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    Com preços em alta, como economizar com plano de saúde?

    Manter a saúde em dia tem se tornado para os brasileiros uma necessidade cada vez mais cara. No mês passado, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) autorizou um aumento de até 7,35% na mensalidade dos planos de saúde ...
| Atualizado em: 23/08/2019

Pelo 16° ano seguido, preços de planos individuais sobem acima da inflação. Aprenda a avaliar o custo-benefício das ofertas do mercado e economize na contratação do serviço

Manter a saúde em dia tem se tornado para os brasileiros uma necessidade cada vez mais cara. No mês passado, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) autorizou um aumento de até 7,35% na mensalidade dos planos de saúde individuais ou familiares, e o cenário contribui para que os consumidores fiquem ainda mais interessados sobre como economizar e encontrar um plano de saúde barato

Todos os contratos de prestação de serviços prolongados, mais duradouros, precisam sofrer reajustes. É o que explica a advogada e pesquisadora em Saúde do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Ana Carolina Navarrete. “Isso é importante para manter as condições de contratação atualizadas”, comenta.

Isso porque, a cada ano, presume-se que a condição econômica das pessoas e o desenvolvimento da economia do país mudam. Então, os contratos de serviços como planos de saúde precisam ser avaliados para que continuem tendo o mesmo valor para ambas as partes – contratante e contratado. 

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Como economizar com plano de saúde? 

Embora a necessidade de reavaliação de contratos seja uma realidade, o peso dos reajustes de planos de saúde individuais chama a atenção. Com a última decisão da ANS, o valor ficou acima da inflação pelo 16° ano consecutivo. 

Hoje, cerca de 8 milhões de brasileiros possuem planos de saúde individuais. Isso corresponde a cerca de 17% do total de clientes de convênios médicos. Mas, para o consumidor que pensa em contratar ou mudar o plano de saúde individual, não dá para basear a escolha apenas a partir dos preços. 

A especialista do Idec orienta que, antes de tomar qualquer decisão, é preciso verificar se a operadora é registrada na ANS e se está em regime de direção fiscal ou técnica. “As empresas em regime de direção têm problemas administrativos ou financeiros, então, não recomendamos a contratação de um serviço com elas”, avalia Ana Carolina. 

O consumidor pode consultar essas informações facilmente, pela internet ou pelo telefone (0800 701 9656). 

Cobertura assistencial: uma análise fundamental 

Para economizar com o plano de saúde e saber escolher o serviço que mais se adequa às necessidades do consumidor, o Idec indica que seja feita uma análise criteriosa da cobertura assistencial. Nesse momento, é preciso entender quais são os serviços atendidos pelo plano.

Existem diferentes modalidades: os planos ambulatoriais, por exemplo, atendem consultas, exames e atendimento em pronto-socorro por até 12 horas. Os hospitalares, por sua vez, cobrem internações, e os que têm serviços hospitalares e de obstetrícia também fazem cobertura de serviços de parto. “O mais interessante é o plano de referência, que abrange tudo isso”, comenta a advogada. 

Além disso, é importante considerar a abrangência geográfica do serviço. Isso porque alguns planos atendem o consumidor apenas no município, outros, na região, estado ou país. “A recomendação é focar na amplitude de cobertura para que a pessoa fique o mais protegida possível”, explica Ana Carolina. 

Atenção aos períodos de carência 

Outra questão explica por que é tão importante que o consumidor faça uma pesquisa detalhada antes de escolher o seu plano de saúde. É que, se ele contratar uma modalidade mais restrita e, de repente, precisar de um serviço que não está incluso, pode até mudar de plano, mas vai enfrentar um período de carência. Por conta disso, é possível que suas necessidades não sejam atendidas no momento. 

Prevista em contrato, a carência é o prazo em que o consumidor paga a mensalidade mas ainda não pode usufruir de determinadas coberturas previstas. “Há limitações para o prazo de carência: para atendimentos de urgência e emergência, é de 24 horas; para consultas, exames, internações e cirurgias, 180 dias; e, para parto, 300 dias”, explica Ana Carolina. 

Pessoa física x pessoa jurídica: quem tem mais facilidade a acessar um plano de saúde barato?  

Enquanto o consumidor classificado como pessoa física sente no bolso os efeitos dos reajustes dos planos de saúde, os microempreendedores individuais (MEIs) também sofrem com essa situação.

O Brasil tem vivido um aumento expressivo do número de abertura de empresas. Nos últimos cinco anos, o acréscimo de microempreendedores individuais no mercado foi de 120%, impulsionado pelo alto índice de desemprego no país. Com as possibilidades de recolocação no mercado reduzidas, muitos profissionais precisam abrir a própria empresa como forma de garantir o sustento.     

Para eles, existem condições especiais de contratação de planos, mas, na maior parte dos casos, essas possibilidades não são tão interessantes quanto parecem, segundo Ana Carolina Navarrete. 

A especialista do Idec explica que, embora os MEIs possam escolher contratar um plano como pessoa física ou jurídica, normalmente, contratar como pessoa física é a melhor opção. 

“Os reajustes para pessoa física ainda estão longe do ideal e não acompanham a capacidade do consumidor, mas a situação é ainda pior nos planos coletivos, que têm reajustes abusivos”, comenta. “Em uma pesquisa que conduzimos em 2017, encontramos reajustes de 200%, 500% e até 3000% para esses planos”, acrescenta a especialista. 

A advogada ressalta que, até pouco tempo atrás, os planos que as operadoras ofereciam de forma direcionada aos MEIs não eram regulamentados. “Eram considerados como os outros coletivos e ponto”, explica a advogada. “Ainda hoje, esses planos não têm a proteção contra ajustes elevados – como os planos individuais têm – ou cancelamentos”, acrescenta a especialista. 

Em alguns casos, no momento das pesquisas e comparações de ofertas, o consumidor pode encontrar propostas mais atrativas para pessoa jurídica, mas é preciso ficar atento. “O que acontece, geralmente, é que depois ele acaba se surpreendendo com os aumentos abusivos”, explica Ana Carolina. 

O ideal, então, é que o consumidor faça uma análise de longo prazo para entender o que realmente vale a pena. Os planos individuais, embora tenham valores mais elevados e opções reduzidas, podem ser opções mais sustentáveis a longo prazo, já que seus reajustes tendem a ser menores. 

Para tomar a decisão mais acertada, a recomendação é que a pessoa coloque as opções na ponta do lápis e faça um planejamento financeiro. “Enquanto o reajuste médio dos planos coletivos, voltados a pessoas jurídicas, está variando em torno de 18% a 20% ao ano, o plano individual varia 7%”, comenta Ana Carolina.

“Calcule o preço de entrada das duas modalidades (pessoa física e jurídica), simule a aplicação desses reajustes nos próximos anos e, por fim, avalie qual opção compensa mais”, orienta a especialista. 

Clínicas populares são uma boa opção?

Há cerca de quatro anos, o setor de clínicas médicas populares começou a crescer no país. Ana Carolina Navarrete defende que associar esse comportamento do mercado ao aumento dos preços de planos de saúde não é o caminho mais assertivo, e alerta sobre a utilização desse tipo de serviço como saída.

“As clínicas privadas, com atendimento via pagamento direto, sempre existiram. Agora, o que está acontecendo é que algumas empresas estão utilizando a tecnologia para baratear custos e oferecer, em tese, um serviço a preços mais baixos”, afirma.

Ela comenta que, em casos mais sérios, que exigem acompanhamento médico mais frequente, o consumidor que confia sua saúde às clínicas populares pode ficar na mão. “No final das contas, quando o paciente precisa fazer uma cirurgia ou recebe um diagnóstico de câncer, por exemplo, elas [as clínicas] não socorrem o consumidor”, comenta a especialista.

Para ela, as clínicas podem representar uma alternativa para realizar atendimentos ambulatoriais. “Mesmo assim, o consumidor precisa verificar se essa opção vale a pena, porque, dependendo do custo do tratamento, do número de consultas necessárias e dos exames que ele terá que fazer para chegar a um diagnóstico, a despesa pode acabar sendo maior”, acrescenta Ana Carolina. 

 

Postado por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.
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