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Nome limpo: 10 práticas diárias para manter a conta no azul

Comprar apenas o necessário, exercitar o controle dos gastos. Confira algumas dicas para mudar os hábitos e manter as finanças em dia

nome limpo

Um levantamento feito pelo Banco Central (BC) no início deste ano revelou que 70% dos brasileiros não pouparam nada do salário ao longo de 2017. A pesquisa, que foi feita com 2 000 pessoas, é um retrato clássico da falta de cultura do brasileiro em economizar dinheiro para o futuro. A falta de educação financeira e de planejamento das despesas também é evidenciado no tópico em que 56% dos entrevistados indicam que não fazem orçamento doméstico, um grande aliado para manter a conta no azul e o nome limpo no mercado.

Outro grande indicador da falta de planejamento da população é o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Um estudo realizado pela entidade em conjunto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que os principais causadores pela negativação dos CPFs inadimplentes são crediário, o mal uso do cartão de crédito e empréstimo pessoal em bancos/financeiras.

Problemas com cheque especial, financiamento de automóvel e até mesmo contas fixas, como mensalidades escolares, conta de telefone e boletos de TV por assinatura e internet também aparecem entre os motivadores da inadimplência.

Para o economista e professor de finanças Francisco D’Orto Neto, a alfabetização financeira, assim como qualquer outra educação, é um processo que exige disciplina e persistência. Para que tais mudanças aconteçam e passem a ser adotadas nos hábitos dos brasileiros, é preciso de tempo e muito diálogo sobre o assunto.

“É uma questão cultural, temos um problema de falta de informação e de educação financeira, e isso vem desde cedo”, diz o especialista.  

A mudança, porém, pode acontecer com pequenas práticas diárias. Ações que envolvam planejamento, análise de finanças e, até mesmo, o tão esperado happy hour podem te ajudar a manter o nome limpo no mercado e a poupar parte da sua renda para o futuro.

Confira, a seguir, 10 dicas selecionadas pelo professor Francisco D’Orto Neto:

1-Programe-se para comprar somente o necessário para o dia

Um bom planejamento e saber o que realmente precisa consumir contribui para a redução de gastos extras/inesperados e por impulso. “A educação financeira te proporcionará uma economicidade, um hábito. Você passará a ser mais seletivo naquilo que está colocando na sua vida”, explica D’Orto Neto.

2-Reserve o dinheiro para o seu gasto diário

Parte do planejamento, ter/saber o montante que poderá usar diariamente, é uma das maneiras de controlar suas finanças, bem como ter a noção de como você gasta e/ou investe a sua renda.

3- Deixe o cartão de crédito em um lugar separado do dinheiro

Essa é uma dica focada aos que não têm controle do uso do cartão de crédito. Isso porque grande parte dos inadimplentes do país tiveram o nome negativado no mercado por dívidas com o cartão de crédito – e não sabem e/ou têm dificuldade de quitar a dívida para ter o nome limpo.

Se você se identifica nesse perfil, atenção! Aprenda a racionalizar o uso do seu cartão de crédito. Se tiver dificuldade em controlar o gasto, por saber que ele será pago apenas na próxima parcela, comece a usar formas que te faça sentir o gasto. Pague no débito e/ou em dinheiro.

Deixe o cartão em um local da carteira que não esteja próximo do dinheiro ou do cartão de débito. Intercale o uso do crédito. “Dessa forma você passará a racionalizar o gasto no cartão e evitará uma bola de neve”, afirma.

4- Verifique seu saldo bancário antes de sair de casa

Outra maneira de controlar as finanças e manter o planejamento em dia é saber o quanto você tem disponível em sua conta. Isso ajuda a controlar melhor o consumo e gastos – e fará você pensar duas vezes se precisa realizar um gasto.

5- Foco no nome limpo: evite comprar por impulso

Um estudo do SPC realizado no primeiro semestre deste ano revelou que 60% dos brasileiros compram por impulso. Antes de realizar uma compra, reflita e veja se realmente precisa daquilo, se é um gasto programado ou se é um supérfluo.

“É bom fazer o exercício de entender quantas horas da minha vida eu gasto para pagar os juros cheque especial, por exemplo”, diz o economista. “Temos que trabalhar o lado psicológico para nos sensibilizarmos pela causa. Apenas substituir produtos caros por baratos não funciona mais.”

6- Economize no básico

Se possível, reveja as pequenas coisas que, ao final do mês, podem pesar no seu bolso. Muitas das ações para continuar com o nome limpo vêm de detalhes como esses.

Dê carona e compartilhe o carro com amigos e/ou vizinhos. Trabalha perto do trabalho? Tente ir a pé, ou de bicicleta. Além de economizar, fará bem para a sua saúde.  

7- Tenha sempre uma fruta ou lanche leve próximo de você

A famosa marmita e lanchinhos para comer ao longo do dia fazem com que você não gaste tanto dinheiro comendo fora de casa. Além de evitar comer coisas que não são tão saudáveis, te ajudará a não estourar o orçamento.

8- Gastou demais? Reduza a frequência do “happy hour”

Às vezes, pequenos gastos semanais, como o famoso happy hour pode comprometer sua renda ao final do mês. Se for possível, tente maneirar para não exceder o limite do lazer.

“Inove o conceito de happy hour. Você pode fazê-lo na academia, por exemplo. Pode sair muito mais barato que um barzinho e ajudará a sua saúde”, diz D’Orto Neto.

9- Cuidado com a internet  

Após um longo dia de trabalho, é muito comum chegar em casa e relaxar usando o smartphone. Fica o alerta: cuidado com as chamadas e ofertas que aparecem no seu celular.

Planeje bem e reflita se você precisa consumir o que te indicam. Não compre por impulso pelas ofertas via web. Isso te ajudará a manter o seu nome limpo no mercado – já que não ficará mal endividado. 

“Não saia da sua programação só porque é de noite e você está mais relaxado. Fique esperto”, afirma o professor.

10- Exercite o controle de gastos em uma planilha

Ter o controle dos gastos e uma planilha organizada é muito importante para manter uma memória da sua vida de consumo. Seja no computador, ou em uma caderneta, não importa.

Anote seu consumo, veja o que mais impacta no seu orçamento e o que mais te faz gastar. “Você se tornará mais seletivo, exigente e valorizará cada compra feita e cada dinheiro economizado”, explica.

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Postado por Paula Bezerra

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