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Perfil no LinkedIn: entenda como a rede pode alavancar sua carreira

Especialista em LinkedIn, Cristiano Santos explica como dosar a imagem pessoal e profissional na rede e a deixar seu perfil mais atrativo aos recrutadores

Escrito por Vanessa Ferreira em 13.09.2019 | Atualizado em 15.10.2019

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Ao procurar por uma recolocação no mercado de trabalho, o engenheiro de Alimentos, Peterson Felipe, percebeu que muitas vagas eram preenchidas por meio do velho método de indicação. Para intensificar e otimizar sua procura, ele sentiu a necessidade de melhorar seu perfil no LinkedIn. “Passei a criar e compartilhar conteúdos relacionados ao ambiente profissional. Eles aumentaram minha visibilidade no linkedin e possibilitaram excelentes conexões”, diz Peterson.

Mais do que um site de atualização de currículo, o LinkedIn virou espaço de visibilidade e construção de relevância no mercado de trabalho. Não é à toa que a plataforma consolidou-se como a maior rede profissional do mundo, com 645 milhões de usuários ativos.

O caso de Peterson Felipe comprova a força do perfil do Linkedin no Brasil. Atualmente, o país detém a terceira maior base da rede no mundo, com 32 milhões de usuários, atrás apenas de nações como Estados Unidos e Índia. Os dados estão no relatório Digital in 2018, do site We Are Social e Hootsuite, que analisa o uso das redes sociais no mundo.  

Quando o recorte é feito para os impactos no mercado de trabalho, a relevância do Linkedin se torna ainda maior: mais de 20 milhões de empresas estão listadas no Linkedin no total, movimentando 14 milhões de vagas em todo o globo em 2018.  

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Além disso, a pesquisa revelou que colaboradores contratados a partir do LinkedIn têm 40% menos chances de deixar a empresa nos primeiros 6 meses, demonstrando a assertividade nas contratações que a plataforma proporciona. Não é surpresa que 90% dos recrutadores usam o LinkedIn regularmente.

No caso do engenheiro, ele relembra que conquistou inúmeros resultados positivos ao otimizar o seu perfil do LinkedIn e interagir constantemente com usuários da rede. Prova disso foi quando ele foi convidado para uma entrevista de emprego ao publicar um texto na ferramenta Pulse, da rede social, assim como recebeu convite para prestar consultoria de recolocação. 

“Descobri que o LinkedIn é uma ferramenta importante para estreitar laços e crescer seu network de forma muito relevante”, diz Peterson. “Todo profissional deveria consultar a rede pelo menos uma vez ao dia.” 

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A evolução do LinkedIn

Criado pelos experts Reid Hoffman, Konstantin Guericke, Jean-Luc Vaillant, Allen Blue e Eric Ly em 2003, o LinkedIn surgiu com o propósito de conectar profissionais em todo o mundo. Segundo dados da plataforma, entre 2011 e 2017, a base de usuários cresceu de 140 milhões para 500 milhões e esse número só cresce.

A rede mudou a forma como as pessoas buscam empregos e como as empresas recrutam candidatos. E muito mais que isso: o LinkedIn reúne pessoas das mais variadas áreas e experiências, compartilhando conhecimentos e vivências mutuamente.

A introdução de ferramentas como o Pulse, plataforma de publicação de conteúdos do LinkedIn, fez com que os usuários encarassem a rede com um olhar mais amplo, deixando de tratá-la apenas como um lugar dedicado a temas relacionados a emprego e recrutamento.

Com o crescimento do LinkedIn, os usuários passaram a  perceber o valor estratégico da plataforma. Hoje é possível utilizar seus recursos para expandir negócios, prever tendências de mercado, conquistar parcerias, aumentar visibilidade, estender o networking, encontrar talentos, trocar experiências profissionais entre comunidades e muito mais.

Nesse contexto, manter um perfil no Linkedin atrativo deixou de ser um diferencial e passou a ser tornar uma prioridade para quem quer se destacar em sua área.

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Como otimizar o seu perfil no linkedIn?

Para entender como usar a plataforma da melhor maneira possível, Exponencial conversou com Cristiano dos Santos, consultor de mídia socias, especializado na rede LinkedIn. Cristiano é Jornalista, palestrante internacional e professor. Uma de suas principais atividades é ministrar cursos para ajudar os usuários a extraírem o máximo da plataforma.

Caso você queira se aprofundar ainda mais no tema, fica a dica: Cristiano é o criador do grupo de Facebook LinkedIn Brasil - De A a Z, o maior de língua portuguesa a tratar exclusivamente a assuntos relacionados a essa rede. No ano passado, ele ganhou o prêmio de reconhecimento LinkedIn Top Voices 2018 como um dos 20 brasileiros que mais geram engajamento nessa rede.

A seguir, o especialista fala sobre como aproveitar todas as funcionalidades da plataforma, quando vale a pena ser “Premium” e como saber dosar a imagem pessoal e profissional no LinkedIn. 

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Confira trechos da entrevista:

Desde o início da rede até agora, qual foi a importância que o LinkedIn foi ganhando ao longo dos anos para o mercado de trabalho?

Para começar, vale citar uma frase do Jeff Weiner, CEO do LinkedIn: “não somos só um site de empregos. Há alguns anos, percebemos que teríamos mais valor como negócio se investíssemos também em conteúdo voltado para profissionais". 

O que se observou nos últimos anos foi uma consolidação como rede social profissional e não apenas como banco de currículos. Com isso, o próprio mercado de trabalho saiu ganhando pois, por meio do compartilhamento de conhecimento no LinkedIn, os usuários aprendem, discutem, consomem conteúdos e se atualizam. 

Hoje, podemos dizer que as pessoas se informam e se "formam" com essa rede.

De maneira geral, como você enxerga os hábitos do brasileiro no uso do LinkedIn?

O brasileiro ainda não utiliza o LinkedIn como deveria. Desde 2014 dou treinamentos a respeito dessa rede e é interessante notar como, em cada aula ou palestra, há muita gente que confessa ter apenas o perfil por lá, mas não interage, não posta e nem atualiza com frequência.

 Já temos mais de 38 milhões de brasileiros cadastrados no LinkedIn, porém o potencial de uso ainda pode crescer bastante. O fator cultural explica um pouco esse fenômeno: por aqui, quando o assunto é trabalho, muitos realmente torcem o nariz ou consideram a coisa um pouco burocrática demais. 

Além disso, nossa sociedade tem uma certa dificuldade com o assunto marketing pessoal, que pode ser mal visto em alguns contextos, e isso inibe muitos usuários que acabam ficando com medo de "chamar a atenção demais" ou mesmo parecer que estão se exibindo ao mostrarem seus feitos, conquistas e habilidades profissionais.

É possível fazer um paralelo ou comparação com algum outro país?

Nos EUA, por exemplo, há uma forte cultura da competição e da busca pelo sucesso profissional. Isso já começa no colégio, onde ter boas notas é requisito básico e passaporte para outras oportunidades acadêmicas. 

Vale até citar que no próprio LinkedIn há um campo chamado de Conquistas, que pode ser preenchido com notas de provas e avaliações. Esse campo é pouco utilizado aqui no Brasil, justamente por não termos, culturalmente, essa necessidade de ter as melhores notas para conquistarmos posições no mercado.

Existe uma “Facebookzação” da rede aqui no país? Isto é, pessoas usando o LinkedIn como uma plataforma pessoal, e não mais profissional?

É sempre delicado falar desse ponto, pois mesmo sendo uma rede social profissional, temos que lembrar que são pessoas que estão por trás de cada perfil. Portanto, utilizar uma linguagem muito séria e fechada no LinkedIn pode, na verdade, resultar num efeito contrário ao desejado. Nessa linha, os demais usuários acabam não engajando com certas posturas robotizadas. 

É claro que, com a popularização, acabamos vendo conteúdos que estão fora do propósito da rede, e esse tipo de fenômeno acontece com qualquer rede social que cresce em número de usuários. 

Ainda assim, é importante citar que o tom pessoal, se utilizado da maneira correta, pode gerar mais empatia e proximidade com os demais usuários, fugindo da robotização das relações. Cabe a cada um ter um bom senso para não abusar da "pessoalidade" nesse caso.

O que você considera essencial para um “perfil campeão” no LinkedIn?

Antes de qualquer coisa é importante preencher todas as informações solicitadas. “Perfil campeão” é como o LinkedIn classifica os currículos que são preenchidos ao máximo. Quanto mais completo ele for, maiores são as chances dele aparecer no resultado das buscas de empresas.

Além disso, é importante utilizar palavras-chave de sua área sempre que possível. Tente localizar quais são os termos usados pelo mercado para definir o que você faz (ou quer fazer) e elabore um título de acordo. 

Se isso não for feito, o site cria automaticamente um título com base no seu último emprego, o que nem sempre é desejado. Já o resumo deve ser uma espécie de carta de apresentação, que diga em até 2 mil caracteres o que você busca e qual é o seu perfil profissional.

É importante caprichar nos campos de título e resumo. Eles são as primeiras informações que aparecem na sua página pessoal e devem estar de acordo com seus interesses e experiências profissionais.

Os recrutadores têm acesso a uma ferramenta de busca com dezenas de filtros e detalhamentos. Por isso, é importante ser assertivo ao descrever suas habilidades e competências, incluindo as ferramentas e softwares que domina.

Quais são as principais ferramentas que essa rede oferece?

O LinkedIn hoje oferece um espaço onde o usuário cria seu perfil profissional. Nesse local, há como inserir histórico profissional, formação acadêmica, competências e habilidades, idiomas, projetos, patentes, reconhecimentos e prêmios, entre outros campos. 

Além disso, há também uma timeline onde o usuário pode compartilhar vídeos, fotos, documentos, além de interagir com posts de outros profissionais por meio das reações, comentários e compartilhamentos.

Uma outra ferramenta interessante é a área de Artigos Longos (Pulse), um espaço onde as pessoas podem escrever textos mais extensos. Podemos dizer que esse serviço acaba sendo como um blog hospedado na plataforma.

Há, também, o LinkedIn Learning, que é um local onde os profissionais podem fazer cursos online. Com diversas temáticas e tempo de duração variados, o Learning oferece treinamentos para que os usuários possam adquirir habilidades e conhecimentos necessários para a própria área de atuação ou mesmo para atualização de conhecimentos.

Quais são os recursos “escondidos”, ou seja, que nem todos sabem que existem e que podem ser úteis?

Começo falando de uma ferramenta bacana que utiliza inteligência artificial para dar uma nota de 0 a 100 na sua foto de perfil é o Snappr. Basta acessar a plataforma, realizar o login da sua conta no LinkedIn e permitir que o aplicativo acesse as informações de sua conta. Ela oferece um relatório sobre a foto e sugestões de melhorias.

Além disso, pouca gente utiliza os campos de Recomendações, onde você pode "pedir" um depoimento de alguém que já fez parte de sua trajetória profissional, como liderado, gestor, parceiro ou colega de classe. Também é possível conceder esses depoimentos a pessoas consideradas importantes para a carreira do usuário.

Uma dica para quem estiver em eventos presenciais é utilizar o recurso Nearby do LinkedIn. Basta acessar pelo app do LinkedIn no celular a opção “Minha Rede” (ícone de duas pessoas juntas) e depois “Minha Área”. 

Ao ativar o Bluetooth, o sistema localiza todas as pessoas próximas e conectadas na mesma funcionalidade, para facilitar a conexão na vida real entre usuários com interesses comuns e presentes no mesmo tipo de evento.

Quando vale a pena ser um usuário Premium?

Algumas vantagens da conta Premium são: acesso à visualização de todos os perfis que visitaram a sua página nos últimos 90 dias, ícone dourado "in" no perfil, pacote de InMails para envio de mensagens privadas (para usuários que não fazem parte de suas conexões), visualização de informações extras na área de “Empregos”. 

Essa função também mostra a porcentagem de chances de conseguir uma determinada vaga de acordo com o preenchimento de seu perfil e comparação com outros usuários. A conta Premium também permite acesso aos cursos do LinkedIn Learning.

Se você já utiliza o LinkedIn com frequência e precisa prospectar, se comunicar com pessoas fora da sua rede por meio das mensagens privadas, entender melhor as condições de uma vaga específica ou analisar melhor sua concorrência, vale a pena ter uma conta premium.

Mas sempre é bom citar que apenas ter a conta Premium não garante visibilidade - ou seja, mesmo com esse tipo de conta ativada é importante interagir, conversar e se relacionar com outros usuários, pois o networking é extremamente importante numa rede como essa. 

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Vanessa Ferreira

Escrito por Vanessa Ferreira

Jornalista e apaixonada por marketing de conteúdo. Acredita no poder da informação para a disseminação de saúde financeira.
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