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Perfil profissional: descubra como ser encontrado pelos recrutadores no LinkedIn

Especialistas oferecem dicas valiosas sobre como melhorar o networking e branding pessoal

Escrito por Vanessa Ferreira em 06.11.2019 | Atualizado em 06.11.2019

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A tecnologia levou os profissionais que estão buscando por uma recolocação para mais perto dos recrutadores. Porém, isso também gerou um aumento da competitividade no mercado, que está em constante busca por profissionais qualificados para cargos cada vez mais estratégicos.

Nesse cenário, é fundamental manter um perfil profissional atrativo e capaz de atrair a atenção dos recrutadores. Mais do que atualizar o seu currículo em bancos de vagas online, é preciso conquistar visibilidade e construir relevância em sua área de atuação. Tudo isso é possível por meio do LinkedIn,  maior rede profissional do mundo, com 645 milhões de usuários ativos.

Presente em mais de 200 países, o LinkedIn é uma poderosa ferramenta não só para buscar e divulgar oportunidades de emprego, como também para publicar e acompanhar conteúdos relevantes sobre o mercado de trabalho.

Com 32 milhões de usuários, o Brasil detém a terceira maior base da rede -, atrás apenas de nações como Estados Unidos e Índia. Os dados estão no relatório Digital in 2018, do site We Are Social e Hootsuite, que analisa o uso das redes sociais no mundo. Quando o recorte é feito para os impactos no mercado de trabalho, a relevância do LinkedIn se torna ainda maior: mais de 20 milhões de empresas estão listadas na rede social  -, movimentando 14 milhões de vagas em todo o globo em 2018.  

Além disso, a pesquisa revelou que colaboradores contratados a partir do LinkedIn têm 40% menos chances de deixar a empresa nos primeiros seis meses, demonstrando a assertividade nas contratações que a plataforma proporciona.

Não é surpresa que empresas de todos os portes e segmentos utilizam o LinkedIn para encontrar e pesquisar candidatos. De acordo com dados da Sociedade de Gestão de Recursos Humanos, mais de 90% dos recrutadores utilizam ativamente a rede todos os dias . Portanto, seu perfil no LinkedIn não pode ser apenas uma agenda de contatos profissionais. Ele deve ser um registro vivo da sua vida no mercado de trabalho

Segundo Arthur Igreja, professor da Fundação Getúlio Vargas, mestre em gestão empresarial pela mesma instituição e executivo certificado por Harvard e Cambridge, essa é uma rede que amplia oportunidades, pois permite que “todos consigam acessar a todos”. "Consigo, por exemplo, mandar um convite para um profissional em qualquer lugar do mundo e, principalmente, interagir com ele. Do ponto de vista corporativo, as empresas conseguem ter acesso fácil e rápido aos perfis, além de verificar as conexões e o histórico profissional dos candidatos", detalha.

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A rede requer interação e não apenas observação

Sob o ponto de vista do job hunter, Igreja observa que ele deve usar a plataforma para conversar com os candidatos e não simplesmente visualizar perfis. "Entrar em grupos de interesse em torno das competências que ele busca é uma ótima prática”, diz. “Outra possibilidade muito útil é acessar terceiros que possam validar (ou não) as informações divulgadas pelo candidato". De forma geral, ele destaca o quanto o algoritmo é poderoso e favorece a procura por candidatos com o perfil desejado. "Hoje, os recrutadores necessitam sim ser experts nas ferramentas que o LinkedIn vem desenvolvendo", completa.

O que observar?

Em uma busca padrão, alguns itens são automaticamente avaliados pelos recrutadores, como: headline (que de forma sintética deve explicar a expertise profissional), resumo, lista de experiência, conexões e referências - neste item, vale checar se há depoimentos de colegas mais sêniores e ex-chefes. 

“Para mim, em primeiro lugar, a pessoa tem que ter uma foto dentro de padrões profissionais. Outro ponto importante são as palavras-chaves. É preciso fazer a reflexão: como as pessoas me buscariam no LinkedIn? E, assim, trabalhar esses termos-chave no texto do perfil”, sugere Tais Targa, job hunter e especialista em recolocação e carreira.

Segundo ela, a principal dica é colocar a mão na massa na hora de montar um perfil profissional: “não pode ter preguiça na hora de preencher o perfil no  LinkedIn, tem que colocar texto. Às vezes é possível até copiar e colar do próprio currículo.” Outra recomendação é deixar público dados de contato, como e-mail e número de celular. Afinal, o recrutador quer praticidade para conseguir mandar imediatamente inbox ou mensagem. O candidato que facilita esse caminho com certeza sai na frente.

"Uma fortaleza que os recrutadores podem enxergar é quando a pessoa inclui no LinkedIn uma linha mestra da carreira, o que permite constatar se existe um certo tempo de performance em entidades importantes e se é uma jornada profissional coesa”, afirma Arthur Igreja  . “Não podemos esquecer que boas recomendações e conexões valiosas também são fundamentais para o processo de busca e seleção". Quanto mais recomendações, mais credibilidade ganha o perfil.

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A busca pelo candidato "perfeito"

Sabemos que não existe tal coisa, mas com certeza existe a pessoa que cumpre mais quesitos determinados no processo de seleção. Para Igreja, algumas práticas costumam ser comuns para os recrutadores. Por exemplo: perfis profissionais com excesso de informações ou perfis superficiais. "Tem muita gente que coloca dados desnecessários ou exagerados na descrição do perfil,  acha que está ganhando algo com isso e, na verdade, só está assustando”, afirma Igreja.- -”Afinal, os especialistas em recursos humanos costumam ser experientes para detectar rapidamente quando há excessos. 

Para o mestre da FGV, recrutadores buscam uma postura ativa dos possíveis candidatos, por meio da criação e compartilhamento de conteúdo de qualidade. Ajuda, por exemplo, o fato da pessoa interagir em grupos e postar conteúdos que sejam relevantes. “O LinkedIn não pode ser usado apenas como uma vitrine agressiva”, finaliza ele.

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Vanessa Ferreira

Escrito por Vanessa Ferreira

Jornalista e apaixonada por marketing de conteúdo. Acredita no poder da informação para a disseminação de saúde financeira.
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