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Finanças

O que a Turma da Mônica pode ensinar sobre educação financeira?

Por meio de histórias com linguagem simples e divertida, entretenimento permite que crianças - e a família - aprendam a lidar com o dinheiro desde cedo

Escrito por Flávia Marques em 05.07.2019 | Atualizado em 16.07.2019

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Desde que foi criada pelo cartunista Maurício de Sousa, na década de 1960, a Turma da Mônica já rendeu uma infinidade de quadrinhos, livros e animações que até hoje divertem crianças e adultos. Depois de tantas produções, inovar é uma tarefa cada vez mais desafiadora. Mesmo assim, os fãs da turma acabam de ganhar um presente: o filme Turma da Mônica: Laços, é a primeira adaptação cinematográfica em live-action dos personagens de Maurício, e em uma semana já levou mais de 300 000 espectadores ao cinema. Mas, engana-se quem acha que a inovação da marca envolve apenas longa-metragem e entretenimento puro. A Turma da Mônica tem um pilar forte de educação, tornando-se uma grande aliada da disseminação de educação financeira no país. 

Com histórias envolventes e linguagem bem simples, os materiais elaborados pela equipe da marca ensinam aos pequenos questões como a origem do dinheiro, orçamento familiar e diferença entre desejo e necessidade. Maurício de Souza recorreu às suas criações em maio, mês que celebra a educação financeira no Brasil, para tratar do assunto por meio de vídeos no YouTube, cartilhas e tirinhas publicadas nas redes sociais do Sicredi, empresa parceira no projeto.

Ele também já usou os personagens para falar de inclusão social de pessoas com deficiência, transmitir mensagens de sustentabilidade e até dar orientações de prevenção à gripe H1N1. Ações como essa só reforçam a importância de usar entretenimento como fonte de informação - e grande aliado para desmistificar e tornar simples assuntos que ainda são complexos.

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Educação financeira para crianças: por que é tão importante?

Se você ainda acredita que dinheiro é assunto para adulto, saiba que a educação financeira pode (e deve) começar mais cedo do que se imagina. Luciana Ikedo, especialista em finanças e investimentos e sócia-proprietária da Ikedo Investimentos, explica que a infância é o momento em que as crianças formam ideias e desenvolvem hábitos que levarão para a vida toda, e por isso é o período ideal para apresentar o tema. “As crianças que ouvem falar sobre dinheiro e aprendem a lidar com ele desde cedo se tornam adultos mais conscientes”, afirma. 

De acordo com o SPC Brasil, 46% dos jovens com idade entre 25 e 29 anos estão inadimplentes. Entre os que têm idade entre 18 e 24 anos, a proporção é de 19%. Juntos, esses grupos representam 12,5 milhões de pessoas. “Hoje, muitos jovens que ainda estão vivendo sua primeira experiência profissional já estão excessivamente endividados e não fazem a menor ideia de como resolver o problema”, diz a especialista. “Sem dúvida, ensinar a criança a poupar, controlar desejos de consumo e avaliar o que é realmente necessário comprar evita esse sofrimento no futuro”, defende Luciana.   

Quando começar? 

No Brasil, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) apresentou, no final do ano passado, um projeto experimental para educar as crianças sobre o assunto a partir dos três anos de idade, ainda na pré-escola. A proposta surgiu a partir de uma experiência feita em uma escola de Ohio, nos Estados Unidos. 

O estudo norte-americano acompanhou um grupo de crianças de 3 a 4 anos e constatou que ensinamentos cognitivos e de raciocínio lógico transmitidos na infância traziam reflexos positivos no comportamento delas até a fase adulta. “É claro que a relação com cédulas e moedas e o contato com conceitos mais complexos devem acontecer depois, mas é importante que bem cedo a criança aprenda coisas mais simples, como reaproveitar objetos em vez de adquirir novos e partilhar”, explica Ikedo.

Personagens: amigos das crianças e grandes aliados do conhecimento 

Alguns pais compreendem a importância de levar educação financeira aos filhos, mas é natural que não tenham todo o conhecimento necessário para isso. Contar com o apoio de conteúdos voltados ao público infantil é uma alternativa que facilita o aprendizado das crianças e conscientiza até os adultos, que também podem absorver os conceitos de forma mais simples.

Luciana defende que falar sobre o assunto por meio personagens como os da Turma da Mônica é interessante pois simplifica temas complexos e facilita a compreensão. Além disso, as histórias contadas fazem com que os pequenos associem conceitos de economia a situações cotidianas e tragam o aprendizado para o seu dia a dia, refletindo em suas ações. 

“As crianças têm dificuldade de fixar alguns assuntos, mas entendem muito bem quando a gente traduz para o universo delas”, comenta. “Quando transmitimos informações de forma lúdica – que é justamente a proposta de desenhos e obras literárias com personagens –, o entendimento acontece de forma muito mais natural e não é esquecido no futuro”, conclui Luciana.

Boas práticas, bons ensinamentos

Você concorda com a máxima “o melhor ensinamento é o exemplo”? Pois, quando se trata de educação financeira e hábitos de consumo, ela faz muito sentido, afinal, as crianças tendem a reproduzir o que observam em casa. 

Isso significa que não basta apresentar conteúdos interessantes sobre dinheiro para garantir uma boa educação financeira aos pequenos. “A criança aprende muito mais pela observação das iniciativas da família do que com o que ouvem”, afirma Luciana Ikedo.

Segundo a especialista, o segredo para obter sucesso nessa tarefa é uma combinação de ações e exige empenho dos adultos. “Encontrar bons materiais é interessante, mas é importante que eles sejam trabalhados em família”, orienta. 

Em vez de deixar um livro com a criança, o adulto pode ler com ela, por exemplo. “Quando os pais fazem a leitura em conjunto, além de ganhar um tempo de qualidade com os filhos, também se auto educam”, acrescenta. Por isso, nesse processo também é muito importante que as famílias corrijam hábitos ruins e passem a adotar iniciativas de consumo mais inteligentes. 

Ensinar as crianças que algumas coisas podem ser reaproveitadas é outra forma de estimular o consumo consciente. “As famílias estão evoluindo bastante nesse sentido, inclusive as de alto poder aquisitivo: em condomínios de classe média alta, muitos pais já estão formando grupos de vendas de materiais e uniformes escolares que não servem mais para os filhos e vendendo itens usados”, comenta Luciana. 

Personagens que educam

Além da Turma da Mônica, outros personagens estão levando educação financeira às crianças por meio de conteúdos em diferentes formatos. Confira alguns deles:

Almanaque Maluquinho - Pra que dinheiro? 

O cartunista Ziraldo já usou o Menino Maluquinho, seu personagem mais famoso, para ensinar crianças a lidarem com dinheiro. O almanaque “Pra que dinheiro?” traz sete histórias em quadrinhos e curiosidades sobre o surgimento da moeda, lei da oferta e procura, como surgiu o salário, como funcionam os bancos e como fazer um orçamento doméstico.

Informações:

Autor: Ziraldo

Editora: Globo Livros

Ano: 2012

Vila Sésamo - Sonhar, planejar, alcançar: fortalecimento financeiro para famílias

Na programação da TV Brasil, os personagens da Vila Sésamo também já ensinaram milhares de pequenos por meio de conteúdos de finanças. O projeto Sonhar, Planejar, Alcançar: Fortalecimento Financeiro para Famílias também tem um portal onde estão disponíveis vídeos, atividades e orientações com o objetivo de envolver as crianças, familiares educadores e cuidadores em torno do fortalecimento financeiro. 

De forma bem detalhada, os materiais incluem formas de falar com as crianças sobre o estabelecimento de metas, escolhas, planejamento, gastos, economia e partilha.

Livro - Crise financeira na floresta 

Animais de uma floresta muito divertida ensinam a importância do trabalho, de poupar e investir e o impacto das dívidas e do consumo em excesso na vida das crianças. A história contada no livro "Crise financeira na floresta", da educadora Ana Paula Hornos, traz conceitos sobre empreendedorismo e transmite valores importantes por meio de cada personagem.  

Informações:

Autora: Ana Paula Hornos

Editora: Geraçãozinha

Ano: 2015

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Flávia Marques

Escrito por Flávia MarquesRepórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

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