Acabe com a dívida do cartão de crédito antes que ela acabe com você

Os cartões de crédito são os maiores responsáveis por endividar os brasileiros. Entenda como quitar a dívida do seu cartão, pare de tratá-lo como vilão e descubra os benefícios que você pode receber.

Hoje em dia é difícil encontrar alguém que não tenha um cartão de crédito na carteira. Mais difícil ainda é encontrar alguém que não tenha perdido, pelo menos uma vez, o controle dos gastos. Nem sempre por consumismo, às vezes por imprevistos ou falta de informação. Uma coisa é certa, quem entra no rotativo vai ter que pagar os juros mais caros do Brasil. Por causa disso, vai ter muita dificuldade de quitar a dívida do cartão de crédito.

Se você está nessa situação pode ficar tranquilo, porque existe uma forma de sair dessa. Neste texto vamos explicar passo a passo o que você precisa fazer para vencer a dívida do cartão de crédito.

 

Por onde começar?

Antes de pensar na dívida, é muito importante entender como funciona o cartão de crédito para identificar onde você errou. Afinal, você não vai deixar de utilizá-lo. Só precisa mudar alguns hábitos para tirar proveito das vantagens e usufruir de forma consciente.

Vale destacar que o problema não é o cartão, mas o uso que as pessoas fazem dele. O cartão de crédito pode ser uma ótima modalidade de pagamento, desde que seja utilizada da forma correta.

 

Vantagens do cartão de crédito

A praticidade é a principal vantagem. O cartão de crédito te permite comprar um produto ou serviço sem ter que ter o dinheiro no ato. Também te dar segurança para fazer compras grandes, sem precisar andar com muitas notas na carteira, correndo risco de perdê-las.

Outra regalia dos cartões de crédito são os benefícios em outros setores, dando descontos em cinemas, jogos de futebol, exposições e ainda acumulando milhas a cada compra para trocar por passagens. Mas lembre-se que isso é uma consequência e não uma desculpa para sair gastando sem precedentes!

Por essas e outras vantagens o cartão de crédito vem ganhando popularidade. Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), os brasileiros realizaram R$ 1,14 trilhão em transações em 2016. Um crescimento de 6,3% em relação a 2015.

Apenas pela modalidade de parcelamento sem juros, emissores de cartão de crédito concederam R$ 353,1 bilhões no ano passado. Isso representa 54,4% do volume de crédito concedido à pessoa física para financiar o consumo de bens e serviços no Brasil.

Apesar de ser um ótimo aliado, o cartão de crédito ganhou fama de ser o vilão das finanças pessoais. Não é à toa que lidera o ranking de endividamento do brasileiro. Segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio), em junho de 2017, 76,9% das famílias endividadas estavam atrasadas com o pagamento da fatura.

 

Como funciona o cartão de crédito

Ao usar o cartão de crédito, você não precisa ter dinheiro na conta para cobrir a operação, como no débito. Você vai acumular gastos e pagará apenas no próximo mês, por isso é a forma mais utilizada para o parcelamento, já que o débito precisaria de uma garantia de que o dinheiro estaria na conta nos próximos meses.

Ao fazer a compra parcelada, por exemplo, o banco paga ao lojista e a dívida do comprador passa a ser com a instituição financeira. Frequentemente o cliente escolhe comprar no crédito por não ter o dinheiro no ato da compra. O problema disso é que provavelmente ele também não terá o valor no próximo mês e entrará no rotativo. Se repetir isso nos meses seguintes, a dívida vai rolar e rapidamente se transformará em uma bola de neve.

Quem não tem dinheiro para pagar o valor integral da fatura e decide pagar apenas o mínimo para evitar a inadimplência, logo no primeiro mês o saldo devedor é corrigido com juros de aproximadamente 247% ao ano. Depois de 30 dias, se não conseguir quitar a fatura, a dívida será reajustada com juros de 160% ao ano.

Portanto, uma pessoa que tinha uma fatura de R$ 1.000,00 e pagou apenas o mínimo de 15%, ou seja, R$ 150,00, terá o saldo restante ajustado a partir das taxas mencionadas. Quando o cliente não paga nem o mínimo do cartão, os juros incidentes sobre o saldo devedor são, em média, de 445% ao ano.

 

Quando usar o cartão de crédito

Caso tenha um excelente controle financeiro, pode usar o cartão de crédito livremente, pois é uma excelente forma de pagamento. Ao invés de tirar o dinheiro da sua conta na compra, você pode aplicar a renda e pagar só no mês seguinte com o dinheiro acumulado e ainda vai sobrar um lucro extra.

Se este não é o caso, o ideal é utilizá-lo para emergências, quando não tem dinheiro na hora para pagar. O prazo de 40 dias para pagamento que grande parte das bandeiras oferecem é uma ajuda para desafogar o orçamento. Ainda assim, tome cuidado para não ficar sem renda para cobrir os gastos com o cartão e passar por tudo o que foi descrito nesse texto.

 

O que acontece se eu não pagar o cartão de crédito?

O que é bem comum de se acontecer é pagar o mínimo do cartão. Mas se nem isso você conseguir, você entrará no rotativo e sua dívida será atualizada a 445% ao ano, segundo dados do Banco Central de maio de 2017. Esses números já chegaram a quase 550% ao ano, mas recentemente passaram por uma redução significativa devido às novas regras do cartão de crédito.

Se você continuar não pagando nos próximos 30 dias, a dívida entra no parcelado e você precisa negociar a forma de pagamento com o banco. A falta de pagamento pode fazer com que o banco inscreva o seu nome nos órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa e você vai ficar com o nome sujo.

 

Dívidas do cartão de crédito prescrevem?

Muitas pessoas acreditam que as dívidas do cartão de crédito prescrevem, ou caducam. Isso é um MITO! Se você deixar de arcar com as suas obrigações e não pagar os seus débitos, o seu nome será inscrito em um cadastro como SPC ou Serasa como já mencionado.

Depois de cinco anos, o seu nome é limpo, pois só pode ficar inscrito legalmente durante esse período. Contudo, a dívida continuará existindo junto ao credor e a falta de pagamento constará nas suas informações, prejudicando o seu score e inviabilizando novos empréstimos e solicitações de crédito.

O que pode acontecer e confundir os consumidores é o banco realizar a venda da dívida e repassá-la a uma empresa especializada em cobrança, já que essa execução demanda muitos custos. Outro ponto é que, em algumas vezes, o custo de cobrar é maior do que o valor a ser recebido, fazendo com que a instituição desista ou suspenda essa cobrança.

Agora você já sabe que a dívida não caduca, o que acontece se você não paga e, especialmente, como usar o cartão de crédito da melhor maneira. Entenda qual o tamanho do débito com o banco e veja dicas para quitar a dívida do cartão de crédito.

 

Descubra o tamanho da dívida do cartão de crédito

Se você pagou apenas o mínimo da fatura do cartão de crédito, que representa 15% do débito total, saiba que você entrou no rotativo. Isso significa que a sua dívida restante foi reajustada com juros de 10,93% ao mês, em média, segundo dados de maio do Banco Central.

Se depois de 30 dias você ainda não conseguir quitar o valor integral, a dívida será novamente corrigida e parcelada. Desta vez os juros são um pouco menores, mas ainda assim muito elevados. Giram em média de 8,30% ao mês.

Considerando que não foram feitas novas compras, uma fatura de R$ 1.000,00 que não foi integralmente paga, em dois meses pode se transformar em uma dívida de R$ 1.171,00 para pagamento à vista ou 12 parcelas de R$ 126,34, resultando numa dívida final de R$ 1.516,13.

E não é só isso! Além dos juros, as instituições financeiras vão cobrar multas pelo atraso e outros encargos. Portanto, a dívida pode ser maior do que você imagina e você deve entrar em contato com a emissora do cartão para solicitar o CET que é o custo efetivo total. Só assim você vai ter o valor real. Essa informação é um direito do consumidor e o banco tem a obrigação de fornecer.

>> VEJA COMO CALCULAR O CET

Aproveite o momento e verifique se tem outras contas atrasadas. Faça uma soma de tudo e veja quanto precisaria para pagar tudo à vista. Isso vale principalmente para quem tem mais de um cartão, pode ser de crédito ou de débito. Em situações de desequilíbrio financeiro é comum recorrer a um cartão para quitar outro. Isso cria uma falsa sensação de que está tudo sob controle.

 

Faça um raio-x da sua situação financeira

Agora que você já sabe o tamanho da sua dívida, precisa visualizar como é o seu orçamento para descobrir quanto pode reservar por mês para pagar o cartão de crédito. Então, separe um tempo para organizar as finanças com calma.

Escolha algum método para organizar as suas contas. Pode ser um caderno, uma tabela de Excel ou até um aplicativo específico para finanças pessoais. Anote todos os gastos, fixos e supérfluos também. Depois classifique por moradia, transporte, alimentação, saúde, educação, lazer e investimentos.

 

Corte gastos

Se você não consegue pagar o cartão de crédito é porque está gastando mais do que ganha. A solução é cortar supérfluos e reduzir, ou pelo menos reavaliar, o que não pode ser eliminado.

Estabeleça um limite para alguns gastos como supermercado e lazer. Isso vai ajudar a manter o controle das finanças. Não deixe de se divertir, mas pesquise formas mais baratas e que pesem menos no bolso nesse período de reestruturação.

 

Troque a dívida cara por uma mais barata

Fale com a administradora do cartão e peça uma proposta para financiar a dívida em parcelas fixas. Se a proposta não for vantajosa, negocie mais, ou vá atrás de alternativas caso perceba que o acordo será difícil.

Mas mesmo com uma negociação junto ao banco, compare outras opções antes de fechar a proposta. Existem muitos empréstimos com juros bem menores do que os do cartão de crédito, como o consignado e o empréstimo com garantia, que podem valer a pena no seu caso.

Avalie a possibilidade de pegar esse empréstimo para abater a dívida do cartão de crédito e, no lugar da parcela com juros abusivos, pague uma prestação que caiba no seu orçamento. Lembre-se que um empréstimo não pode comprometer mais do que 30% da sua renda mensal!

 

QUER SABER MAIS SOBRE EMPRÉSTIMOS? NESTE TEXTO EXPLICAMOS COMO FUNCIONAM AS PRINCIPAIS MODALIDADES E COMO ESCOLHER O MELHOR

 

Mude hábitos

Crie e não deixe de consultar e atualizar uma planilha com gastos mensais, assim você vai ver a evolução da sua situação financeira e, principalmente o efeito da amortização da dívida no seu balanço financeiro. Isso será um estímulo para não repetir erros que você cometeu para se afogar na dívida do cartão de crédito.

Além disso, cancele os cartões de crédito extras. Você não precisa de muitos, na verdade só deveria ter um. De preferência fique com um de crédito e débito. Não é recomendável mais do que isso. Acrescente no planejamento financeiro uma verba além dos gastos fixos, criando uma reserva de emergência e, assim, prevenir eventuais crises.

>> LEIA TAMBÉM: 12 DICAS PARA CONSERTAR AS FINANÇAS

 

E você? Já passou por alguma situação dessas? Estava sem dinheiro em um mês e viu a fatura do cartão de crédito virar uma bola de neve? Compartilhe a sua experiência com a gente. Escreva nos comentários e conte o que fez para quitar o cartão de crédito.

Postado por Revista Creditas

Portal de conteúdo especializado em educação financeira.

  1. eu quero fazer um financiamento para quitar todas as minhas dividas que devo no Banco do Brasil e continuar com os meus limites em dias do meu cartão de creditos.

    Responder

    1. Time Creditas 28/07/2017 at 11:06

      Nós da creditas trabalhamos com empréstimos com garantia de imóvel ou automóvel.

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      Responder

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