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O que é crédito rotativo e por quê não vale a pena

credito rotativo

No Brasil, uma das taxas de juros mais altas corresponde ao cartão de crédito. Para se ter ideia, só o crédito rotativo fechou 2017 em 334,6% ao ano. Como uma das modalidades mais caras, é responsável por boa parte do endividamento dos brasileiros.

Por isso, é fundamental conhecer os riscos que essa linha de crédito representa e possíveis soluções para fugir dos juros elevados. Além disso, o consumidor deve estar sempre atento a quaisquer mudanças das regras do rotativo. Isso evita cair em golpes e te ajuda a enxergar os tipos de gastos que você poderá ter.

O que é crédito rotativo

Sabe quando você não consegue pagar a fatura integral do cartão e acerta só o valor mínimo? Isso é chamado crédito rotativo.

Existem dois tipos: o rotativo regular e o não-regular.

No primeiro caso, você quita entre a quantia mínima e a quantia intermediária, porcentagens determinadas pela empresa credora. Então, o restante da fatura é adicionado na conta do mês seguinte, corrigido com juros elevados (a média é 13% por mês).

No segundo caso, quem realmente deixou de realizar o pagamento entra no rotativo não regular, que apresenta condições ainda menos vantajosas.

Em resumo, essa linha também pode ser considerada um tipo de empréstimo.

Exemplo: a fatura do cartão era de R$ 1000, mas só pagou R$ 200. Os outros R$ 800 serão adicionados à sua conta seguinte com juros. Se a taxa de juros nesse caso for de 15% ao mês, a dívida já sobe para R$ 920 em apenas 30 dias.

Como funciona

Além das taxas elevadas, o rotativo é limitado e dura no máximo 30 dias. Passado esse tempo, o titular deve quitar o débito integralmente ou parcelar com juros menores. Porém, as próximas faturas podem se tornar uma bola de neve e dificultar a quitação da dívida.

Essa medida passou a valer em abril de 2017, pensada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) justamente para evitar que o consumidor entre em um ciclo de dívidas e use o rotativo constantemente.  

Em abril de 2018 algumas regras foram alteradas novamente para melhorar ainda mais os serviços financeiros e você pagar mais barato.

As empresas credoras definem a partir de seus próprios critérios o valor mínimo que você poderá saldar. Por outro lado, não podem cobrar juros maiores, em relação ao regular, de clientes que ficaram inadimplentes ou que pagam abaixo do mínimo da fatura. As taxas acrescidas devem ser semelhantes às de quem pagou na data, acrescido de 2% de multa e 1% ao mês de juros de mora. Este último representa uma taxa percentual cobrada pelo atraso do pagamento do crédito de acordo com o período de tempo.

Essa linha costuma ser uma solução para situações emergenciais para as quais você não tem dinheiro. Por exemplo, quando surge uma cirurgia inesperada e cara na sua família.

O crédito rotativo é liberado de forma automática na sua conta e conforme esse dinheiro é gasto, a ‘’cota’’ vai acabando. Assim que você quitar o débito, passa a ter a quantia disponível de novo na conta.

O problema é que a instituição não sabe quando você poderá saldar, e pode ser que isso nunca aconteça. Para evitar esse possível prejuízo, cobra taxas bem elevadas.

É fundamental ressaltar, ainda, que o tomador de crédito só deve pagar aquilo que de fato lhe foi emprestado, acrescido das devidas taxas. Por isso, fique sempre atento à cobrança realizada e recorra ao banco caso o valor esteja errado.

Por quê os juros são elevados?

Toda instituição, quando empresta dinheiro, assume o risco de não ter o valor devolvido dentro do prazo proposto. Para compensar essa possibilidade, são cobrados juros elevados pelo tempo que você ficou com a quantia sem pagar.

No crédito rotativo, a empresa realiza uma análise de crédito do consumidor antes de liberar. Assim, avalia a situação financeira do devedor e se tem condições de arcar com a dívida. A partir disso, é estabelecido um limite de crédito pré-aprovado para ser usado de forma automática.

Na prática, os juros podem tornar sua dívida até 3 vezes maior em questão de um ano. Por exemplo, baseado na taxa ao ano de dezembro de 2017 (334,6%), uma dívida de R$ 1000 contraída em janeiro pode aumentar para R$ 3.346 depois de 12 meses. Imagina se isso acontecer com frequência?

Riscos e desvantagens

Ao mesmo tempo que o crédito rotativo é uma das modalidades mais fáceis de acessar envolve muitos perigos financeiros.

Começando pelos juros exorbitantes, o ideal é realmente usar o recurso só em situações inesperadas para evitar débitos maiores do que gostaria. Sempre que acontecer de pagar só o valor mínimo (ou nem isso) procure quitar tudo logo na parcela seguinte. Se deixar acumular vários meses sem arcar com a fatura integral, as dívidas podem virar uma bola de neve.

E, nem todo mundo sabe, mas dependendo do nível do endividamento seu nome pode ser inscrito no SPC. Com nome sujo é muito mais difícil conseguir empréstimo, financiamentos e até parcelar uma compra.

Toda vez que for comprar algo novo ou realizar algum pagamento, verifique na sua conta se é possível quitar totalmente a quantia. Se preferir, pode usar o cartão de débito ou dinheiro vivo. Assim, só gasta o que tem disponível na hora e não cai no rotativo ou no parcelamento.

Alternativas com juros baixos

A boa notícia depois de conhecer o crédito rotativo a fundo é que existem soluções muito mais baratas. Quando se tem dívidas, o melhor é procurar um empréstimo com juros baixos para quitar parcelas que cabem no seu orçamento. De acordo com a recomendação do Banco Central, o ideal é o consumidor comprometer no máximo 30% da sua renda mensal com endividamento. Mais do que isso te deixa sem capital para arcar com outras contas.

O empréstimo consignado é uma modalidade mais em conta, porém é voltada apenas para aposentados e pensionistas do INSS, funcionários privados e públicos. O valor é descontado direto da folha de pagamento. Isso evita que você perca o prazo.

Em questão de juros reduzidos, o empréstimo com garantia também chama atenção e se destaca também por oferecer prazos longos para quitar. É muito procurado principalmente por quem precisa quitar dívidas elevadas, como valores acima de R$ 5 mil.  

Para oferecer essas condições e reduzir o risco de inadimplência, as instituições necessitam de uma garantia de pagamento. Por isso, você assina um contrato atrelando o bem à empresa, em um processo chamado alienação fiduciária. A vantagem é que o carro ou imóvel continua em seu nome e você pode usá-lo normalmente. É uma forma de receber bastante dinheiro sem precisar se desfazer do bem.

O ideal antes de escolher entre as linhas de crédito é atentar não só para a taxa de juros, mas para o Custo Efetivo Total (CET). Essa sigla detalha todos os custos, tarifas, tributos envolvidos na operação, ou seja, o valor final real. Dessa forma, você consegue comparar melhor as empresas, identificar qual oferece as melhores condições e foge das parcelas caras.

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Postado por Revista Creditas

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