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Renegociar dívidas te ajuda a pagar menos e guardar mais

renegociar dívidas

Você não tem dinheiro suficiente para quitar os débitos acumulados e não sabe como resolver esta situação? É possível pagar parcelas mais baratas e ter mais dinheiro sobrando no fim do mês. Para isso, você pode renegociar dívidas com instituições financeiras e quitar apenas aquilo que cabe no seu bolso.

A ideia é você mostrar sua situação financeira à empresa credora e quanto pode gastar com as parcelas. Dessa forma, tem a possibilidade de conseguir condições de pagamento melhores. “Mas, e se o banco onde estou endividado não aceitar a negociação?” Você pode procurar outras empresas e fazer um refinanciamento com juros menores.

Além disso, é o momento de rever seus hábitos com relação ao dinheiro, fazer um planejamento e evitar novos deslizes.

Isso vai ajudar a transformar sua vida financeira. É uma chance de deixar a conta no azul e ter mais dinheiro no fim do mês.

Quando renegociar dívidas?

Alguns sinais podem entregar que seu dinheiro precisa de um rumo melhor. É hora de renegociar dívidas se você se identificar com algum deles.

Se sua renda mensal está mais de 30% comprometida com débitos, você passou do que é recomendado pelo Banco Central. Isso é prejudicial para sua saúde financeira, porque deixa de ter dinheiro para usar em outras contas. O ideal é recalcular o débito e ver qual quantia pode ser destinada a isso.

Chegou a pagar o valor mínimo do cartão de crédito? Cuidado! Isso significa que você quitou apenas 15% do total e o restante será cobrado na próxima fatura, acrescido de juros. É sinal de que entrou no rotativo, um limite pré-estabelecido e tomado de forma automática. E este é o maior problema: as taxas deste empréstimo são muito elevadas e chegam a 334,6% ao ano.

Também não é saudável ter vários cartões de crédito na carteira. Muito menos arcar com a fatura de um usando outro. Fazer isso pode sair mais caro do que atrasar o pagamento, já que os juros são altos. O melhor é procurar a instituição onde tem débito e negociar as condições, apresentando quanto cabe no seu orçamento.

Entrar no Cheque Especial é outro alerta para procurar alternativas. Afinal, quer dizer que ficou no vermelho e está usando crédito do banco, liberado sem sua solicitação. Os juros também são exorbitantes e podem te endividar ainda mais. Dependendo do seu relacionamento com a instituição financeira, consegue condições melhores.

Se você optou por fazer um empréstimo, mas sente que escolheu uma modalidade com juros altos e prestações que não cabem no seu orçamento, é uma boa hora para renegociar. Se isso não for possível, o ideal é procurar uma linha com taxas menores e parcelas adequadas à sua renda mensal.

Renegocie em seis passos

Renegociar dívidas envolve diferentes aspectos, principalmente a mudança de comportamento com relação ao uso do dinheiro. Você sabe exatamente quanto deve no total? E como está sua situação no SPC e Serasa? Tudo isso faz parte desse processo, não só ir até o banco para baratear o débito.

Saiba como transformar sua vida financeira com algumas dicas.

 

1. Calcule o tamanho da dívida

São muitas contas para pagar e nem sempre é fácil acompanhar as finanças de perto. Por isso, muita gente perde a dimensão de quanto deve, conforme passam os meses. Mas, calcular esse valor vai te mostrar quantos planos você deixa para trás a cada dívida acumulada.

Para isso, uma sugestão é listar todos os gastos ainda não pagos. Escreva cada produto e parcela pendentes, para ajudar na organização.

Você pode dividir em uma tabela as seguintes informações:

  • Tipo de dívida
  • Valor por mês de cada uma
  • Número de parcelas
  • Valor total acumulado até agora

Confira uma opção de como organizar a planilha:

2. Consulte seu CPF

Neste caso, o total das parcelas de R$2850,00 reflete os gastos que você tem mensalmente com as dívidas.

Para ter certeza de que não se esqueceu de nenhuma dívida, você pode procurar pelo seu CPF no site do SCPC e no Serasa. Basta criar um cadastro, inserindo alguns dados básicos e criar senha. Assim, você consegue acessar o valor do débito, o nome do credor e informações adicionais, como endereço, telefone e site. Também pode registrar cheques perdidos ou roubados, para evitar ficar com nome sujo por uso ilegal de terceiros.

Se preferir consultar pessoalmente deve ir até uma agência SerasaConsumidor com RG, Carteira de Trabalho ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

 

3. Descubra quanto você pode pagar

Depois que você já sabe quanto deve, o próximo passo é fazer um planejamento financeiro, para só então renegociar dívidas.

É importante começar pela renda mensal. Muita gente não sabe exatamente tudo que recebe e paga. Por isso, verifique seu holerite e calcule o salário total de todo mês. Se realizar serviços informais e sazonais não esqueça de adicionar à soma.

Leve em conta especialmente o valor líquido do salário, ou seja, o dinheiro que sobra depois de ter algumas tarifas descontadas do total, como impostos. Assim, você sabe exatamente quanto pode gastar.

Liste também os gastos fixos, como conta de luz, água, de condomínio ou aluguel. Não deixe de repensar os custos extras, como academia, serviços de streaming, como Netflix, ou idas a restaurantes, se eles prejudicarem o fim dos débitos.

Dentre as despesas não fixas, como as citadas acima, veja se é possível cortar alguma. O ideal é fazer isso apenas por um tempo, até reequilibrar as finanças. Não deixe de reservar uma quantia para lazer, em especial se necessitar de muitos meses para quitar as dívidas.

O valor que sobrar depois de pagar tudo isso pode ser usado para quitar as dívidas. É assim que se descobre quanto sua renda pode estar comprometida com os débitos.

Uma sugestão é montar uma planilha como essa:

Planilha de Controle de Orçamento Mensal

No exemplo acima, após retirar as despesas, tem-se R$585,00 de saldo que poderia ser utilizado para pagar as dívidas.

4. Negocie com a instituição

Se você já sabe quanto pode pagar, é mais fácil renegociar dívidas com a financeira. Hoje em dia, é possível fazer isso pela internet, diretamente no site da empresa. 

Para isso, deve estabelecer um limite de quanto pretende destinar às pendências. Depois solicite uma proposta de pagamento da dívida. Compare com o planejamento e veja se é adequado à sua situação. O ideal é tentar a negociação até conseguir um valor que caiba no saldo do seu orçamento.

 

5. Faça um refinanciamento das dívidas

O refinanciamento  é a modalidade mais indicada para quem pretende renegociar dívidas. O objetivo é trocar um débito com juros altos por um mais barato para pagar prestações menores.

Assim, você pode concentrar tudo que deve em uma instituição só e quita tudo de uma vez. Além de ser mais fácil de organizar as finanças, isso evita a negociação com várias empresas.

Por meio da portabilidade de crédito é possível transferir o débito de uma instituição para outra. Mas, antes de fazer isso você deve pesquisar bastante, avaliar as condições oferecidas e escolha a que oferece as menores taxas de juros. É uma forma de acelerar o pagamento; se você economizar nas parcelas consegue saldar tudo mais rapidamente.

6. Faça um empréstimo com juros baixos

Você pode refinanciar a dívida contratando crédito. Para ser um bom negócio, as taxas e o Custo Efetivo Total (CET), soma de todos os custos e encargos da operação, têm de ser menor comparado ao que já paga.

O empréstimo com garantia, também conhecido como refinanciamento, costuma ser contratado por quem precisa de quantias elevadas. Principalmente para quitar dívidas de alto valor e realizar sonhos caros. Você pode, inclusive, investir no seu negócio, nos estudos e até reformar a casa.

As taxas são muito baixas e os prazos, longos. Para a instituição oferecer essas condições, você assegura o pagamento com veículo ou imóvel. A vantagem é que você consegue bastante dinheiro sem se desfazer do bem. Pode usá-lo normalmente enquanto não termina de quitar, mas a propriedade fica atrelada em garantia com a empresa credora – processo chamado de alienação fiduciária.

Hoje em dia, além de bancos e financeiras, instituições modernas têm crescido no mercado de empréstimo. As fintechs são companhias de tecnologia especializadas em finanças e têm o objetivo de facilitar o acesso ao crédito. Você pode fazer parte do processo pela internet, fugir das burocracias e ganhar tempo.

A Creditas é uma fintech com foco em empréstimo com garantia e tem os juros mais baixos do mercado.  Você pode deixar o carro alienado e receber até 70% ou 80% do valor, com taxa mínima de 1,49% ao mês. O prazo máximo para quitar é de 48 meses.

Se precisar de ainda mais dinheiro, o imóvel pode assegurar o pagamento. A taxa mínima nesse caso é de 1,15% ao mês e se destaca por permitir contratar até 60% do que vale. Tem até 180 meses para saldar totalmente o débito.

 

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Postado por Revista Creditas

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