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Economia

Como a iniciativa privada pode reduzir a desigualdade no Brasil? 

Dados do IBGE revelam que a concentração de renda no país atingiu o maior patamar da série histórica. Novos negócios ajudam a população a complementar o orçamento e amenizam cenário de desigualdade

Escrito por Flávia Marques em 04.11.2019 | Atualizado em 04.11.2019

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Há quem diga que é impossível enriquecer no Brasil, mas uma parcela da população parece contrariar a teoria e vê a prosperidade bater à porta: do ano passado para cá, o país ganhou 42 000 novos milionários (em dólares). O problema é que o desenvolvimento econômico experimentado por esse público não reflete a situação de todos, e a desigualdade no Brasil só aumenta.

O estudo mais recente divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mapeou a concentração de renda no país e trouxe dados alarmantes. 1% da população mais rica ganha quase 34 vezes mais do que a parte mais pobre dos brasileiros. Além disso, 43% da renda de todo o Brasil está nas mãos de apenas 10% da população.

Nos últimos anos, o cenário não tem sido diferente. Na passagem de 2017 para 2018, por exemplo, a renda domiciliar per capita dos 5% mais pobres caiu 3,8% e metade da população adulta vivia com 500 reais por mês, ainda segundo o IBGE. Hoje, a diferença de renda no país é a maior desde 2012.

Desemprego em alta reforça desigualdade no Brasil

O aumento da desigualdade no Brasil tem origem em uma combinação de fatores mas, nos últimos anos, está especialmente relacionado à crise no mercado de trabalho que o país ainda luta para superar.

Apesar da queda nos últimos meses, a taxa de desemprego no Brasil ainda é alta. Atualmente, quase 12% da população economicamente ativa não tem uma ocupação, o que representa 12,5 milhões de profissionais desempregados. Nesse cenário, as famílias mais pobres são as que mais sofrem com o encurtamento da renda.

Novos negócios crescem em tempos de crise

Se um dos segredos para um modelo de negócio dar certo é a sua capacidade de solucionar as dores do público-alvo, algumas empresas têm acertado em cheio e transformado crise em oportunidade de crescimento. Mais do que isso, elas oferecem ao público novas possibilidades de complementar a renda e conquistar um novo estilo de vida.

Em meio ao cenário de desemprego em alta, uma atividade que desponta como uma saída para a falta de trabalho é fazer transporte de passageiros ou entregas por meio de aplicativo. De acordo com os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), só no primeiro trimestre deste ano, o Brasil ganhou 202 mil motoristas de aplicativo, na comparação com o mesmo período de 2018.

Outro setor que tem se destacado nesse sentido é o de negócios relacionados à alimentação. É o caso da startup Eats for You, criada em 2017 pelo especialista em marketing Nelson Andreatta. Por meio de uma plataforma digital, a empresa conecta donos de casa que gostam de cozinhar a clientes que buscam alimentação caseira e saudável. Dois anos depois, o negócio já conta com 3 000 cozinheiros cadastrados e gera, em média, uma renda de três salários mínimos para a base. 

“Quando idealizei o negócio, pensei em solucionar dois grandes problemas: o alto custo que as pessoas enfrentam para encontrar alimentação de qualidade fora de casa e outro que, a meu ver, é ainda mais sério: a necessidade de gerar renda”, comenta o CEO da companhia. 

O negócio fez tanto sucesso que, hoje, a startup coleciona histórias de pessoas que desistiram de voltar para o mercado de trabalho e resolveram continuar vendendo alimentos por meio do aplicativo, como o ex-taxista Rogério Pires, de 54 anos. 

Depois de dois anos trabalhando nas ruas, ele resolveu ouvir o conselho dos amigos - que elogiavam a sua comida - e usar a sua habilidade na cozinha para ganhar dinheiro. Foi quando, no final de 2017, deixou o táxi para abrir a La Vie Marmitaria, na Bela Vista, em São Paulo. Depois de alguns meses, procurando por uma maneira de aumentar as vendas, conheceu o Eats for You e passou a oferecer refeições no aplicativo que, hoje, representa a sua principal fonte de renda. 

Reduzir a desigualdade é dever de quem? 

Em tese, a desigualdade social é um problema do Estado. O Artigo 3° da Constituição aponta “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais” como um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. 

Mas, em conjunto com outras iniciativas, os resultados são ainda melhores. Além de movimentar a economia, as ações de empreendedorismo social, por exemplo, pode viabilizar a melhoria da condição de vida dos indivíduos envolvidos. “Nós [as empresas] precisamos possibilitar geração de renda para as pessoas e tirar a dependência delas da política e das grandes corporações para que elas consigam realmente se emancipar como empreendedores”, diz Nelson. 

Na avaliação do empresário, a iniciativa privada deve contribuir para amenizar as desigualdades e complementar a função do Estado. “Eu acredito que a iniciativa privada tem um grande poder de impacto social, mas, ao mesmo tempo, o Estado não pode abrir mão dessa responsabilidade”, defende o empresário. “Para que o país conquiste melhorias, é preciso que a iniciativa privada também assuma o seu papel como agente transformador, e com operações sustentáveis”. 

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Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.
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