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Com Selic baixa, brasileiro deve abrir mão do comodismo para investir

Com a Selic em baixa, investimentos na Bolsa de Valores tornam-se mais atrativos, mas brasileiro ainda tem medo de investir em renda variável

Escrito por Portal Exponencial em 14.10.2019 | Atualizado em 17.10.2019

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A queda da taxa básica de juros, a Selic, para 5,5% ao ano, em seu índice mais baixo na história, trouxe uma nova realidade ao investidor brasileiro: os investimentos em renda fixa estão cada vez menos atrativos. Para quem busca mais rentabilidade, o caminho é perder o medo e investir na renda variável, principalmente na Bolsa de Valores. Educar-se financeiramente é o primeiro passo para isso.

Em setembro deste ano, a Bolsa de Valores de São Paulo chegou a 1,4 milhão de investidores pessoas físicas. No mesmo período do ano passado, esse número era de 813,2 mil. Ou seja: em um ano, a quantidade de investidores cresceu 56,4%. Segundo os dados da B3, a maior parte dos investidores é jovem — tem entre 26 a 35 anos — e é do sexo masculino — os homens representam 77,6%  dos investidores. 

Leia: Em entrevista, Primo Rico conta como sonhos ajudam a ganhar dinheiro.

E ainda há espaço para crescimento. Para isso, no entanto, o brasileiro precisa perder o medo de arriscar. Este ano, uma pesquisa da Anbima, a Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, mostrou que 48% dos brasileiros preferem a possibilidade de construir uma reserva financeira sem riscos a ter um bom retorno financeiro.

Os investimentos mais buscados

O ranking de investimentos mais buscados da Yubb para o mês de setembro corrobora essa descoberta: apesar da alta do Ibovespa de 3,6% em setembro, os investidores parecem ter sido mais cautelosos no último mês. 

Os investimentos de renda fixa mais conhecidos do Brasil — os CDBs e os títulos públicos oferecidos por meio do programa Tesouro Direto — voltaram a conquistar as primeiras posições de investimentos mais buscados no último mês.

Veja também: Nova Selic faz Tesouro Direto, CDB e LCI perderem rentabilidade

Os fundos de ações ficaram na terceira posição, mas o ranking mostra um crescimento das buscas por fundos de ações a partir do dia 18 de setembro de 2019, justamente quando houve a redução da Selic para 5,5% ao ano. Segundo a equipe da Yubb, isso “gerou no investidor o sentimento de interesse por investimentos mais arriscados e com maior potencial de retorno”.

Para entender por que o brasileiro ainda tem dificuldade de investir na Bolsa de Valores, e como fazer isso de maneira eficaz, Exponencial conversou com Ricardo Veles, Chief Investment Officer na MP Advisors Investimentos, e professor na FK Partners. 

Leia a entrevista completa:

O que o brasileiro ainda precisa aprender para investir bem? 

Há muito comodismo. Antigamente, com as taxas de juros mais alta, rondando na média de 10% a.a., não havia necessidade de buscar outro tipo de investimento que não fosse a renda fixa. O que falta é realmente buscar informações para alternativas de como obter maior retorno.

Se quero começar a investir, pode onde devo começar?

O mais básico é abrir uma conta em um banco ou corretora com a plataforma aberta —isso já engloba praticamente todas as instituições que oferecem investimentos — e obter informações sobre mercado em diversas fontes: jornais, revistas, sites e profissionais que já atuam no mercado financeiro a algum tempo.

A bolsa brasileira atingiu 1,4 milhão de investidores. Sabemos que, com a queda da Selic, a renda fixa ficou menos atrativa. Mas o brasileiro ainda tem medo da Bolsa?

O grande receio inicialmente é a oscilação de mercado. Ao investir em Bolsa de Valores é necessário ter em mente que é algo para longo prazo. A dica é buscar por boas empresas que paguem bons dividendos, e a ideia é que o valor investido seja para horizonte maior que dois anos.

Que mentalidade o investidor brasileiro precisa mudar para perder esse medo? É o perfil conservador?

Primeiro, precisa entender que investimento não terá retorno garantido. O que irá fazer gerar riqueza são os aportes regulares e não somente a rentabilidade. Também é  necessário estudar o tema e estar disposto a correr riscos. E o brasileiro precisa entender que investimento sempre é para longo prazo.

Se quero começar a investir na Bolsa, quais os primeiros passos?

Abrir a conta em uma corretora e buscar informações sobre as empresas que quer investir. Inicialmente é interessante operar com um assessor da própria corretora. pois ele poderá passar relatórios e maiores detalhes sobre os negócios do dia. Para os iniciantes compensa mais pagar uma corretagem maior e ter um melhor serviço

Faltam bons produtos para convencer o investidor a assumir o risco de investir na renda variável?

Nossa gama de produtos no Brasil é bem vasta, temos mais de 10.000 fundos abertos no Brasil com diversos níveis de perfil de risco. Sempre haverá uma boa alternativa para os investimentos.

O investidor brasileiro ainda tem pouca paciência de esperar retorno dos investimentos e toma decisões pensando apenas no curto prazo?

Sim, temos de perder essa mentalidade de curto prazo, tomar decisões precipitadas é o primeiro passo para perder dinheiro na Bolsa de Valores.

A Bolsa vem batendo recordes mesmo com a economia andando de lado. Por que?

A Bolsa de Valores trabalha com expectativa, então ela antecipa possíveis resultados futuros. A queda de juros, por exemplo, é um ótimo indicativo para Bolsa pois antecipa que as empresas pagarão menos juros para ampliações e construção de novos negócios e as pessoas físicas irão consumir mais.

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