Tire suas dúvidas e entenda como funciona o FIES

Criado, ampliado e reformulado, o FIES passou por muitas mudanças ao longo dos anos e proporcionou a oportunidade do ensino superior para muitas pessoas. Descubra nesse post como funciona o FIES e conheça alternativas ao programa.

O principal programa de financiamento estudantil vem sendo reformulado nos últimos anos, mas as principais mudanças serão aplicadas a partir de 2018. Com isso, muitas pessoas estão procurando saber como funciona o FIES.

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa social do Ministério da Educação. Essa é a plataforma mais popular de financiamento estudantil e oferece condições de pagamento extremamente favoráveis.

Com essa alternativa, foi possível que cerca de 2,66 milhões de vagas fossem abertas no ensino superior privado. Isso deu oportunidade à pessoas que não teriam condições de alcançar um título de graduação.

O programa cresceu consideravelmente entre 2010 e 2014. Nesse período houve um salto de quase 860% e as vagas pularam de 76,2 mil para 731 mil. No entanto, o governo federal passou a colocar algumas restrições que derrubaram o número de vagas para a casa das 220 mil em 2016 e 2017.

O FIES passará por mudanças no ano de 2018. O último processo de seleção com a regra antiga terminou em julho de 2017, válido para 75 mil vagas no segundo semestre.

 

E agora, como funciona o FIES?

Em 2018, o FIES passa a ter três tipos de contratos. O FIES 1 será para alunos com renda familiar per capita de até três salários mínimos. Essa modalidade não haverá nenhuma taxa de juros. A ideia é oferecer 100 mil vagas por meio desse modelo.

Já o FIES 2 é voltado para alunos com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos e residentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nesse caso, as taxas de juros serão de 3% ao ano com oferecimento de 150 mil vagas.

Por fim, o FIES 3 será dirigido a estudantes com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos de qualquer região. As taxas de juros ainda não foram definidas e  a previsão é de oferecer 60 mil vagas.

As prestações para qualquer modalidade de contrato não podem ultrapassar 10% da renda mensal. Essas parcelas serão descontadas diretamente do salário, semelhante a um empréstimo consignado.

>> Veja como funcionam os principais tipos de empréstimos

Na versão anterior, a carência, ou seja, o prazo para começar a quitar o financiamento era de 18 meses. Agora, logo que o estudante conseguir renda formal após a conclusão do curso já começa a pagar.

A mensalidade financiada era limitada em R$ 5 mil e havia prioridade para medicina, engenharias e licenciaturas. Atualmente, o MEC ainda não definiu sobre limites dos valores, tampouco sobre a existência de prioridade nos cursos. Hoje, o valor mínimo para ser financiado é de R$ 50,00 por mês.

Até 2017, Caixa Econômica e Banco do Brasil eram os únicos bancos que faziam os financiamentos. Com as novas regras, esses bancos seguem exclusivos nas modalidades 1 e 2, porém bancos privados poderão atuar no Fies 3.

 

Simular financiamento

Com o Simulador FIES, é possível calcular as condições de pagamento e comprometimento de renda após a conclusão do curso. O usuário coloca informações como o número de semestres do curso, porcentagem de financiamento, tamanho da bolsa (se existir) e o valor da mensalidade.

No momento, só é possível fazer o procedimento com carência de 18 meses e juros de 6,5% ao ano. Esses valores são referentes à regra antiga. No decorrer do segundo semestre de 2017, o MEC deve liberar um simulador com as novas regras.

Antes de fazer as inscrições, pouco antes do início do período letivo semestral, é interessante realizar uma simulação para definir se o investimento vale a pena.

 

Quem pode solicitar

O financiamento é destinado a estudantes que não concluíram o ensino superior. Eles devem se enquadrar em alguma das três modalidades citadas. Também é necessário que tenham realizado alguma das edições do ENEM após 2010 e alcançado média de 450 pontos. Da mesma forma é preciso ter tirado nota diferente de zero na redação.

A regulamentação sobre o número de vagas para cada curso será definida semestralmente, por meio de portarias publicadas pelo MEC. Ainda não foi definido se haverá restrições nas graduações.

 

Como é o processo de seleção?

As inscrições são feita pelo Sistema Informatizado do FIES (SisFIES). No site, deve-se informar os dados solicitados, CPF, data de nascimento, e-mail e cadastrar uma senha. Após isso, deve validar o cadastro no e-mail recebido.

Com o CPF e senha informados, o usuário fará login no portal. Para se inscrever, é necessário colocar os dados pessoais, informações sobre o curso e a instituição de interesse.

Os estudantes pré-selecionados devem acessar o SisFIES e prosseguir com a inscrição até cinco dias após a divulgação de pré-seleção. Nesse estágio, o usuário deve indicar os dados sobre o financiamento desejado.

Depois da conclusão no SisFIES, é preciso validar os dados informados na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA). Isso deve ser feito na instituição em até 10 dias após a inscrição. Essa comissão é responsável por autenticar as informações fornecidas.

Passada a fase de validação, o estudante e, caso haja, o seu fiador devem ir até uma instituição financeira que realize o financiamento. O prazo é de 10 dias, a partir do terceiro dia útil após a validação pela CPSA. O intuito é formalizar a contratação do benefício. Se o estudante ou representante não comparecer à CPSA ou à instituição bancária nos prazos estabelecidos, a inscrição será cancelada.

 

O que é aditamento e como funciona

O aditamento de contrato, nada mais é do que a renovação semestral. Como os cursos são divididos em semestres, esse procedimento é necessário para poder incluir possíveis alterações que passaram a valer.

Há duas categorias, o aditamento simplificado acontece quando não há mudanças nas cláusulas do contrato de financiamento. Já o aditamento não simplificado ocorre quando houver alguma modificação das cláusulas contratuais. Os aditamentos devem ser realizados através do SisFIES. Para isso, uma solicitação deve ser feita na CPSA.

 

Alternativas para o FIES

O FIES é uma excelente opção para quem quer cursar o ensino superior, mas não consegue bancar uma faculdade privada. Contudo, o programa ficou mais restrito com o passar dos anos.

Quem não se encaixa no perfil precisa buscar outras alternativas para o financiamento estudantil. Um caminho é o empréstimo com garantia da Creditas. O cliente coloca um bem como garantia e consegue dinheiro com juros baixos. Além disso, pode antecipar o pagamento total do curso e fugir dos reajustes anuais das faculdade.

>> LEIA MAIS: Empréstimo com garantia: o jeito mais barato de conseguir crédito no Brasil

Outra possibilidade é o site Quero Bolsa, onde o usuário consegue procurar auxílio para diversos cursos em diferentes instituições de ensino. O usuário entra no site e seleciona as melhores opções para o seu perfil nos filtros. Basta escolher entre graduação e pós, presencial ou à distância, curso, instituição de preferência e até quanto consegue pagar por mês. Analisando as opções, a plataforma oferece vários cursos com descontos na mensalidade.

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Postado por Revista Creditas

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