Refinanciamento ou portabilidade de crédito: qual é melhor?

refinanciamento ou portabilidade de crédito

Você solicitou um empréstimo, mas percebeu que os juros são exorbitantes e poderia ter escolhido outra modalidade com parcelas muito menores? Fique calmo, pois hoje em dia é possível trocar de empréstimo e de instituição por meio do refinanciamento ou portabilidade de crédito. O objetivo de ambos é oferecer condições mais justas ao consumidor brasileiro, que ainda pago caro em muitas linhas por falta de informação.

Conheça melhor essas alternativas, saiba quando escolher cada uma e por quê você deve atentar para todos os custos da operação.

O que é refinanciamento de dívidas?

O refinanciamento é uma modalidade de crédito em que você pode trocar uma dívida cara por outra mais barata (com juros reduzidos). Para conseguir oferecer essas condições e reduzir o risco de inadimplência, a empresa exige que você deixe um bem em alienação fiduciária. Ou seja, assina um contrato atrelando um bem como garantia daquela operação. E você pode continuar usando seu veículo ou imóvel normalmente, inclusive vendê-lo. Por isso, essa linha também é conhecida como empréstimo com garantia.

Entretanto, só vale a pena se for para pagar menos. Com esse procedimento é possível concentrar todos os débitos em um valor e empresa só, sem precisar negociar com várias. A ideia dessa prática é dar autonomia às pessoas para que seja possível saldar as dívidas e voltar a ter saúde financeira.

É chamado de refinanciamento porque a pessoa financia novamente aquele bem, ou seja, coloca-o em garantia de uma nova operação. No entanto, não é permitido deixar o mesmo automóvel, por exemplo, alienado em duas instituições ao mesmo tempo. Por isso, o contrato anterior deve ser finalizado (e o restante da dívida quitada pela nova empresa) para então iniciar um outro empréstimo.

Isso quer dizer que se você saldou 70% do débito, a instituição para onde irá pode pagar os outros 30% – mas, isso é incluído no valor final do empréstimo.

Você pode, ainda, alterar as condições de pagamento no geral, incluindo taxas e prazos. Mas, isso pode refletir no seu saldo devedor. Até porque, a instituição tem liberdade para cobrar suas próprias tarifas, como um novo IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Agora compare o refinanciamento com a portabilidade de crédito. 

O que é portabilidade de crédito?

Também conhecida como portabilidade bancária, funciona de forma parecida e é um direito do consumidor desde 2006. É um procedimento que permite ao contratante fazer transferência da operação de crédito de um banco para outro com taxas menores, desde que este aceite. Nesse caso, o contrato é encerrado com a instituição anterior e pode ser iniciado um outro com a segunda empresa. No empréstimo com garantia, a matrícula do bem é registrada no cartório para ser novamente alienado.

É importante lembrar que o banco de onde você quer sair não pode negar essa solicitação. Porém, esta deve estar bem explicada por meio de um documento.  

A diferença para refinanciamento é que o valor e o prazo da operação na instituição proponente não devem ser superiores ao saldo devedor e ao prazo de pagamento da operação de crédito que será transferida, como afirma o artigo 3º da Resolução nº 4292, de 20 de dezembro de 2013. Em outras palavras, na portabilidade você quita na segunda empresa exatamente o mesmo valor devido anteriormente, com o mesmo tempo para pagar.

Ou seja, não é possível solicitar uma quantia a mais de empréstimo, nem estender o prazo. Além disso, não pode ser cobrado tarifas extras, como IOF e nem a contratação de outros serviços como requisito para ter o empréstimo aprovado.

Quando fazer refinanciamento ou portabilidade de crédito?

Muitas vezes, determinados momentos da vida pedem mudanças, principalmente no âmbito financeiro. Você pode optar por uma nova modalidade de crédito por não conseguir quitar prestações caras, para saldar dívidas e começar impulsionar projetos pessoais. Porém, é preciso calcular o valor devido e olhar para a situação das suas finanças. Assim, consegue identificar quanto você já tem disponível para gastar e qual quantia ainda precisa solicitar.

Saiba o valor total das suas dívidas

Você só deve iniciar o refinanciamento ou portabilidade de crédito quando souber exatamente seu saldo devedor. Afinal, não dá para negociar as condições de pagamento se você não tem essas informações. Solicite esses valores ao banco onde possui a dívida original. E, atenção, a instituição não pode dificultar seu acesso ao contrato, que será avaliado pela nova empresa.

Organize o orçamento

Para saber quanto você pode dedicar no pagamento das dívidas, no refinanciamento ou portabilidade de crédito, é importante conhecer bem a sua renda mensal. Comece pelo seu holerite e confira qual é o seu salário líquido, ou seja, o valor que entra na sua conta corrente.

Em seguida, separe os gastos fixos, que são aqueles mais difíceis de eliminar. Como aluguel, condomínio e mensalidade escolar. Depois, veja quais são as despesas variáveis. Planeje quais podem ser cortadas para diminuir ao máximo o valor comprometido mensalmente com esses itens.

Além disso, para quitar dívidas você terá que mudar hábitos de consumo, pelo menos por um tempo. Nessas situações, a maioria das pessoas cortam gastos com vestuário e trocam idas a restaurantes por refeições em casa.

Não deixe de repensar também os custos extras, como férias e viagens em feriados. Será que é o momento certo? Não é melhor mudar os planos e optar por um pacote mais econômico?

Por último, compare o tamanho da dívida e as parcelas mensais com sua renda. O ideal é contratar se você tiver certeza de que consegue quitar tudo, sem comprometer mais de 30% do seu orçamento com débitos. Só assim o refinanciamento ou portabilidade de crédito se tornam realmente vantajosos. 

Em que situações posso mudar empréstimo ou conta bancária?

Existem vários motivos para uma pessoa querer refinanciar o crédito ou simplesmente trocar a conta de banco.

Conta-salário: com a portabilidade, você pode transferir a conta em que recebe a remuneração de um banco para outro. Por exemplo, você começou a trabalhar em uma empresa que deposita na instituição A, mas você mantém suas contas na B, pode pedir para mudar.

Economia e independência: ambas as operações servem para reduzir taxas. No entanto, a portabilidade é ainda mais enfática nessa parte, uma vez que foi estabelecida com o intuito de estimular a concorrência entre os bancos. Dessa forma, estes acabam melhorando seus serviços e condições para você. Isso te ajuda a depender menos de determinadas instituições financeiras.

Porém, o refinanciamento só vale a pena se o Custo Efetivo Total (CET) da operação for menor que a anterior, ou seja, a soma de todos os encargos e custos envolvidos. Não leve em conta apenas a taxa de juros mensal, porque junto dela são adicionadas diversas tarifas que podem encarecer o empréstimo. Você deve, por direito, exigir esse valor final cobrado pela empresa antes mesmo de iniciar a operação.

Alterar o prazo e o valor do empréstimo: o refinanciamento é uma alternativa se você quiser aumentar ou reduzir o tempo para quitar. Além de poder retirar alguém que também esteja atrelado ao seu empréstimo.

Gostou do artigo? Conheça o refinanciamento de veículo e de imóvel.

Se ainda tiver dúvidas sobre refinanciamento ou portabilidade de crédito escreva nos comentários abaixo. E continue acompanhando os conteúdos da Revista Creditas para se tornar um expert em finanças.  

 

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