Tabela Price e SAC: conheça as principais formas de pagar o crédito

Publicado em Atualizado em: 18/02/2019
Tabela Price e SAC

Muitos brasileiros sonham em equilibrar as finanças, realizar grandes planos e conseguir aquele dinheiro extra. Dessa forma, optam pelo empréstimo ou financiamento. Se você é uma dessas pessoas, precisa saber qual a melhor forma de pagar as parcelas para não perder dinheiro. A tabela Price e SAC são dois sistemas de amortização de débitos, ou seja, formas para quitar empréstimos.

Nem todo mundo sabe as diferenças entre elas e qual é mais adequada à própria situação financeira. Dependendo do perfil do cliente, é melhor optar pela taxa prefixada ou pós-fixada.

Não entende exatamente o que é? Explicamos no artigo a seguir como cada uma funciona e como se planejar para fazer um bom negócio. Conheça também as vantagens, riscos e aprenda a calcular o financiamento a partir das duas tabelas.  

O que é tabela Price e SAC

Tabela Price e SAC (Sistema de Amortização Constante) são as principais formas de amortização do financiamento imobiliário. Ou seja, duas maneiras diferentes de pagar a dívida.

Na SAC, como o próprio nome diz, a amortização acontece de forma constante. Ou seja, todo mês é a mesma. O que muda é a prestação, conforme os juros aplicados.

É importante lembrar que a amortização representa apenas o valor exato emprestado pela instituição. Não conta as taxas incluídas mês a mês. A prestação, sim, é a soma do que será amortizado e dos juros.

Nessa situação, as parcelas são decrescentes. Isso porque os juros incidem cada vez sobre um valor total menor, à medida que a dívida é quitada.

Na Price você paga sempre a mesma prestação e dessa forma a amortização torna-se crescente a cada mês. Os juros também aumentam consideravelmente até o fim do pagamento.  

O que é taxa pré-fixada e pós-fixada

As duas tabelas podem ter taxa pré ou pós-fixada. A pré-fixada é compactuada no momento de fechar o contrato e não tem variação ao longo do tempo. Isso quer dizer que o cliente sabe previamente qual será o valor da parcela mensal, que é sempre a mesma. O banco decide os juros praticados.  

A pós-fixada passa por correção monetária de índices do mercado, como Taxa Referencial (TR), IPCA ou IGP-M. É calculado sempre depois do fechamento do mês anterior. Isso significa que o valor das prestações varia mensalmente e não tem como prever quanto os juros irão oscilar. Você fica sujeito à variação da economia e a não pagar parcelas iguais.

 

Diferenças entre as tabelas  

A tabela SAC pós-fixada é a mais utilizada no mercado. “Os clientes normalmente preferem a pós-fixada, pois os valores são um pouco menores que a pré. Eles na maioria das vezes visam o valor da prestação e acabam nem se importando com o saldo devedor e a variação”, conta Renata Saraiva, gerente comercial do Paraná Banco.

O valor da parcela inicial costuma representar entre 25% e 30% do total devido e paga-se menos ao longo do tempo. Ou seja, apesar de você desembolsar mais logo no primeiro mês, reduz o número de parcelas a quitar. Assim, acumula menos juros sobre o financiamento. Isso pode significar uma boa economia no valor final da dívida.

Também é uma oportunidade de saldar boa parte do débito de uma vez só, enquanto está seguro de que tem condições para isso.

Já na Price, você devolve o valor emprestado aos poucos e normalmente opta-se pela taxa pré-fixada. Assim, as parcelas têm o mesmo valor e é possível se organizar previamente para pagar. Porém, nesse caso os juros já definidos costumam ser mais altos e as prestações vão ficando mais caras.

“Clientes mais conservadores normalmente optam pela taxa fixa, pois têm medo da variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), ou seja, variação da economia”, explica Beatriz Mariano de Souza, consultora do banco PanAmericano.

Se considerarmos a mesma taxa de juros e dívida para ambas as tabelas, na SAC você economiza até 15% no valor final da dívida. Afinal, são menos meses pagando e, portanto, menos juros.

Para entender ainda melhor como funciona cada modelo, comparamos ambos em gráficos e em uma tabela didática:

Como calcular as parcelas

Agora que você conhece melhor como funciona a tabela Price e SAC, é importante saber como fica o cálculo a partir de ambas.

Tabela SAC

Prestação mensal: prestação = amortização + juros mensais

Juros mensais: saldo devedor x juro mensal

Saldo devedor: Saldo devedor = valor inicial – (amortização x número de parcelas pagas)

Amortização:  Amortização= valor Inicial / número de meses para pagar

Valor total pago ao fim do financiamento: Valor total = prestação x número de meses para pagar

A tabela abaixo exemplifica o pagamento de um empréstimo ou financiamento, seguindo a SAC. O valor emprestado seria R$ 5000 e os juros, 5% ao mês:

 

Tabela Price

Pagamento = Valor da parcela x (1+ juros)parcelas x juros/ (1 + juros)parcelas – 1

Confira um exemplo da Tabela Price abaixo. O saldo devedor é de R$ 5000 também e os juros de 5% ao mês.

 

Vantagens e riscos

Antes de escolher entre tabela Price e SAC, é importante ponderar o lado positivo e os cuidados a ter com cada uma. Além de optar pela que cabe melhor no seu bolso, deve levar em conta os critérios de ambas. É preciso estar bem atento, principalmente, aos juros.

No caso da Price, você tem um valor fixo a pagar todo mês determinado de forma antecipada e não depende da variação da economia. É uma maneira de quitar aos poucos e ter um prazo maior. É interessante, por exemplo, se você tem uma perspectiva de aumento de salário ou de ter mais capital nos próximos meses.

No entanto, o cliente ainda corre o risco de não ter dinheiro disponível no futuro para arcar com as próximas parcelas. É preciso ser bem organizado e fazer um planejamento para todo mês ter uma quantia destinada ao financiamento.  

Na SAC, o contratante já se livra de uma parte considerável da dívida logo no primeiro mês. É um bom negócio quando se tem bastante dinheiro naquele momento e se o objetivo for reduzir o volume de parcelas. É uma forma de saldar tudo em menos tempo e não arriscar ficar inadimplente no futuro.

Porém, você fica sujeito às oscilações das taxas e cada mês pode desembolsar um valor diferente. Isso te impede de se organizar anteriormente e exige o dobro de cuidado na hora de controlar os gastos.

E agora, qual escolheria entre tabela Price e SAC? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo. Nossa sugestão é para acessar outros conteúdos da Revista Creditas e sempre acompanhar novas dicas de finanças pessoais. Também não deixe de escrever outras dúvidas sobre o assunto.

 

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5 comentários

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  1. SIMAO FITERMAN disse: às 13:41

    O sistema SAC pode ser mais vantajoso que o PRICE pre fixado se não for atrelado ao IGPM, e sim à TR taxa referencial. Com o IGPM o saldo devedor sobe muito e isto faz com que a parcela que deveria ser amortizada,SAC, acaba ñao caindo ou reduzindo muito pouco. Alguém comenta?

  2. Rafael Henrique disse: às 13:19

    Bom dia,
    Meu contrato que fiz está na tabela Price (pré-fixada). Nessa modalidade eu consigo abater o saldo devedor da minha divida?

    Exemplo: Eu fiz empréstimo de 103.000,00. Noto que a cada vez que pago as prestações o meu saldo devedor vai aumentando embutido o juros. Então, se eu quisesse pagar toda minha divida hoje, eu pagaria o que esta no meu saldo devedor ou iria ter que pagar todo o juros já pré-fixado no contrato?

    • Time Creditas disse: às 17:59

      Olá Rafael, tudo bem?

      Sim, aqui na Creditas tem toda amortização de ambas as nossas modalidades com garantia. No empréstimo com automóvel em garantia você pode antecipar parcelas com desconto e pode quitar quando queira. Já no empréstimo com imóvel em garantia a antecipação de parcelas é de forma semestral e a quitação também tem toda amortização.

      Caso tenha qualquer dúvida, estamos á disposição.

  3. Luis Wanderlei Moura disse: às 00:07

    essa de dar cartao para negativado e uma boa mesmo

    • Time Creditas disse: às 17:57

      Olá Luiz, tudo bem ? Nós da Creditas não realizamos cartões de crédito, somente empréstimo com garantia de imóvel ou automóvel.

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