Score: saiba o que é – e a importância de mantê-lo positivo

Publicado em Atualizado em: 12/04/2019

Um bom ranqueamento do score pode facilitar seu acesso ao crédito e garantir boas práticas financeiras. Entenda como

Score

Não é incomum ouvir a expressão “bom pagador na praça.” Em termos gerais – e no cotidiano -, o título de bom pagador é o de uma pessoa que mantém as contas em dia, sempre arcando com os débitos adquiridos ao longo da vida. O que muitos não sabem, porém, é que a “fama” de bom pagador tem um nome real no mercado. Conhecido como Score de crédito, ele avalia e armazena o histórico de pagamento do consumidor. “Grande parte da população nem imagina o que seja o Score. Poucas pessoas do nosso convívio social têm essa noção”, diz Luiz Matos, master coach da SBC Coaching. “Muitos tomam conhecimento apenas quando vão tomar um crédito, porque a instituição vai fazer a consulta.”

O Score nada mais é que uma pontuação – que pode ir de 0 a 1 000 pontos – cujo cálculo considera, basicamente, os hábitos de consumo e de pagamento de cada indivíduo. A conta leva em consideração os hábitos desse indivíduo ao longo dos últimos 12 meses – e se ela é capaz de honrar compromissos financeiros nesse período.

Toda informação é obtida por meio do CPF e o histórico fica armazenado em birôs de crédito, como a Serasa e o SPC Brasil. Atualmente, qualquer pessoa pode checar a própria pontuação online por meio dos birôs de crédito – e ficar atenta para melhorá-la, caso precise.

Sua prática é relevante para o mercado de crédito como um todo, pois auxilia e estimula o mercado, assim como boas práticas ao consumidor. Isso porque quando um indivíduo está consciente da importância de ser um bom pagador – e ter um bom histórico de consumo – ele aprende a controlar melhor suas finanças, bem como a organizar sua vida financeira, diminuindo, assim, a inadimplência. E, quanto menor o risco de calote, maiores são as chances de conseguir crédito com instituições financeiras e fintechs (e com boas condições de negociação).

“Não é que a organização financeira  não seja um valor para os brasileiros, é só que não está no nível de consciência a ponto de fazê-la mudar os hábitos”, explica o especialista em finanças pessoais.

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Consequências de um Score ruim

Por se tratar de um histórico de pagamento, a pontuação do Score leva em consideração sua dinâmica como um pagador. Dessa maneira, quando há atrasos em contas e, principalmente, inadimplência, fica armazenado em seu CPF, impactando diretamente a pontuação.

Para o especialista em finanças pessoais Luiz Matos, a falta de visão em longo prazo de grande parte da população brasileira é um dos maiores problemas nesse sentido. Isso porque um Score ruim pode dificultar – ou ser justificativa para negar – o acesso do indivíduo ao mercado de crédito.

Em inúmeros casos, a pessoa só descobre que não conseguirá o empréstimo para financiar a casa, o carro, ou tomar um empréstimo pessoal ou em garantia para quitar dívidas, quando está procurando pelo dinheiro. Pior: quando vê o empréstimo negado por não ter uma pontuação que lhe dê acesso ao montante.

“Muitas vezes as pessoas pensam apenas no presente, não veem a necessidade de se planejar para um futuro”, explica. “O maior problema do brasileiro em não se preocupar como Score está na visão de curto prazo. A falta de conhecimento faz com que as pessoas nem tenham ideia do impacto e as implicações de uma pontuação ruim”, completa.

Por isso, é importante estar sempre atento ao seu histórico de pagamento, manter os dados cadastrais (principalmente, o endereço) atualizados em birôs de crédito e estar sempre ciente que a falta de um Score positivo pode te impedir de realizar sonhos, metas pessoais e, principalmente, tomar empréstimo.

Impacto na economia

O dinheiro é insumo básico para o crescimento econômico. Dessa forma, o mercado de crédito – público ou privado- figura como uma das principais fontes de crescimento dos países. Isso porque ele está no dia a dia das pessoas, empresas e governos: o crédito é usado para financiar obras públicas, estimular a infraestrutura,  o consumo e desenvolvimento das famílias e o nascimento de microempreendedores.

Quanto mais aquecido o mercado estiver, melhor para a economia como um todo. E engana-se quem acha que isso depende apenas das empresas financeiras ou do governo. Pequenas atitudes individuais, como um bom planejamento, a consciência de educação financeira e do Score como um todo, podem contribuir diretamente para isso.

A conta é simples: uma população mais instruída em educação e planejamento financeiro contribui diretamente para o desenvolvimento econômico. Iniciativas que orientam os cidadãos a poupar, investir de forma consciente e a consumir sustentavelmente, propiciam melhores condições para o progresso econômico e de estímulo saudável ao crédito.

“O Brasil está entrando na linha em termos de credibilidade na área financeira. Quando tivermos uma economia mais estável, isso tende a tornar o crédito mais acessível para as pessoas”, diz Matos. “A população em geral passou a ter mais noção da importância do crédito em sua vida”, afirma.

Se tomarmos como exemplo o mercado dos Estados Unidos, a relação da população com o crédito e o Score é bem diferente do que vemos aqui no Brasil. No país norte-americano, quanto mais tempo acessando o crédito, melhor para o indivíduo. Isso acontece porque a cultura americana entende que fazer dívida faz parte da vida de cada um.

Nesse sentido, nos Estados Unidos, todos iniciam a vida financeira com uma pontuação de Score baixa. Não importa se o histórico de pagamento do indivíduo seja boa, bem como a conta bancária esteja sempre no azul. Para que a pessoa seja bem vista pelas empresas que ofertam o crédito, e tenha melhores condições de taxas e prazos, o que importa é o histórico de bom pagador de dívidas: quanto mais crédito for tomado ao longo da vida – e a conta for paga no prazo estipulado -, melhor o Score e condições de empréstimo.

Esse processo pode estimular a consciência sobre o crédito, assim como melhorar a relação da população com o mesmo, mostrando que contrair dívidas e tomar dinheiro emprestado é normal: desde que o planejamento financeiro e as contas sejam feitas da maneira correta, para que ninguém fique mal-endividado.

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Postado por Paula Bezerra

Editora da Revista Digital Creditas, jornalista de coração e alma. Escreve sobre finanças, inovação, economia, cultura e o que mais der na telha.

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