O que é fintech: entenda a revolução do mercado financeiro

Novas startups surgem prometendo acabar com os juros abusivos, com a burocracia dos bancos e com os investimentos de baixa rentabilidade. Essas empresas não param de crescer no Brasil e no mundo. Entenda o que é fintech e como funciona a revolução do mercado financeiro.

Já imaginou se você pudesse solicitar um empréstimo rápido e seguro sem ter que sair de casa para enfrentar trânsito ou fila no banco? E o melhor, esse empréstimo conta com taxas de juros realmente baixas. Agora imagine que a operação foi desenvolvida por uma empresa tecnológica, com custos baixos e altamente eficiente. Esse cenário parece impossível, mas já existe e resume o que é fintech.

As fintechs estão revolucionando o mercado financeiro mundial. Segundo relatório da Business Insider, os investimentos nessas empresas foram de US$ 15 bilhões no primeiro semestre de 2016. No Brasil isso não é diferente.

Em 2016, o Brasil foi o oitavo país no mundo com mais investimentos no setor, cerca de US$ 161 milhões. Esse resultado nos deixa a frente de países como Austrália e Japão. Somente as três maiores representantes brasileiras já levantaram cerca de R$ 750 milhões em aportes.

De acordo com o relatório FintechLab, em fevereiro de 2017, o Brasil contava com 247 startups focadas em mercado financeiro. Isso representa um salto de 357,4% no número de novas empresas em um ano e meio. Isso resultou em um aumento de contratações. O GuiaBolso passou de 35 funcionários em 2015 para 120 no começo de 2017. A Creditas duplicou o número de colaboradores entre fevereiro e agosto de 2017.

Uma fintech pode estar presente em qualquer área do setor: empréstimos, pagamento, seguros, investimentos, gestão financeira, funding, entre outros. Em geral, são startups com modelos inovadores e que querem revolucionar o mercado financeiro.

 

O que é startup

Startup é uma empresa jovem, mas não necessariamente em seu período inicial, que busca desenvolver um novo modelo de negócio. Os processos visam a inovação pelo uso da tecnologia, melhorando a eficiência do serviço que é prestado ao cliente.

Essas empresas são bastante conhecidas pelos ambientes considerados descolados e agradáveis de se trabalhar. Exemplos de startups conhecidas do público brasileiro são Uber, Snapchat e Airbnb. Para efeito de comparação, as gigantescas Google, Facebook e Apple nasceram como se fossem startups em suas épocas.

 

O que é fintech

Fintech é uma startup que trabalha para inovar e otimizar serviços do setor financeiro. Essas empresas possuem custos operacionais muito mais baixos que de bancos tradicionais. Isso é possível porque conseguem utilizar tecnologias que elevam a eficiência dos processos.

Essa expressão fintech é o resultado da junção entre as palavras financial e technology (tecnologia financeira). Portanto, essa definição engloba as empresas que usam recursos tecnológicos para otimizar as relações do mercado financeiro com o consumidor.

Para se associar à Associação Brasileira de Fintechs, por exemplo, a empresa precisa “ter base tecnológica e modelo de negócio altamente escalável”. A definição da organização para o termo é ser uma “empresa que use tecnologia intensiva para oferecer produtos na área financeira”

 

Por que fintechs são importantes para o mercado 

A grande missão das fintechs é a inovação e otimização dos processos financeiros. Com a tecnologia, visam implementar novos produtos e processos ou aprimorar os já existentes.

Com relação a esses procedimentos que já existem, há a intenção de melhorar o sistema, trazendo mais eficiência às operações. Fazendo isso, pretendem aprimorar os mecanismos e diminuir a burocracia dos clientes.

No Brasil, o mercado financeiro é muito centralizado. Em 2016, os quatro maiores bancos, Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, concentravam 79% das operações de crédito no país. Também acumularam 78,5% dos depósitos.

Ainda que seja difícil de incomodar os grandes conglomerados bancários em volume de operações, é possível oferecer mais opções aos consumidores. Além disso, essas empresas são capazes de proporcionar serviços mais especializados com custos menores dos que os bancos, provocando uma disruptura no monopólio do setor.

 

Fintechs são confiáveis e seguras?

As fintechs sobrevivem com investimentos de grandes empresas e organizações sérias e elas só conseguem se desenvolver com esses aportes. Para conseguir esses recursos, passam por diversas avaliações, principalmente, a respeito do risco do negócio.

Por haver muito dinheiro envolvido, investidores e incubadoras de negócios acompanham de perto o desenvolvimento dessas empresas. Caso haja dúvidas sobre a seriedade das fintechs, busque se informar em sites ou portais relacionados com essa área, como Endeavor Brasil, StartSe, Startupi e Conexão Fintech.

Essas empresas têm a tecnologia no DNA, por isso, também investem em soluções seguras que impedem falhas de proteção. No entanto, antes de fazer negócios com qualquer organização, é essencial confirmar os dados e buscar a credibilidade dessa instituição.

Por se tratar de um setor que tem o dinheiro como mercadoria principal, os golpes e fraudes são bastante comuns. Sendo assim, certifique-se de que trata de uma empresa correta antes de compartilhar dados bancários ou fazer uma transação financeira.

As fintechs de crédito, por exemplo, atuam como correspondentes bancários e seguem a Resolução nº 3.954, de 24 de fevereiro de 2011 do Banco Central.

>> LEIA MAIS: Como fazer um empréstimo online rápido e seguro

 

Principais fintechs brasileiras

Fintechs podem estar presentes em diferentes áreas do setor financeiro. No Brasil não é diferente. As quase 250 instituições estão divididas nesses setores, com destaque para Pagamentos (32%), Gestão Financeira (18%) e Empréstimos (13%).

No ramo de pagamentos, o Nubank aparece com notoriedade. A empresa arrecadou mais de R$ 600 milhões até o fim de 2016 em cinco rodadas de investimentos. O cartão de crédito da empresa ficou famoso pela ausência de anuidade e taxas mais baixas do que o padrão. Além disso, também pelo atendimento personalizado e 100% online.

Em termos de gestão financeira, o GuiaBolso é o maior destaque. Em maio de 2016, a startup recebeu um aporte de R$ 60 milhões, em uma rodada de investimentos composta por gigantes do setor. Hoje, o aplicativo já conta com mais de 3 milhões de usuários e é referência no controle de finanças pessoais.

Na área de empréstimos, a Creditas desponta como a grande representante. A empresa é a segunda maior Fintech brasileira em captação, contando com R$ 90 milhões em investimentos.

A Creditas nasceu com a missão de derrubar os juros no Brasil. Se consolidou como uma plataforma digital especializada em empréstimos com garantia, modalidade muito pouco explorada no país.

Postado por Revista Creditas

Portal de conteúdo especializado em educação financeira.

  1. sim mas se pego 30000 com a creditas tenho que pagar 92000 o triplo isso não é negocio pra mim. Abs Creditas quero mehor que isso!

    Responder

    1. Time Creditas 21/08/2017 at 10:36

      Oi Rogerio, tudo bem?

      Você chegou a fazer um cadastro com a gente? Trabalhamos com juros a partir de 1,15% no empréstimo com imóvel em garantia e 1,75% com o carro em garantia. A taxa pode variar de acordo com o seu perfil, mas a simulação do nosso site é básica e com valores aproximados. Assim, quando um dos nossos consultores entrar em contato, te enviará uma proposta mais exata 🙂

      Responder

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