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Inadimplência:
A saga dosmilhões de
brasileirosnegativados

Brasil encerrou o ano de 2018 com 62,6 milhões de inadimplentes, número maior que o total da população da Itália. Confira o panorama da dívida no país e saiba como se planejar para não ficar mal-endividado.

Reportagem e edição: Paula Bezerra

Direção de arte: Fernanda Maya

O ano de 2018 foi de grandes turbulências no Brasil. Eventos como a Copa do Mundo da Fifa, a greve dos caminhoneiros e as eleições presidenciais e de governadores impactaram o já desgastado cenário social, político e econômico do país. Diante de tantas repercussões, o Brasil se viu diante de uma tímida recuperação econômica. O desemprego, por exemplo, encerrou o ano em queda, mas ainda afeta a vida de 12 milhões de pessoas, provocando o aumento da informalidade e o alto índice de inadimplência. “Na maior parte dos casos, a inadimplência é causada pelo desemprego ou insuficiência de renda/perda do poder de compra”, explica Flávio Borges, superintendente de finanças do SPC Brasil. “Por isso, quando a economia melhorar, isso será refletido na inadimplência.

Enquanto o governo inicia um pacote de medidas para engatar a real recuperação econômica, como a reforma da previdência, simplificação tributária e aumento do comércio internacional, as projeções para 2019 caminham para uma melhora de cenário. Indicadores do mercado apontam que a expectativa para o ano é a de que a economia continue gerando empregos formais – e que o volume aumente. Se mantiver esse ritmo, a Tendências Consultoria projeta um crescimento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2019. Em relação ao quadro inflacionário, projeta-se que o IPCA fique um pouco abaixo da meta, em 4,1%. “Também prevemos um ajuste gradual de juros a partir de setembro de 2019, deixando a Selic em algo como 7,75%”, afirma Alessandra Ribeiro, diretora de macroeconomia e política da Tendências Consultoria.

Recentemente, canais de finanças pessoais vêm invadindo as redes sociais, como contas de YouTube e Instagram, a fim de disseminar o assunto de forma leve e explicativa. Como é o caso do canal da própria especialista em investimentos. Ao desenvolver o ExplicaAna, em meados de julho de 2018, Ana Barata passou a falar sobre o universo do mercado financeiro. Em seis meses, a influenciadora já alcança mais de 40 000 pessoas, além de dar palestras sobre o tema. “Canais voltados para finanças podem contribuir muito com a disseminação do assunto de uma forma mais leve e explicativa”, comenta. “De uma maneira geral, as pessoas se interessam por finanças e assuntos vinculados à riqueza. Na maioria dos casos, existe mais uma barreira por achar que é difícil que pela falta de interesse.”

Ter dificuldades de lidar com o orçamento doméstico ainda é a realidade de grande parte dos brasileiros. Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra, por exemplo, que quase 80% dos consumidores vivem no limite do orçamento - e sem uma reserva financeira para emergências. “O grande problema é que muitos brasileiros sobrevivem bem no curto prazo, mas não pensam no longo prazo”, diz Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper. “E o não planejamento faz com que a pessoa não controle as despesas do mês, invista, estabeleça uma meta numérica”, explica.

O reflexo dessa falta de planejamento e educação financeira escancara a realidade do país: os milhares de inadimplentes. Mais que isso: muitos deles não sabem que estão devendo no mercado e, consequentemente, negativados - ou seja: com acesso limitado ao mercado de crédito.

Planejamento financeiro:
Por que é um tabu?

Tabu para muitas pessoas, o planejamento financeiro é fundamental para alavancar desde a qualidade de vida do indivíduo, até a economia como um todo. Isso porque, quanto mais instruída e organizada a pessoa for com relação à sua renda, maior será seu poder de consumo, acesso ao crédito e gerenciamento do dinheiro. O resultado dessa equação é uma maior interação com a economia como um todo, assim como o mercado de crédito.

Para a especialista em investimentos e fundadora do canal @explicaana, Ana Laura Barata, a falta de consciência e educação financeira podem estar atrelados a dois aspectos: o baixo ​ensino de finanças nas escolas​, seja educação básica ensino básico, fundamental e médio, assim como a barreira criada por parte da população, por achar que o assunto é difícil. “As pessoas dão pouca importância - para esse assunto - mas ele é muito importante. É muito banalizado”, afirma.

Recentemente, canais de finanças pessoais vêm invadindo as redes sociais, como contas de YouTube e Instagram, a fim de disseminar o assunto de forma leve e explicativa. Como é o caso do canal da própria especialista em investimentos. Ao desenvolver o ExplicaAna, em meados de julho de 2018, Ana Barata passou a falar sobre o universo do mercado financeiro. Em seis meses, a influenciadora já alcança mais de 40 000 pessoas, além de dar palestras sobre o tema. “Canais voltados para finanças podem contribuir muito com a disseminação do assunto de uma forma mais leve e explicativa”, comenta. “De uma maneira geral, as pessoas se interessam por finanças e assuntos vinculados à riqueza. Na maioria dos casos, existe mais uma barreira por achar que é difícil que a falta de interesse.”

Brasil: uma Itália
de inadimplentes

A somatória da falta de educação financeira por parte da população e a lenta recuperação econômica resultou em um dado alarmante: o Brasil possui uma Itália inteira só de inadimplentes. Isso porque, em 2018, o país encerrou o ano com 62,6 milhões de pessoas com contas em atraso - o equivalente a 40,61% da população adulta, segundo o SPC Brasil e a CNDL. O montante é maior que a população do país europeu, que conta com quase 61 milhões de habitantes.

O ponto mais alto da inadimplência no Brasil ao longo do último ano foi em junho, quando o SPC somou 63,6 milhões de pessoas. O número de negativados no Brasil é tão grande que, se a população inadimplente ocupasse um país na América Latina, por exemplo, o local seria o terceiro mais populoso da região. O “país dos negativados” teria 62,6 milhões de habitantes, atrás apenas do Brasil e do México, que possuem 208,5 milhões e 125 milhões de habitantes.

“De certa forma, muitas pessoas acabam se acomodando com o fato de estarem com o nome sujo”, diz Flávio Borges, superintendente de finanças do SPC Brasil. “Então, entre limpar o nome e viver a simbologias e consumo, como a do Natal, que está associada ao presente, ela prefere manter o costume, continua consumindo em vez de limpar o nome e quitar dívidas”, explica.

Nordeste
  • 41,8%
    17,01 milhões
  • Norte
Centro-Oeste
  • 42,3%
    5,01 milhões
  • Norte
Sudeste
  • 40%
    26,65 milhões
  • Norte
Sul
  • 36,4%
    8,29 milhões
  • Norte
Norte
  • 46,5%
    5,64 milhões
  • Norte
  • Total de
  • 62,6 milhões

* A porcentagem se refere ao total da população adulta endividada. Por exemplo: de 100% da população adulta na região sudeste, 40% está endividada.

Segundo Borges, o alto nível de endividados na região sudeste foi impactada por uma distorção em São Paulo. Devido a uma lei de 2015, os birôs de crédito como SPC e o Serasa, por exemplo, só poderiam negativar o nome de um indivíduo após o inadimplente ser notificado disso. Em 2017, porém, essa determinação foi extinta, fazendo com que entrasse um volume muito alto de negativados de uma vez. “Um número alto de inadimplentes ficou represado ao longo desse período. Quando a exigência da notificação foi eliminada, quem tinha contas em atraso foi negativado de uma vez”, explica.

No panorama geral, o local com menos pessoas negativadas é o Sul do país.

Inadimplência em alta

Em 2018, a parcela de consumidores com contas em atraso teve alta de 4,41% no ano, quando comparado com 2017. O valor representou o maior crescimento desde 2012, quando o montante de inadimplentes chegou a 6,8%.

Mesmo que a economia tenha dados sinais de melhora no ano passado, as famílias não conseguiram organizar e reestruturar a capacidade de pagamento.

Crescimento dos inadimplentes
nos últimos 6 anos *

  • 2012: 6,8%
  • 2013: 3,7%
  • 2014: 3,4%
  • 2015: 4,2%
  • 2016: 1,4%
  • 2017: 1,3%
  • 2018: 4,41%

*o crescimento está sempre comparado com a base do ano anterior. Por exemplo para identificar o aumento de inadimplentes em 2017, a instituição comparou com 2016.

Fontes usadas para os gráficos: Inadimplência de Pessoas Físicas SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) - Dados referentes a dezembro de 2018; “O ano financeiro dos brasileiros” do GuiaBolso; Serasa Experian: dados inadimplência 2018.

Quem são osInadimplentes

18 milhões dos 62,6 milhões dos endividados estão na faixa dos 30 a 39 anos, representando 52%

50,5% são homens 50,5% são homens
49,5% são mulheres 49,5% são mulheres

Com que eu gasto?

Uma das principais dificuldades de grande parte da população em 2018 foi equalizar os gastos e estruturar uma capacidade de pagamento. A falta de educação financeira e de planejamento faz com que a conta não bata: ou tudo o que entra, sai, ou o saldo do consumidor fica negativo, impedindo-o de arcar com os débitos assumidos ao longo do mês.

Identificar os gastos e saber para onde o dinheiro está indo é o primeiro passo para ter consciência financeira. Para traçar os principais gastos do brasileiro em 2018, a plataforma de serviços financeiros GuiaBolso desenvolveu um estudo com cerca de 315 000 de usuários, entre janeiro e outubro.

Intitulado de “O ano financeiro dos brasileiros”, o levantamento mostrou um taxômetro de quanto as pessoas perdem com a taxa de juros anualmente. Entre os principais gastos dos usuários do aplicativo de controle financeiros estão moradia, em primeiro lugar, com ocupando 20% dos gastos; família/filhos e compras aparecem na segunda posição, com 11% cada, seguido de educação, viagem, transporte e contas residenciais.

  • 8,2 bilhões

    foi o custo com taxas de manutenção de conta bancária.

    O valor médio por pessoa é de 25,55 reais.
  • As tarifas bancárias somaram

    1,3 bilhão.
  • 10,8 bilhões

    Foi o montante usado em cheque especial.

    Gasto médio de 106,65 reais por pessoa.

Gastos em fatias

  • Outros40%
  • Moradia20%
  • Família11%
  • Compras11%
  • Educação10%
  • Viagens8%
  • 40% - Outros
  • 20% - Moradia
  • 11% - Família
  • 11% - Compras
  • 10% - Educação
  • 8% - Viagens

Vilões do
mau endividamento

O que mais motiva a inadimplência entre os consumidores são:

  • Bancos 51,57%
  • Comércio 16,88%
  • Comunicações 13,83%
  • Água e Luz 9,4%

Dívidas em bancos estão entre os principais motivos do endividamento entre a população. As altas taxas de juro explicam a situação. Em dezembro de 2018, o rotativo do cartão de crédito ficou em 334,6% ao ano, segundo o Banco Central. Já o parcelamento do cartão de crédito registrou 169,2%; o cheque especial 323%; o crédito pessoal não-consignado, 113,3% e o consignado pessoal, 26%.

Em dezembro do ano passado, porém, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lançou um livro com 21 propostas para reduzir os juros no Brasil. Para especialistas, maior concorrência no setor financeiro e leis mais flexíveis para fintechs ajudariam nesse processo.

Fontes usadas para os gráficos: Inadimplência de Pessoas Físicas SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) - Dados referentes a dezembro de 2018; “O ano financeiro dos brasileiros” do GuiaBolso; Serasa Experian: dados inadimplência 2018.

A inadimplencia
e a depressão

Se muitos especialistas afirmam que o mal do século 21 são fatores como a depressão e ansiedade, o Brasil serve como exemplo para comprovar a tese. A constatação pode ser observada por meio de um relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS), que avaliou o número de pessoas diagnosticadas com depressão e com crise de ansiedade em um período de dez anos, entre 2007 e 2017.

No estudo, foi identificado que o número de indivíduos depressivos no mundo corresponde a 322 milhões, enquanto a de ansiosos é de 24,6 milhões. O alto índice do Brasil é um dos que mais chamam atenção no relatório. Dos 48,16 milhões de indivíduos com a enfermidade pelos países dos continentes americanos, quase 3 milhões estão no Brasil - correspondendo a maior taxa do continente latino-americano. O que muitos não sabem, porém, é que uma das causas desse sentimentos de angústia, ansiedade e, até mesmo, depressão é consequência do nome sujo.

Quando a pessoa fica negativada no mercado, o seu poder de compra/consumo passa a diminuir gradativamente (ou, em alguns casos, bruscamente), principalmente pela dificuldade em acessar o crédito, obter um empréstimo para pagar dívidas e alugar/comprar imóvel. Além disso, não arcar com as contas em dias também impacta nas emoções, fazendo com que essas pessoas se sintam mal, gerando angústia, insegurança, ansiedade e depressão.

Esse aperto de cinto faz com que o endividado passe a abrir mão de pequenos hábitos e produtos que lhes dão prazer. Além disso, contas básicas e itens de sobrevivência também são impactados. O pente fino nas contas pode eliminar supérfluos como iogurte, leite condensado, bebidas, até carne e outros itens considerados de primeira necessidade, como roupas e calçados.

Em meio a um ambiente em que hábitos de consumo prevalecem e são cada vez mais cultuados, bem como a alta exposição dos indivíduos nas redes sociais, ter uma mudança drástica na rotina passa a ser um “fator estressante” na vida dessas pessoas. Segundo o professor de psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Fraga, as reações diante de fatores de estresse variam de acordo com o perfil e história de vida de cada indivíduo. “Dependendo dos casos, o fator estressante pode desencadear transtornos como depressão, maior ingestão de bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas, até crises de ansiedade e algum agravamento no quadro clínico”, explica o especialista.

Dados sobre o efeito da
inadimplência na saúde

  • Insegurança: 58,9%
  • Ansiedade: 58,3%
  • Estresse: 51,6%
  • Angústia: 47,3%
  • Culpa: 45,8%
*Em % dos consumidores com dívida em atraso - cada participante podia responder mais de uma questão.

Planejamento financeiro:
o caminho para o nome limpo

Depressão, dificuldade de acesso ao crédito, nome negativado e score baixo. A inadimplência impacta a vida do indivíduo em inúmeras frentes e, mesmo assim, o brasileiro não tem consciência da importância da educação financeira . Mais que isso: é uma espécie de ciclo vicioso. Quanto menos informação sobre o tema, menos preocupados com a organização das finanças pessoais. Isso implica desde planejamentos rasos e de curto prazo, até mesmo na inadimplência.

Um exemplo disso é o formato das dívidas angariadas pelos consumidores. Segundo o diretor de dados e pesquisas econômicas do GuiaBolso, Marcio Reis, um terço dos endividamentos dos usuários do aplicativo são inferiores a 500 reais. Para o especialista, o dado é uma demonstração clara da falta de organização das despesas e das finanças. “Esse mau-endividamento é um exemplo da falta de educação financeira no país. Por uma dívida de 500 reais, a pessoa passa a ter o nome negativado no mercado e restrição ao crédito”, explica. “Depois, isso pode virar uma bola de neve que afetará a vida no longo prazo.”

A ausência de disciplina e dificuldade em encontrar um mecanismo simples de controle e de fazer os cálculos estão entre os principais fatores pelo não planejamento das finanças. Tanto é que 45% da população adulta no Brasil não faz um controle efetivo do próprio orçamento - percentual que sobe para 48% entre as pessoas das classes C, D e E.

Como sair das dívidas?
5 dicas para organizar sua vida financeira

Em parceria com Marcio Reis, do GuiaBolso, a Revista Digital Creditas levantou algumas dicas práticas - e diárias - para te ajudar a sair da inadimplência. Confira, a seguir:

Controlar os gastos e cultivar uma previsibilidade do que vai acontecer nos próximos meses é um passo importante para não ficar mal-endividado. A rotina da sua vida financeira pode ser anotada tanto em aplicativos, como o do próprio GuiaBolso, tanto quanto em planilhas feitas em excel ou Google Sheets. Para facilitar nesse processo, o time de análise de crédito da Creditas desenvolveu um modelo de planejamento financeiro. Inscreva-se para receber a planilha de controle de gastos.

Inscreva-se para receber a planilha de controle de gastos.

Mais que registrar o gasto, a planilha contribui para que você consiga entender com o que está gastando - e onde pode enxugar/reduzir para economizar. Com isso feito, é possível mapear a sua vida financeira, pensar bem antes de realizar algum gasto supérfluo e ter um panorama geral do orçamento.

Essa é uma das principais medidas para não ficar mal-endividado. O primeiro passo para reorganizar as finanças é substituir dívidas caras (com altas taxas de juros ou até mesmo juros abusivos) por dívidas mais baratas (com taxas de juros menores e prazo maior para pagar). A indicação é feita, pois, dessa forma, é possível reequilibrar as contas e garantir fluxo de caixa, sem deixar que a dívida vire uma bola de neve em decorrência às altas taxas de juros.

Um exemplo prático é o de uma pessoa que se atrapalha com as finanças e usa o cheque especial. Para não entrar no juros da modalidade, que em dezembro encerrou o ano em 323%, o diretor do GuiaBolso recomenda trocar a dívida cara por opções de crédito com juros mais baratos. “Se a pessoa estiver enrolada no cheque especial, o primeiro passo é renegociar a dívida. É possível ir a uma fintech de empréstimo, como a Creditas, tomar o empréstimo, pagar o cheque especial, e se organizar para pagar o novo empréstimo”, explica. “Isso evita que o endividamento saia do controle [já que houve a substituição da dívida cara por uma mais barata].”

Após ter o controle dos gastos, mapeamento das finanças e o refinanciamento das dívidas caras, como a fatura do cartão de crédito atrasado, ou o cheque especial estourado, é importante elaborar um replanejamento das finanças. Ele é essencial para evitar novos endividamentos desnecessários, causados principalmente pela falta de atenção ou de controle.

O especialista indica que, nessa fase, é importante priorizar o que você mais gosta de fazer. A partir disso, o próximo passo é destinar uma verba para ser usado com isso e tentar cortar excessos ou gastos que não sejam prioridade. Isso ajuda a estabelecer um equilíbrio, fazendo com que você consiga manter

Com todos os itens anteriores elaborados, o próximo passo é destinar um montante para a reserva de emergência. Esse “fundo” é importante para que você não fique mal-endividado em momentos de aperto e/ou gastos inesperados, como doença e/ou tratamento médico, batida de carro e, até mesmo, perda de emprego.

Segundo Reis, o recomendado é ter uma reserva de emergência para seis meses. Nesse caso, vá aos poucos e separe cerca de 15% da renda líquida. Com o passar do tempo, tente ir aumentando o valor, até chegar em 30% da renda. “O que recomendamos é isso: vá aos poucos, separe uma quantia pequena. Isso ajuda a criar um hábito e o valor pode ser aumentado gradativamente”, afirma.