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Tabela Price e SAC: conheça as principais formas de pagar o crédito

Tabela Price e SAC

Muitos brasileiros sonham em equilibrar as finanças, realizar grandes planos e conseguir aquele dinheiro extra. Dessa forma, optam pelo empréstimo ou financiamento. Se você é uma dessas pessoas, precisa saber qual a melhor forma de pagar as parcelas para não perder dinheiro. A tabela Price e SAC são dois sistemas de amortização de débitos, ou seja, formas para quitar empréstimos.

Nem todo mundo sabe as diferenças entre elas e qual é mais adequada à própria situação financeira. Dependendo do perfil do cliente, é melhor optar pela taxa prefixada ou pós-fixada.

Não entende exatamente o que é? Explicamos no artigo a seguir como cada uma funciona e como se planejar para fazer um bom negócio. Conheça também as vantagens, riscos e aprenda a calcular o financiamento a partir das duas tabelas.  

O que é tabela Price e SAC

Tabela Price e SAC (Sistema de Amortização Constante) são as principais formas de amortização do financiamento imobiliário. Ou seja, duas maneiras diferentes de pagar a dívida.

Na SAC, como o próprio nome diz, a amortização acontece de forma constante. Ou seja, todo mês é a mesma. O que muda é a prestação, conforme os juros aplicados.

É importante lembrar que a amortização representa apenas o valor exato emprestado pela instituição. Não conta as taxas incluídas mês a mês. A prestação, sim, é a soma do que será amortizado e dos juros.

Nessa situação, as parcelas são decrescentes. Isso porque os juros incidem cada vez sobre um valor total menor, à medida que a dívida é quitada.

Na Price você paga sempre a mesma prestação e dessa forma a amortização torna-se crescente a cada mês. Os juros também aumentam consideravelmente até o fim do pagamento.  

O que é taxa pré-fixada e pós-fixada

As duas tabelas podem ter taxa pré ou pós-fixada. A pré-fixada é compactuada no momento de fechar o contrato e não tem variação ao longo do tempo. Isso quer dizer que o cliente sabe previamente qual será o valor da parcela mensal, que é sempre a mesma. O banco decide os juros praticados.  

A pós-fixada passa por correção monetária de índices do mercado, como Taxa Referencial (TR), IPCA ou IGP-M. É calculado sempre depois do fechamento do mês anterior. Isso significa que o valor das prestações varia mensalmente e não tem como prever quanto os juros irão oscilar. Você fica sujeito à variação da economia e a não pagar parcelas iguais.

 

Diferenças entre as tabelas  

A tabela SAC pós-fixada é a mais utilizada no mercado. “Os clientes normalmente preferem a pós-fixada, pois os valores são um pouco menores que a pré. Eles na maioria das vezes visam o valor da prestação e acabam nem se importando com o saldo devedor e a variação”, conta Renata Saraiva, gerente comercial do Paraná Banco.

O valor da parcela inicial costuma representar entre 25% e 30% do total devido e paga-se menos ao longo do tempo. Ou seja, apesar de você desembolsar mais logo no primeiro mês, reduz o número de parcelas a quitar. Assim, acumula menos juros sobre o financiamento. Isso pode significar uma boa economia no valor final da dívida.

Também é uma oportunidade de saldar boa parte do débito de uma vez só, enquanto está seguro de que tem condições para isso.

Já na Price, você devolve o valor emprestado aos poucos e normalmente opta-se pela taxa pré-fixada. Assim, as parcelas têm o mesmo valor e é possível se organizar previamente para pagar. Porém, nesse caso os juros já definidos costumam ser mais altos e as prestações vão ficando mais caras.

“Clientes mais conservadores normalmente optam pela taxa fixa, pois têm medo da variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), ou seja, variação da economia”, explica Beatriz Mariano de Souza, consultora do banco PanAmericano.

Se considerarmos a mesma taxa de juros e dívida para ambas as tabelas, na SAC você economiza até 15% no valor final da dívida. Afinal, são menos meses pagando e, portanto, menos juros.

Para entender ainda melhor como funciona cada modelo, comparamos ambos em gráficos e em uma tabela didática:

Como calcular as parcelas

Agora que você conhece melhor como funciona a tabela Price e SAC, é importante saber como fica o cálculo a partir de ambas.

Tabela SAC

Prestação mensal: prestação = amortização + juros mensais

Juros mensais: saldo devedor x juro mensal

Saldo devedor: Saldo devedor = valor inicial – (amortização x número de parcelas pagas)

Amortização:  Amortização= valor Inicial / número de meses para pagar

Valor total pago ao fim do financiamento: Valor total = prestação x número de meses para pagar

A tabela abaixo exemplifica o pagamento de um empréstimo ou financiamento, seguindo a SAC. O valor emprestado seria R$ 5000 e os juros, 5% ao mês:

 

Tabela Price

Pagamento = Valor da parcela x (1+ juros)parcelas x juros/ (1 + juros)parcelas – 1

Confira um exemplo da Tabela Price abaixo. O saldo devedor é de R$ 5000 também e os juros de 5% ao mês.

 

Vantagens e riscos

Antes de escolher entre tabela Price e SAC, é importante ponderar o lado positivo e os cuidados a ter com cada uma. Além de optar pela que cabe melhor no seu bolso, deve levar em conta os critérios de ambas. É preciso estar bem atento, principalmente, aos juros.

No caso da Price, você tem um valor fixo a pagar todo mês determinado de forma antecipada e não depende da variação da economia. É uma maneira de quitar aos poucos e ter um prazo maior. É interessante, por exemplo, se você tem uma perspectiva de aumento de salário ou de ter mais capital nos próximos meses.

No entanto, o cliente ainda corre o risco de não ter dinheiro disponível no futuro para arcar com as próximas parcelas. É preciso ser bem organizado e fazer um planejamento para todo mês ter uma quantia destinada ao financiamento.  

Na SAC, o contratante já se livra de uma parte considerável da dívida logo no primeiro mês. É um bom negócio quando se tem bastante dinheiro naquele momento e se o objetivo for reduzir o volume de parcelas. É uma forma de saldar tudo em menos tempo e não arriscar ficar inadimplente no futuro.

Porém, você fica sujeito às oscilações das taxas e cada mês pode desembolsar um valor diferente. Isso te impede de se organizar anteriormente e exige o dobro de cuidado na hora de controlar os gastos.

E agora, qual escolheria entre tabela Price e SAC? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo. Nossa sugestão é para acessar outros conteúdos da Revista Creditas e sempre acompanhar novas dicas de finanças pessoais. Também não deixe de escrever outras dúvidas sobre o assunto.

 

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Postado por Revista Creditas

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Comentários

5 comentários

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  1. O sistema SAC pode ser mais vantajoso que o PRICE pre fixado se não for atrelado ao IGPM, e sim à TR taxa referencial. Com o IGPM o saldo devedor sobe muito e isto faz com que a parcela que deveria ser amortizada,SAC, acaba ñao caindo ou reduzindo muito pouco. Alguém comenta?

  2. Bom dia,
    Meu contrato que fiz está na tabela Price (pré-fixada). Nessa modalidade eu consigo abater o saldo devedor da minha divida?

    Exemplo: Eu fiz empréstimo de 103.000,00. Noto que a cada vez que pago as prestações o meu saldo devedor vai aumentando embutido o juros. Então, se eu quisesse pagar toda minha divida hoje, eu pagaria o que esta no meu saldo devedor ou iria ter que pagar todo o juros já pré-fixado no contrato?

    1. Olá Rafael, tudo bem?

      Sim, aqui na Creditas tem toda amortização de ambas as nossas modalidades com garantia. No empréstimo com automóvel em garantia você pode antecipar parcelas com desconto e pode quitar quando queira. Já no empréstimo com imóvel em garantia a antecipação de parcelas é de forma semestral e a quitação também tem toda amortização.

      Caso tenha qualquer dúvida, estamos á disposição.

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