brincar e gastar energia, mas não é preciso fazer uma coleção. “Os cães, por exemplo, não entendem que estão com o mesmo brinquedo em casa há muitos anos se os donos os guardarem por um tempo”, explica a médica veterinária. 

A dica da especialista é revezar os brinquedos, trocando de tempos em tempos. Assim, o bichinho deve pensar que são novidades e continuar se divertindo. Além disso, os itens não precisam, necessariamente, ser comprados em pet shops. Usando a criatividade, é possível criar brinquedos econômicos, interessantes e estimulantes para os animais. “Com garrafa pet, por exemplo, dá para fazer alguns furos, colocar ração e deixar o bichinho ficar brincando durante horas, tentando pegar o alimento”, aconselha Natália. 

Banho e tosa: frequência ideal varia de acordo com a raça 

O banho e a tosa, que são parte importante das despesas com animais de estimação, devem ser feitos de acordo com a necessidade de cada animal. Segundo a veterinária, a frequência ideal varia conforme a raça, já que algumas têm peles mais oleosas do que outras. 

“Os cães yorkshire e shih tzu normalmente ficam com cheiro desagradável em sete dias, pois são animais de pelo mais oleoso”, exemplifica a especialista. “Outros, como o lulu da Pomerânia, demoram mais para ficarem mal cheirosos e têm menos oleosidade na pele, então podem tomar banho quinzenalmente ou a cada três semanas”, explica. Para entender qual é a frequência ideal para o seu animal, é preciso procurar orientação de um médico veterinário. 

Para economizar nos gastos com animais de estimação, alguns donos preferem dar banho no pet em casa. Nestes casos, é preciso saber duas coisas: a primeira é que os animais de pelo longo exigem cuidado maior, já que é mais fácil deixá-los embaraçados. Além disso, os produtos utilizados durante o banho devem ser neutros, desenvolvidos especialmente para animais e de marcas recomendadas por veterinários.  

A temperatura da água deve ser morna, e é preciso ter cuidado com regiões mais sensíveis, como orelhas e olhos. “O ideal é colocar um algodão no ouvido para que a água não entre e ficar atento à região dos olhos, usando produtos hipoalergênicos, que não causam irritação”, explica Natália Gouvêa. Além disso, a secagem deve ser feita, preferencialmente, de forma natural. “Em dias quentes, o melhor é secar na toalha e deixar o animal solto, pegando sol. Secador é uma alternativa para os dias mais frios”, recomenda. 

Consultas e cuidados com a saúde devem ser frequentes 

Assim como os seres humanos, os animais também precisam fazer exames de rotina para garantir a manutenção da saúde. “É de suma importância que os pets passem por uma consulta médica pelo menos uma vez por ano”, explica Natália Gouvêa. 

Diferentemente do que muitos pensam, as consultas também são uma forma de economizar nos gastos com animais de estimação. “A maioria das patologias é progressiva, então, quando o pet começa a apresentar sintomas, a doença já está evoluída e exigirá um tratamento mais agressivo e mais caro”, comenta a veterinária. Entre os exames mais importantes estão o de controle de colesterol, triglicérides e os que monitoram as funções dos rins e do fígado. 

A especialista destaca a importância de pensar na saúde dos animais antes mesmo de levá-los para casa. Segundo ela, muitos donos imaginam que os cuidados se resumem à compra de água e ração, e ficam surpresos quando se deparam com gastos maiores. “Nos primeiros quatro meses, os gastos com vacinação giram em torno de 1 000 reais, por exemplo”, explica. “A responsabilidade é grande e, por isso, a decisão de ter um animal é mais séria do que se imagina”, afirma Natália. 

 

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Flávia Marques

Escrito por Flávia MarquesRepórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

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