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Um ano de novas regras do cartão de crédito: consumidor ainda paga caro

Novas regras do cartão de crédito

Em abril de 2017, as regras do cartão de crédito mudaram. A partir de então, os consumidores passaram a ter restrições no crédito rotativo. Hoje em dia não é mais possível pagar o valor mínimo (15% do total) vários meses seguidos, apenas por um mês.

Antes o restante da dívida ficava para a próxima fatura, acrescido de juros. Se mesmo depois desse período você não conseguisse quitar, poderia arcar com os 15% de novo e assim sucessivamente.

O grande problema dessa modalidade de crédito é a taxa de juros elevadíssima. Em 2016, terminou em 465,9% ao ano. Por isso, em janeiro de 2017, o Banco Central estabeleceu que, se o saldo devedor da fatura do cartão de crédito não for pago integralmente até o vencimento, só pode ser mantido no rotativo até o vencimento da fatura subsequente (30 dias).

Além disso, o objetivo do Conselho Monetário Nacional (CMN) era obrigar os bancos a oferecer parcelamento do cartão com juros mais baixos e condicionar o consumidor a pagar à vista.

Mas, será que essa medida realmente foi econômica e ajudou seu bolso? Os números da inadimplência do cartão de crédito mostram que não. Só entre abril de 2017 e fevereiro de 2018 a variação foi alta.

No gráfico abaixo, observa-se que logo depois da mudança houve um aumento na inadimplência do rotativo. Se manteve alta em todo o período avaliado, assim como as taxas de juros:

Por quê a mudança não foi tão efetiva?

O objetivo dessa alteração nas regras do cartão de crédito era reduzir os juros proibitivos do rotativo. Ou seja, aqueles acima da média da modalidade.

No entanto, a transição dos consumidores do rotativo para o parcelamento significa um maior risco de calote para os bancos. Por isso, os juros sobre as parcelas subiram. Portanto, a taxa média do cartão de crédito total também é influenciada. Além disso, novas instituições que passaram a conceder o recurso têm ampliado saldos com taxas mais elevadas, o que também contribui para isso.

Como as novas regras do cartão de crédito te afetam

Depois da alteração, para quem consegue pagar a fatura, ou pelo menos o valor mínimo, até a data de vencimento, os custos são menores. No entanto, se você deixa de arcar no prazo, encara juros abusivos. Prova disso é que o crédito rotativo regular (dentro do prazo) fechou 2017 em 233,9% ao ano e o não regular (fora do prazo) em 401,7%.

E o parcelamento também não se tornou uma alternativa tão vantajosa. Isso porque em março de 2017 estava em 158,5% ao ano e em dezembro subiu para 169,2%. 

Na prática, vamos supor que você gastou R$ 500 na última fatura e quitou o mínimo de R$ 75. Restaram R$ 425. Usando como base a taxa de juros mensal de 13%, pagaria mais R$ 55 por isso. Em suma, a dívida seria de R$ 480 e você não pode pagar os 15% disso no mês seguinte. Então, sobram duas opções: saldar o valor total de uma vez na segunda fatura ou parcelar e lidar com taxas altas.

Isso influenciou diretamente no aumento da inadimplência e você pode comparar no gráfico abaixo como esse índice é menor em outras modalidades de crédito:

 

Outras medidas do governo para redução dos juros

Além das novas regras do cartão de crédito, o Banco Central também visa limitar a tarifa do cartão de débito, já que hoje isso não é feito. A partir de outubro de 2018 as empresas credenciadoras e que disponibilizam as máquinas de cobrança não poderão cobrar qualquer valor dos bancos.

Mas, de que forma isso ajuda seu bolso? Os lojistas repassam aos bancos um percentual do valor de cada compra com cartão de débito. Com essa medida, o objetivo é cortar custos dos comerciantes com essa operação. Consequentemente, os preços para o consumidor caem.

Inclusive, esse incentivo ao uso do débito não é à toa: a economia é grande quando você paga à vista. Afinal, o ideal é que as dívidas tomem no máximo 30% da sua renda mensal. Isso ajuda a manter o equilíbrio das finanças e garante que você tenha dinheiro para arcar com contas essenciais, como luz e água.  

Para isso, você pode usar também dinheiro vivo, por exemplo, dependendo do valor. Assim, só gasta o que tem disponível na hora e evita encarar juros depois. É uma forma de manter o controle financeiro.

Faça um empréstimo com juros baixos

Se mesmo assim você não conseguir pagar à vista tudo que precisa, pode pensar em fazer um empréstimo com taxas reduzidas. Dependendo da modalidade, é muito mais barato do que parcelar em várias vezes e arcar com prestações elevadas. Além disso, se você não tem dinheiro suficiente na conta para quitar na hora pode terminar no vermelho e entrar no cheque especial.

O empréstimo com garantia é um exemplo de uma linha com custos muito menores que a média. E é muito usada por quem busca quantias bem altas, como mais de R$ 30 mil. Para conseguir taxas baixas você assegura o pagamento com um bem, por meio de um contrato com a instituição – processo chamado de alienação fiduciária.

Muitas instituições diferenciadas concedem esse recurso, não apenas bancos e financeiras. As fintechs são empresas tecnológicas focadas em finanças, com o principal objetivo de facilitar o acesso ao crédito. Você pode fazer a solicitação e outras etapas do processo pela internet. Não é necessário se deslocar nem enfrentar filas em agências.

Na Creditas, você pode contratar empréstimo com garantia de veículo e de imóvel. Se quiser alienar seu carro, tem acesso a até 90% do valor total. A taxa mínima é de 1,49% ao mês e o prazo se estende a 48 meses.

Se precisar de ainda mais dinheiro, no caso do imóvel a fintech concede até 60% do que vale a partir de 1,15% mensalmente. E o melhor: você tem até 240 meses para pagar.

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Postado por Revista Creditas

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