Entendendo os sistemas de amortização de empréstimos

Se você já escolheu o empréstimo, antes de assinar o contrato é preciso decidir o sistema de amortização que será usado caso deseje antecipar as parcelas. Conheça a Tabela Price, SAC, o pagamento único e o Sistema Americano. Compare e opte pelo que mais se encaixa no seu perfil de crédito.

Depois de escolher uma modalidade de crédito e ser aprovado pela análise, a instituição financeira vai emitir um contrato com os detalhes da operação. Entre eles, qual será o sistema de amortização do empréstimo. Nessa hora podem surgir muitas questões, pois existem diferentes métodos para abater uma dívida. 

Você já ouviu falar em Tabela Price, SAC, Pagamento Único, Sistema Americano, taxa pré-fixada e pós-fixada? Provavelmente vai se deparar com esses termos antes do dinheiro ser liberado na sua conta corrente. Inclusive, é possível que você tenha que escolher um desses sistemas, pois algumas instituições oferecem aos seus clientes mais de uma opção.

Por isso, para fazer um bom negócio é importante conhecer a fundo cada um desses métodos. Assim, você entenderá qual é mais adequado para as suas finanças pessoais. Então, não deixe de ler este texto que explica de forma didática todos esses o processos do pagamento. Além de listar vantagens e riscos envolvidos em cada modalidade.

 

O que é amortização de empréstimos

Antes de explicar como funcionam os sistema de amortização, precisamos esclarecer alguns conceitos. Um empréstimo ou um financiamento é formado por quatro partes

  • Valor Principal: soma do valor emprestado ao cliente mais os custos operacionais, como TAC, IOF, taxas de cartórios, entre outros.
  • Taxas de Juros: consiste na remuneração que o tomador de crédito paga à instituição financeira pelo dinheiro emprestado.
  • Saldo Devedor: é valor total da operação. Calcula-se a taxa de juros sobre o valor principal.
  • Prestações: são divisões do saldo devedor em parcelas pagas mensalmente até a quitação total.

Entendendo os conceitos acima é possível explicar que amortizar um empréstimo significa eliminar aos poucos o valor total de uma dívida. Isto é, permite reduzir o débito por meio de pagamentos periódicos e até conseguir desconto sobre os juros, dependendo da situação. 

Como funciona

Pagar as prestações mensais e amortizar aos poucos é principalmente indicado para quem solicita crédito à habitação. Para comprar casa, por meio do financiamento imobiliário ou para sair das dívidas com empréstimo com garantia, modalidades com prazo maior para quitar.

Agora que você já sabe o que é amortização de empréstimos, é importante entender os fatores que a influenciam. Além de escolher o método financeiro para quitar o débito, o contratante deve estar atento aos juros pré e pós-fixados. Ambos influenciam totalmente em como e quanto será pago.

Taxa pré e pós-fixada

A pré-fixada é definida ao fechar o contrato e não varia ao longo do tempo. Isso quer dizer que o cliente sabe previamente qual será o valor da parcela mensal, que é sempre a mesma. O banco é quem decide os juros praticados.  

A pós-fixada passa por correção monetária de índices do mercado, como Taxa Referencial (TR), IPCA ou IGP-M). É calculado sempre depois do fechamento do mês anterior. Isso significa que o valor das prestações muda mensalmente e não tem como prever quanto os juros irão oscilar. Você fica sujeito à variação da economia e a não pagar parcelas iguais.

Sistemas de amortização

Os Sistemas de Amortização de empréstimos são justamente os modos disponíveis para saldar o débito. Cada um se encaixa melhor em um perfil de crédito e têm características bem diferentes.

Para se decidir, é importante conhecer cada uma delas. As mais usadas por quem contrata crédito são as Tabelas Price e SAC. Entenda como funcionam e escolha a mais adequada ao seu bolso.

 

Tabela SAC

NA SAC (Sistema de Amortização Constante), como o próprio nome diz, a amortização acontece de forma constante, ou seja, é a mesma todo mês. A tabela pós-fixada é a mais usada no mercado e, nesse caso, a prestação muda de acordo com os juros. Muitas pessoas preferem essa opção porque os valores são um pouco menores do que na pré-fixada.

Por exemplo, se você solicita um empréstimo de R$ 120 mil e paga em 12 meses, a amortização será sempre de R$ 10 mil por mês. Porém, as primeiras prestações serão maiores devido aos juros. Se a taxa for de 10% ao mês, então poderá ter uma parcela inicial de R$ 11.200. Em compensação a última seria de R$ 10.100.

As parcelas são decrescentes, uma vez que o valor das primeiras costuma representar entre 25% e 30% do total devido. Como se fossem amortizações antecipadas. Dessa forma, as taxas incidem cada vez sobre um montante em dívida menor, à medida que é quitada.

Embora você pague uma quantia elevada no início, desembolsa cada vez menos nos meses seguintes. Além disso, reduz o número de parcelas e, assim, encara menos juros. Isso pode significar uma boa economia no valor final do débito.

Também é uma oportunidade de acabar com o valor devido de uma vez só, enquanto está seguro de que tem condições para isso.

Tabela Price

Já na Price, você devolve o valor emprestado aos poucos e normalmente opta-se pela taxa pré-fixada. Diferente da SAC, paga-se sempre a mesma prestação, mas a amortização torna-se crescente a cada mês. Os juros também aumentam consideravelmente até o fim do pagamento.  

Assim, as parcelas têm o mesmo valor e é possível se organizar previamente para pagar. Porém, os juros já definidos costumam ser mais altos e as prestações vão ficando mais caras.

Pagamento único

O valor total do empréstimo é pago de uma vez só, em uma única parcela. A dívida inicial é amortizada totalmente após um período estipulado, acrescida de taxas.

Por exemplo, você tem 2 anos até ter de quitar o débito. Só que o valor aumenta de acordo com os juros acumulados mês a mês. Então, será uma quantia bem elevada.

A questão é que você precisa ter certeza que, passado esse tempo, terá o montante necessário. Isso exige planejamento financeiro e disciplina na hora de poupar dinheiro.

 

Sistema Americano

A partir desse método, a dívida só é amortizada na última prestação. Enquanto isso, paga apenas os juros mensais. Ou seja, se uma pessoa tem um empréstimo de R$ 1000 e quatro meses para quitar, com uma taxa de 10% ao mês, ela irá pagar R$ 100 nos primeiros três meses e R$ 1000 apenas no último.

A diferença dessa forma de amortização de empréstimos para o pagamento único é que você arca com os juros mês a mês. Não espera acumular as taxas de todos os meses em uma parcela.

 

Vantagens e riscos

Antes de escolher como será a amortização de empréstimos, é importante ponderar o lado positivo e os cuidados necessários.

No caso da Price, você tem um valor fixo a pagar todo mês determinado de forma antecipada e não depende da variação da economia. É uma maneira de quitar aos poucos e ter um prazo maior. É usado, por exemplo, quando se tem uma perspectiva de aumento de salário ou de ter mais capital nos próximos meses.

No entanto, o cliente ainda corre o risco de não ter dinheiro disponível no futuro para arcar com as próximas parcelas. É preciso ser bem organizado e fazer um planejamento para todo mês ter uma quantia destinada ao financiamento.  

Na SAC, o contratante já se livra de uma parte considerável da dívida logo no primeiro mês. É indicado quando se tem bastante dinheiro naquele momento e se o objetivo for reduzir o volume de parcelas. É uma forma de saldar tudo em menos tempo e não arriscar ficar inadimplente no futuro.

Porém, você fica sujeito às oscilações das taxas e cada mês pode desembolsar um valor diferente. Isso te impede de se organizar anteriormente e exige o dobro de cuidado na hora de controlar os gastos.

No caso do pagamento único ou do Sistema Americano, é preciso ainda mais disciplina para poupar um pouco por mês. Afinal, passado o prazo você deve ter uma alta quantia disponível para pagar. Sem planejamento, o contratante pode acumular uma dívida maior do que esperava.

Ao mesmo tempo, você tem um prazo maior para juntar o capital necessário e não precisa quitar logo no início.

Para finalizar, nossa sugestão é para acessar outros conteúdos da Revista Creditas e sempre acompanhar novas dicas de finanças pessoais. Também não deixe de escrever outras dúvidas sobre o assunto.

Amortizar ou refinanciar?

Muitas vezes, a amortização de empréstimos pode ser menos vantajosa do que fazer um refinanciamento. Se você estiver pagando juros altos para terminar de pagar, talvez seja mais vantajoso trocar por uma mais barata. Ou seja, com taxas menores. Afinal, é importante a prestação mensal caber no seu bolso para o débito não se tornar uma bola de neve.

É uma oportunidade de economizar e ter acesso a quantias elevadas. Inclusive, você pode conseguir condições de pagamento interessantes. Essa linha de crédito tem prazos longos, taxas muito baixas e direito a crédito alto.

No refinanciamento de veículo ou imóvel, por exemplo, você deixa o bem em garantia. Ou seja, este passa para o nome da empresa enquanto a dívida não é quitada, mas o dono tem a posse direta. Isso quer dizer que pode usufruir do bem como quiser.

Muitas fintechs, startups especializadas em finanças, oferecem esse recurso. O objetivo é fazer o processo pela internet e torná-lo mais flexível. Na Creditas você consegue solicitar um empréstimo com garantia, também chamado de refinanciamento, com condições de pagamento diferenciadas.

É possível contratar até 90% do valor do veículo a um prazo de até 60 meses e taxa mínima de 1,75% ao mês. Com a casa, é possível ter até 60% do que vale, quitar em 240 meses, com juros mínimo de 1,15% ao mês.

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