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Previdência privada vale a pena? Confira dicas para a aposentadoria

Em meio às discussões sobre a reforma da Previdência, aprovada definitivamente pelo Senado no último dia 23, as novas contribuições em previdência privada aumentaram 23,4%. Saiba se investir na aposentadoria complementar é uma boa ideia

Escrito por Elaine Ortiz em 31.10.2019 | Atualizado em 04.11.2019

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Quem trabalha um dia se aposenta. Essa é a trajetória óbvia da população economicamente ativa no mundo todo. Seja por idade ou por tempo de contribuição, todas as pessoas têm direito a usufruir do seu trabalho também na velhice. Para isso, existe a Previdência Social, que garante ao trabalhador que possui carteira assinada o direito de receber quantias mensais mesmo quando deixar de ser produtivo. Apesar disso, no  Brasil, a previdência privada, ou seja, a aposentadoria que não está ligada ao sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), não para de crescer: somente em agosto as novas contribuições somaram R$ 11,5 bilhões, valor 23,4% maior que o do mesmo período de 2018, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar.  A previdência privada vale a pena?

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Para Renato Follador, ex-secretário de Previdência do Paraná e consultor em finanças e previdência, um dos fatores que explica o aumento da procura pela previdência privada  é a alta exposição do termo “previdência” na mídia nos últimos três anos por conta das discussões sobre a reforma. “Todas as pessoas que estavam na expectativa da reforma da previdência, sendo bombardeadas pela mídia sobre avanços e retrocessos, sabiam que teriam uma diminuição na aposentadoria, não no valor nominal, mas no aumento do tempo de contribuição, e isso é exatamente o que aconteceu no texto aprovado pelo Senado. Ao prever idades mínimas de 65 anos para homens e 62 para mulheres você obriga todos os trabalhadores a trabalharem muito mais do que antes para ter direito a aposentadoria pública”, explica Follador. “Não se faz reforma da previdência em nenhum lugar do mundo para aumentar aposentadoria ou diminuir contribuição, é exatamente o contrário, só se faz reforma quando o sistema previdenciário está em desequilíbrio, isto é, quando as despesas são superiores às receitas, o chamado déficit estrutural”. 

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Tipos de previdência privada

Nos planos de previdência privada, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade em que ela será feita. Além disso, o valor investido em um plano de previdência privada pode ser resgatado pela pessoa se ela desistir do plano. Existem duas formas de tributação: uma delas é a tabela regressiva, que favorece o resgate do dinheiro de uma só vez, a outra forma é a tabela de impostos progressiva, mais vantajosa para aquelas pessoas que querem receber a quantia investida em forma de parcelas mensais e não resgatar o dinheiro todo numa só parcela.

O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é recomendado para pessoas com renda mais alta, pois o valor pago ao plano pode ser abatido no Imposto de Renda (desde que esse valor represente até 12% de sua renda bruta anual). Porém, quando o dinheiro é sacado, o imposto pago é referente ao total que havia no fundo.  Já o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) não pode ser abatido no Imposto de Renda. Porém, quando o dinheiro é sacado, o imposto cobrado é referente ao que o dinheiro investido rendeu.

Nos planos de previdência privada, é possível escolher se a renda recebida será por um determinado período ou se ela será vitalícia. Quem faz o plano também pode determinar que os filhos e a mulher continuem recebendo a renda se ele morrer.

Previdência privada como cultura

A corretora de seguros Vanessa Houck, 45 anos, afirma ter a “cultura da previdência” arraigada em sua família. Ela e o marido possuem a VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre”), além de duas outras previdências para os filhos. Ela acabou de fazer um aporte para um dos meninos que completou 18 anos. “Previdência privada vale a pena, é educação financeira. Eu recomendo que os pais iniciem planos para os filhos desde cedo e incentivem eles a continuarem pagando no longo prazo para garantirem um futuro tranquilo”, diz. “Quando eu fiz para meus filhos foi pensado numa reserva para a faculdade ou para um carro. Agora, meu filho de 18 anos escolheu continuar e não sacar o dinheiro de sua previdência”, conta.

Segundo a FenaPrev, os planos que lideraram os novos depósitos em agosto  - 13,3 milhões de clientes, crescimento de 2,2% em relação a agosto de 2018 - foram os do tipo VGBL. Eles representaram 93% dos aportes realizados no período. Os 7% restantes optaram pelo PGBL, indicado para clientes de renda mais alta, que fazem a declaração completa do Imposto de Renda.

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Previdência privada vale a pena?

Especialistas afirmam que o aumento longevidade somado a diminuição da taxa de natalidade irá impor, em breve, uma nova discussão sobre a reforma da previdência. “A Previdência Social do INSS é um ser vivo, depende de fatores que mudam rotineiramente”, diz o consultor Follador. Pensando nisso, o aumento pela procura da previdência privada também é justificável. “A diferença da previdência privada para a social é que na social você contribui para pagar a aposentadoria no mesmo mês de alguém que você nem conhece na expectativa de que quando chegar sua hora tenha dinheiro em caixa para pagar a sua aposentadoria”, diz. “A história prova que quem se aposentou na década de 1970 ganhava até 20 salários mínimos, R$ 19 000 reais, hoje ninguém ganha mais que 5,9 salários, que é o teto”, explica. 

Follador diz ainda que gradativamente mais e mais pessoa querem fazer a previdência privada pelo fato da contribuição ser em conta própria, uma poupança previdenciária na qual se aplicam os juros do mercado financeiro. “Para se ter ideia do que isso representa, depois de 35 anos de contribuição, dos 100% da sua poupança previdenciária, 5 % é incentivo tributário do governo federal, 26% é o dinheiro que saiu do seu bolso para contribuição e incríveis 69% são juros da aplicação financeira”.

A previdência privada vale a pena também para quem está fora do mercado de trabalho formal. Com as altas taxas de desemprego dos últimos anos - segundo o IBGE o contingente de desocupados somou 12,5 milhões de pessoas no último trimestre -, mais o trabalho informal ganhou forças e planejar a aposentadoria além da pública se tornou necessário. 

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Dicas para escolher uma previdência privada

  1. Objetivo

A Previdência privada é um investimento de médio e longo prazos. Por isso, é importante que o cliente defina seu objetivo final, para escolher o melhor produto. Mesmo se puder contribuir com uma quantia baixa, não demore para começar seu  plano. 

  1. Prazos e tributação

Defina prazos para escolher a tributação. Se aderir ao VGBL ou ao PGBL de banco ou seguradora preste atenção na taxa de administração, quanto mais baixa melhor. O regime progressivo de tributação parte da alíquota de zero a 27,5%, e aumenta no decorrer do tempo. Já o regime regressivo parte de uma valor maior, 35%, mas diminui com os anos e, após o décimo ano, fica abaixo de 10%. Assim, quanto mais tempo o dinheiro for ficar investido, mais o sistema regressivo pode ser interessante.

  1. Solidez da instituição

Apesar de todo setor de previdência privada ser fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão do governo federal, fique de olho na solidez da instituição financeira. Ela vai ser daqui a 30 anos?

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