5 lições de liderança que podemos aprender com Game of Thrones

Publicado em Atualizado em: 16/04/2019

Uma das principais séries do momento traz inúmeros ensinamentos de gestão a líderes que querem fazer a diferença. Confira alguns exemplos e saiba como aplicar

Líderes

Após dois anos de espera, foi ao ar o primeiro episódio da oitava – e última – temporada do seriado Game of Thrones, um dos principais líderes de audiência televisiva mundial. Transmitido pela HBO, que disponibilizou o acesso ao canal para todas as pessoas verem o primeiro episódio, a série é um fenômeno de recordes: o orçamento saltou de US$ 6 milhões por episódio na primeira temporada e registrou cerca de US$ 58 milhões para o primeiro episódio da oitava temporada. Além disso, a série deve alcançar um público de mais de 20 milhões de pessoas. Mas, mais que uma narrativa envolvente e personagens marcantes, Game of Thrones traz ensinamentos de liderança aos que almejam engajar melhor a equipe e conseguir alcançar resultados melhores com uma equipe integrada.

Criada por David Benioff e D.B.Weiss, a trama é baseada no livro A Game of Thrones, o primeiro da série de livros “As crônicas de Gelo e Fogo”, escrita pelo autor norte-americano George R.R. Martin e lançado em 1996. As grandes lições para líderes – sejam eles empreendedores ou não – estão em torno história que rege o seriado. Situada nos continentes fictícios de Essos e Westeros, Game of Thrones é pautada pelo Trono de Ferro dos Sete Reinos, seguindo um enredo de conflitos e alianças entre as famílias nobres dinásticas – tanto para lutar por independência ou para reivindicar o trono.

Assine a Newsletter Creditas!

Receba conteúdos exclusivos dos nossos especialistas em finanças

Entretenimento como fonte de estudo

liderança
Crédito: Divulgação

Considerando a teoria de muitos especialistas de que a liderança – por mais nata que seja – pode ser desenvolvida em um indivíduo e aprimorada em outros, o entretenimento e recursos fictícios podem servir como fonte alternativa de estudo – ou seja, ir além dos muros das universidades e cursos focados em gestão. Pode – e deve – ser exercitada por meios criativos e disruptivos, a fim de ser incorporada, de fato, em seus planos de gestão.

“A soma das melhores características dos protagonistas, junto com o aprendizado nos erros dos personagens destacados pode ajudar numa análise de perfil de alguém que queira ser um líder cada vez mais completo”, diz Felipe Costa, consultor de recrutamento da Robert Half.

Dito isto, desenvolver características como empatia, táticas de comunicação e de ser inspiracional a sua equipe são fundamentais para ter sucesso na liderança. E essas características – e outras mais – são transmitidas em Game of Thrones por meio de seus personagens. “O líder pode identificar um potencial modelo (nos seriados) em situações similares ao que se encontra no mundo corporativo”, indica Costa.

Além disso, a postura (ou falta de) de Jon Snow, Daenerys Targaryen, Tyrion Lannister, Arya Stark e Cersei Lannister, por exemplo, pode ser descrita em um estudo da empresa norte-americana de pesquisa Gallup. Intitulado de “Strongs Based Leadership”, de Tom Rath e Barry Conchie, a análise trata sobre os efeitos da boa liderança nas empresas. 

Segundo a análise, ter discursos motivadores, engajar o time e entender que ele é crucial para o sucesso de qualquer gestão são pontos fundamentais para conquistar sucesso em sua posição de liderança.

Ensinamentos de liderança com Game of Thrones:

A Revista Digital Creditas listou, a seguir, alguns dos ensinamentos de liderança que podem ser extraídos da série mais assistida dos últimos tempos. Confira e veja o que mais se adequa a você e seu time:

1- O time é crucial para o sucesso

Bons líderes não são nada sem o apoio de uma equipe forte. No levantamento da Gallup, foi observado que os melhores líderes estão cercados de colaboradores que têm alto desempenho. Entre as características encontradas nessas equipes, estão: influência, construção de relacionamentos, execução (proatividade) e pensamento estratégico.

Fazendo um paralelo com o seriado Game of Thrones, fica claro que líderes não são nada sem o apoio de uma equipe unida e consistente. Ao final de uma das temporadas, por exemplo, o Jon Snow conta com um time poderoso – Tyrion, Missandei, Verme Cinza, Varys, Daario, Yara e Theon.

Sem a experiência e o trabalho duro – também em equipe – ele não teria navegado para conquistar a área de Westeros.

2- Investir no ponto forte de cada indivíduo

Embora o trabalho em equipe seja um dos pontos cruciais para o sucesso de uma boa gestão, entender as necessidades individuais e concentrar esforços nos pontos fortes de cada indivíduo também é importante para se fortalecer como um bom líder.

No levantamento realizado pela Gallup, foi observado que quando uma organização/gestor deixa de entender e investir nos pontos fortes de cada indivíduo, o engajamento dos funcionários cai para o patamar de 10% – numa escala de 0 a 100%. Já quando os líderes priorizam a individualidade de cada colaborador, o engajamento sobe e fica em 73%.

Observando esse dado, Daenerys e Jon Snow também podem ser usados como referência. Na trama, eles sempre tentam levar em consideração os interesses e anseios de seus colaboradores (seguidores), seja para motivá-los, ou por medo de perder a liderança.

Um bom gestor deve sempre buscar avaliar as metas, qualidades e preferências individuais de seu grupo. Dessa maneira, conseguirá ter uma visão mais ampla de como investir nas qualidades de cada um e entender como essa diversidade pode ser positiva para a equipe como um todo.

3- Entender a necessidade do outro

Empatia é uma das palavras da atualidade. E, para ser um bom gestor, saber se colocar no lugar do outro – ou seja, ter empatia pela equipe – é mais que essencial. Segundo a pesquisa da Gallup, os colaboradores se mostram mais engajados e seguros quando os líderes transmitem confiança, compaixão, esperança e estabilidade.

Tomando esse recorte da análise como base, Daenerys Targaryen e Jon Snow são referências de como promover tais sentimentos em seu time.

No caso de Daenerys, ela seguiu seu instinto e aboliu a escravidão, quebrando paradigmas e mostrando a importância de entender a dor do outro. Também passou a contar com os conselhos de Tyrion Lannister, que abandonou os irmãos e a família para segui-la. 

Já Snow, tem como foco ajudar a região Norte a sobreviver ao inverno e às guerras que permeiam os povos.

Com objetivos tão claros e diretos, a empatia e saber se colocar no lugar do outro passam a ser a direção para que ambos conquistem os resultados que esperam. Além disso, os dois possuem uma história convincente aos seus “seguidores” e são donos de um carisma que permitem com que eles se conectem com cada vez mais pessoas.

4- Discursos motivadores

Que time sobrevive sem motivação, razões para se engajar e um líder que inspire nesse sentido? Em Game of Thrones, um dos personagens que transmite essa força e engajamento de equipe é Jon Snow. 

Exemplo do chamado “líder nato” – aquela pessoa que sabe gerir grandes equipes naturalmente – ele é uma ótima referência aos que almejam entender como motivar os colaboradores, principalmente aqueles acomodados e/ou desanimados. 

“Jon Snow  é exemplo de resiliência, força de vontade, lealdade com os liderados e sinceridade”, diz Felipe Costa, da Robert Half.

Isso porque, ao longo de sua jornada, Jon Snow ingressou como membro da Patrulha da Noite, entrando como soldado e, ao decorrer dos episódios, tornou-se o Lorde Comandante. Os próprios companheiros de guerra que o elegeram como líder, devido ao seu exemplo e postura – principalmente por dar exemplos práticos de como agir, e não apenas delegar.

Sua ascensão ao longo dos episódios e maneira de conduzir as patrulhas e comandos servem como referência de como saber discursar, motivar e ser o exemplo prático para os colaboradores fazem a diferença para alcançar os objetivos da equipe.

5-  Resiliência

O objetivo central está claro para os “times” e líderes. Porém, muitos acontecimentos, como guerras, conflitos e problemas “pessoais”, aparecem como entrave para a conquista do trono. Nesse caso, saber ser flexível a um ambiente de constantes mudanças é essencial para um bom desempenho de líderes.

Embora jovem, a personagem Arya Stark reflete a necessidade de saber se adaptar às circunstâncias e a de ser resiliente. Exemplo disso é que ao início do seriado ela vivia com sua família em um ambiente confortável e cômodo.

Ao longo das temporadas, porém, ela se vê obrigada a viajar com um dos responsáveis pela morte de seu pai – que foi assassinado na sua frente. Além disso, ela também passa a morar em um continente secundário no seriado – onde há muita hostilidade.

SOLICITAR MEU EMPRÉSTIMO

Postado por Paula Bezerra

Editora da Revista Digital Creditas, jornalista de coração e alma. Escreve sobre finanças, inovação, economia, cultura e o que mais der na telha.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também vai gostar de
É da Conta Delas: os desafios das mulheres empreendedoras

Dicas de empreendedorismo

É da Conta Delas: os desafios das mulheres empreendedoras

Segunda reportagem do especial do movimento da Creditas mostra o panorama das mulheres que querem empreender no Brasil

Confiança do microempreendedor sobe e investimento deve crescer

Empreendedorismo

Confiança do microempreendedor sobe e investimento deve crescer

Momento é positivo para os pequenos empresários. Confira dicas de como aproveitar e expandir o negócio

Como o empreendedorismo social pode ajudar em casos de tragédia

Empreendedorismo

Como o empreendedorismo social pode ajudar em casos de tragédia

Em expansão no Brasil, o "negócio de impacto" incentiva e ajuda o desenvolvimento de áreas carentes

Empreendedorismo: mercado aquecido para expandir os negócios

Empreendedorismo

Empreendedorismo: mercado aquecido para expandir os negócios

Saiba como a recuperação da economia vai impulsionar a ampliação dos negócios

Veja mais
Navegue por temas