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Empreendedorismo

Síndrome de burnout: 4 dicas para prevenir o desgaste emocional

Sintomas de esgotamento físico e emocional já atingem metade dos profissionais brasileiros e prejudicam a produtividade das equipes. Entenda quais tipos de ação na empresa podem afastar esse transtorno

Escrito por Flávia Marques em 26.09.2019 | Atualizado em 26.09.2019

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Mais do que entretenimento, algumas obras do cinema são verdadeiras fontes de reflexão. O filme O Diabo Veste Prada (imagem que abre a matéria), aclamado pelo público e pela crítica, é um deles. Por trás da comédia e ótimas atuações, a produção traz à tona questões importantes sobre o mundo corporativo, como a síndrome de burnout - caracterizada pelo esgotamento físico e mental dos profissionais. 

Lançado em 2006, o filme ainda faz sucesso entre os espectadores, que, muitas vezes, se identificam com as histórias dos personagens. Isso porque a exaustão no trabalho retratada na obra é um problema cada vez mais comum: metade dos profissionais brasileiros já sofreu crises de ansiedade e 44% afirmam ter tido síndrome de burnout, de acordo com um levantamento recente da empresa de recrutamento Talenses. Para mais de 70% dos entrevistados no estudo, o trabalho contribuiu significativamente para o resultado. 

A vendedora Daiane Gomes, de 36 anos, é parte da estatística. Em sua última experiência profissional, sentiu o desgaste emocional aumentar logo que recebeu uma promoção, depois de oito anos trabalhando na companhia. “Com o novo cargo, as metas e as cobranças ficaram mais pesadas, e em pouco tempo notei que o aumento de salário já não compensava o estresse”, relembra. Sem o apoio da liderança, que não percebeu a situação, Daiane resolveu, em poucos meses, deixar a empresa. 

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Síndrome de burnout: identificando os sintomas

Diante da dificuldade de atingir os resultados esperados pela companhia na nova função, Daiane passou a se sentir frustrada e desmotivada. Sem ânimo para sair de casa, chegava atrasada com frequência e, ao longo do dia, sentia-se irritada - o que também refletia na qualidade do atendimento aos clientes. 

Com um olhar mais atento da liderança, os sintomas da síndrome de burnout podem ser percebidos logo no início. Daniela Rodrigues, psicóloga e psicanalista, trabalha na área de Recursos Humanos há mais de 15 anos e explica que, normalmente, os primeiros sinais são bem semelhantes. 

“A gente percebe que um colaborador não está legal quando muda o modus operandi: ele tem um jeito de trabalhar e, de repente, começa a ficar diferente”, comenta a especialista. Ela explica que, em muitos casos, o funcionário começa a se esquecer de executar tarefas, passa a entregar menos e até a responder mal aos gestores e demais colegas. 

Outra característica comum é a sensação de cansaço frequente. Como consequência, o funcionário passa a ter dificuldade de concentração e perde a empolgação. “Se antes ele ficava animado com novos projetos e agora parece ir trabalhar ‘se arrastando’, por exemplo, pode ser um indício da síndrome”, alerta a psicóloga. 

Além de sinais comportamentais, a síndrome de burnout pode se manifestar fisicamente. Sintomas como dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, dores musculares, dificuldade para dormir, crises de asma e distúrbios gastrointestinais são alguns exemplos. 

Produtividade do funcionário e resultado da empresa são afetados 

Engana-se quem acredita que a síndrome de burnout é um problema individual e atrapalha apenas o bem-estar do profissional. “A qualidade de vida e o estado emocional das pessoas estão diretamente relacionados à produtividade no trabalho, e um colaborador com síndrome de burnout não produz tanto”, afirma Daniela Rodrigues. 

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia mostrou que funcionários que trabalham felizes são, em média, 31% mais produtivos e três vezes mais criativos; portanto, para não sofrer queda nos resultados, é importante que as empresas estejam empenhadas a promover um ambiente organizacional saudável para as equipes - e os líderes têm papel fundamental nessa missão.

Para Daniela, os bons gestores são aqueles que acompanham o comportamento e entregas dos colaboradores de perto e, logo que percebem algo de errado, buscam ouvir o funcionário. “Alguns líderes ainda não têm esse olhar; e, nesses casos, o RH da empresa pode fazer esse papel. Mas alguém precisa ter esse jogo de cintura para perceber quando as coisas não estão indo bem e não deixar os problemas passarem despercebidos”, orienta a especialista. 

Na dúvida, o ideal é recorrer às métricas que fazem mais sentido para a companhia a fim de entender se realmente houve queda no desempenho do colaborador. “Se uma equipe trabalha com atendimentos, por exemplo, é interessante avaliar se houve evolução ou queda no número deles”, recomenda Daniela. 

Empresas e funcionários: corresponsabilidade para prevenir o burnout

Para prevenir e amenizar o desgaste emocional, é preciso que as empresas e colaboradores trabalhem em conjunto. Às companhias, cabe a responsabilidade de pensar em programas e ações que visam melhorar o ambiente organizacional. 

Os funcionários, por sua vez, precisam respeitar os seus limites e procurar atividades para melhorar a saúde. Fazer atividades físicas fora do trabalho, cuidar da alimentação e impor limites à jornada de trabalho - evitando levar tarefas para casa, por exemplo - são medidas interessantes para afastar a sensação de sobrecarga e esgotamento. 

“Embora a síndrome de burnout esteja muito relacionada ao trabalho, é importante lembrar que cada ser humano é um inteiro, e as coisas que acontecem em casa, as frustrações e emoções sofridas fora do expediente também contribuem para a piora do quadro de estresse”, comenta a psicóloga. 

A especialista garante que, nas empresas, ações aparentemente simples podem fazer muita diferença no dia a dia dos funcionários e aumentar a sensação de bem-estar das equipes. Confira algumas, a seguir: 

1- Oferecer e pedir feedbacks

As pessoas gostam de saber se estão fazendo um bom trabalho, receber elogios e entender como podem melhorar. Falar sobre isso com os funcionários de maneira individual é uma iniciativa interessante. Nesse diálogo, podem até surgir ideias inovadoras para o desenvolvimento da equipe e da companhia. 

2- Incentivar a capacitação

Funcionários estagnados tendem a ficar desmotivados. Uma forma de evitar que isso aconteça é estimular o desenvolvimento técnico e intelectual de cada um - seja por meio de apoio financeiro para estudos ou promoção de eventos de capacitação coletiva - e, de tempos em tempos, falar sobre as possibilidades de crescimento que eles têm dentro da empresa.

Leia mais: Fonte de crescimento para carreira: veja o que pensam 4 empresários

3- Conhecer os funcionários (de verdade)

Ouvir com real interesse o que os colaboradores têm a dizer e conhecer suas preferências é fundamental para saber o que eles gostam e o que é incômodo na empresa. Além disso, demonstrar preocupação com as equipes é uma forma de dizer ao funcionário que o seu papel é importante. 

Perguntar como os funcionários estão se sentindo e chamá-los para conversar - sem falar de trabalho - são atitudes que podem estreitar e melhorar o relacionamento com os gestores e a visão do colaborador em relação à companhia. 

4- Planejar momentos de descontração

Um ambiente descontraído faz os colaboradores trabalharem mais dispostos e tira o foco dos problemas do cotidiano, que causam estresse. Proporcionar essa experiência aos funcionários pode ser muito simples: definir um dia para a equipe usar roupas mais casuais, reservar um espaço para que possam relaxar e tomar um café ou promover encontros semanais para interação são algumas ideias. 

 

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Flávia Marques

Escrito por Flávia MarquesRepórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

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