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Organize as finanças pessoais em 10 passos

Como organizar finanças pessoais

Se você pensa que você não atinge suas metas por falta de dinheiro, na verdade pode ser desorganização. Quando você acompanha de perto as finanças pessoais evita gastar mais do que pode e sabe exatamente quanto sobra mensalmente. Dessa forma, fica mais fácil identificar onde é possível economizar e o que está emperrando seus planos.

Para isso, você pode recorrer a ferramentas tecnológicas que economizam seu tempo e te lembram de compromisso financeiros.

Além de reequilibrar suas contas, isso garante mais confiança e tranquilidade na hora de administrar. Afinal, saúde financeira também é equilíbrio emocional. É uma oportunidade de ganhar dinheiro para investir no seu crescimento pessoal. Afinal, você não trabalha só para pagar boletos, não é? Seus sonhos também precisam ter espaço na sua vida financeira.

Como organizar as finanças pessoais

Estabeleça metas

Para realmente impulsionar suas finanças pessoais, é preciso pensar nos seus planos para o futuro e no que é mais importante no momento. Por exemplo, é fato que você sempre terá contas essenciais para pagar, como luz, água, internet. Então isso deve ser quitado antes de qualquer outro compromisso.

Além disso, pense se você tem algum objetivo financeiro. Liste seus projetos e classifique-os de acordo com o tempo que pretende realizar cada um: curto prazo (1 ano), médio prazo (5 anos) e longo prazo (10 anos).

Por exemplo, se você sonha em ter a casa própria ou fazer uma viagem internacional pode começar a poupar dinheiro para isso. Sempre que sobrar uma quantia, é interessante separar para esses planos.

Saiba quanto você ganha e gasta todo mês

Nem todo mundo sabe exatamente a própria renda mensal. Dessa forma as pessoas acabam gastando mais do que têm e arriscam terminar o mês no vermelho. Por isso, faça o cálculo do salário bruto (valor cheio recebido) e do salário líquido (aquilo que sobra depois de ter tarifas e impostos descontados).

Para isso, comece analisando seu holerite e calcule o salário total de todo mês. Se realizar serviços informais e sazonais não esqueça de adicionar à soma.

Além disso, saiba quais são suas despesas fixas e imprescindíveis. Assim, você tem uma ideia de quanto é possível economizar por mês.

Limite seus gastos

Depois de definir prioridades e conhecer as finanças pessoais, estipule um limite máximo para gastar e conseguir bater suas metas. Existem algumas estratégias para fazer isso de forma que você tenha dinheiro para os custos básicos e mantenha a conta no azul.

A Regra 50-30-20, por exemplo, é uma fórmula muito usada por educadores financeiros. Para isso, você divide seu salário em três partes:

  • 50% para gastos essenciais (contas de água, luz, escola, plano de saúde…)
  • 30% para gastos não essenciais (lazer, academia…)
  • 20% para investimentos para realizar sonhos

Supondo que uma pessoa tenha receba R$ 2 mil por mês e siga esse processo: R$ 1000 devem ser usados para contas básicas; R$ 600 para custos de lazer; R$ 400 para poupar e investir.

Mas, claro que esse é o ideal e deve ser adaptado a cada realidade. Os compromissos financeiros de alguém que é casado e tem filhos é diferente de quem é solteiro e mora sozinho.

O importante é começar a poupar de alguma forma, mesmo que você não consiga chegar nos 20% sugeridos – se conseguir 5%, por exemplo, já é positivo. Pode ir ajustando isso ao longo do tempo. O melhor é separar essa quantia logo no início do mês, para evitar gastar tudo até o final.

Sabe aquela roupa que você parcelou no cartão? Ou aquela ida ao cabeleireiro que te deixou no cheque especial? Evite esse tipo de gasto. Assim, você concentra o dinheiro no que realmente precisa. O que sobrar pode usar para iniciar projetos pessoais ou para reserva de emergência.

Utilize ferramentas de controle financeiro

Para organizar todas essas informações, você pode montar uma planilha ou buscar aplicativos. O primeiro é um dos métodos mais tradicionais e seguros. As tabelas ajudam a ver claramente quais gastos estão comprometendo sua renda e o que é possível cortar.

Para te ajudar, você pode anotar cada vez que realiza algum pagamento no computador ou em um caderninho mesmo. Quando chegar no fim do mês você vai saber exatamente quanto consumiu e onde poderia ter economizado. Também é vantajoso porque você não arrisca esquecer contas que precisa pagar no futuro.   

Para isso, você deve incluir desde os custos mais básicos até os menores e variáveis. Muitas vezes o que compromete sua conta não é exatamente valores fixos, mas gastos esporádicos e nem sempre fundamentais.

Para se organizar melhor, uma sugestão é montar uma planilha simples dividindo essas duas despesas. É essencial acompanhar quanto elas representam na sua renda mensal e qual seu saldo depois de pagar contas.

Seu celular pode ser outro aliado. Existem softwares e aplicativos próprios para lembrar qualquer movimentação e parcelas não pagas, além de criar um planejamento. Assim, você não corre o risco de esquecer o pagamento daquele débito importante.

Um deles é o GuiaBolso, indicado para organizar o que entra e o que sai da sua conta. Ele faz todo o planejamento financeiro a partir do acesso à sua conta bancária e cartão de crédito. Se você tem o sistema IOS ou Android pode baixar.

Para quem gosta de pagar a prazo, o Finance é uma boa opção. É possível registrar contas parceladas e receber um lembrete mensal. Além de quitar em dia, você não confunde o número de prestações. Depois de fazer um pagamento é só anotar no aplicativo e ele atualiza automaticamente seu saldo. Porém está disponível apenas para sistema IOS.

Use o dinheiro com consciência

Você já deve ter ouvido dizer que dinheiro não aceita desaforo, e é verdade. Mesmo que uma pessoa enriqueça, se não usufruir do capital com planejamento, pode perder tudo em pouco tempo. E, embora essa dica pareça óbvia, é fundamental gastar sempre menos do que ganha e saber para onde vai seu salário.

Antes de fazer uma compra pense: “eu realmente preciso disso no momento? Isso é urgente ou pode esperar?”. É uma forma de diminuir o risco de você cair em mais uma cilada financeira.

Faça um planejamento financeiro

Alguns compromissos financeiros são inevitáveis. Por isso, não deixe de listar os mais importantes e prováveis, como comprar presente de aniversário em determinado mês, pagar contas básicas, fechar uma viagem no próximo feriado.

Assim, você prepara o bolso previamente, não é pego de surpresa quando chegar o boleto e vê quanto precisa para não ficar no vermelho.

Evite e troque dívidas caras

No Brasil, muitas modalidades chamam atenção pelos juros exorbitantes. O cheque especial e o rotativo do cartão de crédito são os mais caros e impedem a realização de sonhos.

Se suas finanças pessoais se encontram nessa situação pode trocar a dívida que não cabe no seu orçamento por uma mais barata. Para isso, basta procurar uma instituição com linhas de crédito que tenha melhores condições de pagamento e fazer a portabilidade. Por exemplo, o empréstimo com garantia é uma das linhas com menores juros. Compare na tabela abaixo:

Outra sugestão para evitar novos débitos é pagar à vista sempre que possível, com cartão de débito ou em dinheiro mesmo. Além de não encarar os juros do parcelamento, você só desembolsa exatamente a quantia disponível na conta.

Tenha uma reserva de emergência

Nem sempre sobra dinheiro no fim do mês, mas se isso acontecer, crie uma poupança. Mas essa não deve ser usada para investir nos seus sonhos, é mais por uma questão de sobrevivência. Se um dia acontecer de perder o emprego e ficar no vermelho, por exemplo, você tem um dinheiro guardado para pagar as contas até as finanças pessoais estabilizarem.

O ideal é poupar 10% do salário mensalmente para isso. Mesmo que em algum momento você queira usar esse capital para outros planos, como quitar dívidas, evite ao máximo. Um dos pontos essenciais para juntar dinheiro e concretizar seus objetivos é ter disciplina.

Invista o seu dinheiro

Quando chega em determinado patamar, as finanças pessoais estão tão organizadas que sobram recursos para investimento. Ou seja, aquele nível em que não há dívidas acumuladas e você já sabe como gastar menos do que ganha.

Mas é importante aprender a investir para não perder dinheiro. Para isso, você deve encontrar um tipo que se enquadre no seu perfil financeiro. Empresas e corretoras especializadas podem te ajudar, assim como o gerente do banco. E, claro, você mesmo pode pesquisar,  estudar a fundo e cuidar dos próprios investimentos.

 

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Postado por Revista Creditas

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