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Como negociar dívidas: 10 dicas para organizar o orçamento

A negociação das dívidas pode render descontos e condições especiais para o pagamento. Descubra como negociar dívidas sem cair em um mau endividamento

Escrito por Vanessa Ferreira em 15.10.2019 | Atualizado em 15.10.2019

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Cobranças por telefone e e-mail, nome negativado e falta de acesso ao crédito. Essa é, infelizmente, a realidade dos milhares de brasileiros que estão inadimplentes no país.  E a dificuldade em acessar um crédito com qualidade por conta do nome sujo faz com que muitos deles tenham ainda mais dúvidas ao reestruturar o orçamento. Para sair dessa situação, porém, o primeiro passo é mais simples do que se parece:  basta tentar negociar dívidas.

Seja por meio de feirões, contatar diretamente o credor ou pedir ajuda de especialistas, existem inúmeras maneiras de avaliar os débitos para, assim tentar negociá-los. Esse processo costuma ser o mais indicado por experts em finanças pessoais, pois, por meio da conversa, é possível chegar a um acordo - que pode, inclusive, baratear a dívida que precisa ser quitada. 

É muito importante lembrar, também, que, além do processo de negociação, a atenção com o planejamento financeiro e a reestruturação do orçamento  são peças fundamentais para que as contas não fujam novamente do controle e o mau endividamento vire uma bola de neve. 

Para ajudar nessa questão, separamos algumas dicas para que você consiga negociar suas dívidas e reestruturar suas finanças pessoais. 

Como negociar suas dívidas com 10 dicas práticas:

1. Avalie a sua situação financeira

Essa dica é importante em qualquer fase da sua vida financeira, seja em um período de endividamento ou não. A tarefa é simples: coloque no papel ou em uma planilha o valor exato dos seus rendimentos, isso inclui o salário líquido, rendas extras e demais rendimentos.

Registre, também, o valor exato das dívidas em aberto, incluindo os juros e encargos cobrados pelo período em atraso. Vale entrar em contato com o credor e solicitar o valor atualizado da dívida.

Não esqueça de incluir na tabela as despesas fixas e variáveis, ou seja, aquelas que possuem um valor fixo e as que podem variar conforme o consumo. Isso é importante porque esses dados ajudarão no cálculo do saldo devedor e na apresentação de uma proposta para a quitação.

2. Estabeleça um limite  para a parcela mensal 

Agora que a avaliação financeira foi feita, é possível saber o quanto do rendimento mensal pode ser comprometido com o pagamento da dívida. Esse é o momento de estabelecer o limite do quanto você pode pagar por mês para resolver as pendências.

Com isso, é possível fazer uma proposta ao banco que seja vantajosa para ambos. Defina um valor limite para negociar e não assuma um compromisso que não poderá cumprir. Esse limite é ideal para garantir que as parcelas serão pagas com tranquilidade, sem impactar a sua saúde financeira.

Aproveite para fazer um planejamento financeiro e avaliar onde é possível economizar para quitar a sua dívida o quanto antes:

  • Liste todas as dívidas pendentes, incluindo as que não estão atrasadas, como parcelamentos do cartão de crédito, carnês, boletos, empréstimos e financiamentos.
  • Verifique onde é possível realizar cortes no orçamento. O ideal é manter somente os gastos essenciais no período de organização financeira.
  • Considere opções de renda extra para desafogar o orçamento.

3. Priorize as dívidas mais caras

Na hora de decidir qual dívida pagar primeiro é importante priorizar a que oferece a maior taxa de juros, como é o caso das dívidas com banco. Isso porque o não pagamento desse tipo de dívida tende a ser a maior causa de endividamento do brasileiro.

Portanto, elas devem ser negociadas primeiro em conjunto com as contas de consumo e financiamentos, em que o não pagamento pode causar a interrupção dos serviços e até a penhora de bens.

4. Faça uma proposta ao credor

Não espere o banco entrar em contato para informar sobre o seu débito. Ao ficar ciente sobre a dívida, entre em contato com o seu gerente o quanto antes para mostrar que você tem interesse em quitar a dívida.

Sinalize ao credor a opção mais viável de pagamento, com o valor e quantidade máxima de parcelas que cabem no seu orçamento. Se for possível realizar o pagamento à vista, verifique a possibilidade de reduzir a taxa de juros e conseguir condições especiais no acordo.

5. Negocie com o credor

A negociação da dívida é um momento de troca e o credor possui tanto interesse quanto você no pagamento da dívida. Dessa forma, essa negociação não deve ser algo unilateral. Durante a conversa, proponha soluções e alternativas para o pagamento da dívida. A negociação deve ser vantajosa para ambos.

Ao apresentar a proposta ao banco, é possível que ele ofereça uma contra-proposta. A dica neste ponto é evitar aceitar condições que não estejam adequadas à sua situação financeira. 

Além disso, se restar alguma dúvida, não decida por impulso. Discuta as condições de pagamento com a família e volte depois com uma contraproposta ou, se houver concordância, para assinar o contrato de negociação.

6. Pesquise as ofertas e condições de outros bancos

É sempre válido fazer simulações de crédito para identificar se existem propostas mais adequadas à sua realidade financeira. Muitas vezes, é possível encontrar ofertas com juros menores e melhores condições de pagamento.

Nesse caso, se não houver chances de negociação com o credor original, é possível solicitar a transferência da dívida para outra instituição financeira. É a chamada portabilidade de crédito.

Essa prática é muito comum no mercado financeiro e é uma estratégia muito inteligente para reduzir juros de um empréstimo mais caro, para obter um novo empréstimo e até para reduzir parcelas mensais. 

Isso permite quitar dívidas de forma mais rápida e sem arcar com juros abusivos. Além disso, é uma oportunidade de concentrar todas as dívidas em um só contrato, o que favorece o controle financeiro e evita as taxas variadas e a burocracia dos acordos com diferentes credores.

Leia também | Como quitar dívidas e conquistar independência financeira

7. Frequente feirões de negociação

Alguns órgãos de proteção ao crédito e até mesmo instituições financeiras promovem feirões para facilitar o pagamento de dívidas. Essas são ótimas oportunidades para conseguir condições especiais para quitar o débito.

Um bom exemplo é o Feirão Serasa Limpa Nome, o maior evento de negociação de dívidas no Brasil. Para participar, basta se cadastrar na plataforma da instituição. Nesses casos, é possível conseguir condições melhores do que em uma tentativa isolada de negociação.

8. Atenção aos cálculos

De nada adianta aceitar a proposta de pagamento que o banco ofereceu se não será possível cumprir o compromisso. Antes de aceitar qualquer proposta, é importante fazer as contas e verificar se as parcelas realmente se adequam ao seu orçamento.

Não sinta-se pressionado a assinar o contrato de imediato e, em caso de dúvidas, não deixe de questionar o atendente sobre a forma que ele chegou em determinado cálculo. É importante que você sinta segurança de que está fazendo um bom negócio.

9. Anote tudo

Durante as negociações, seja por telefone, internet ou presencialmente, sempre anote o nome do atendente, protocolo de atendimento e o que foi acordado na conversa. 

Essas informações podem ser muito úteis na hora de comparar a proposta com as condições de uma empresa concorrente.

10. Leia atentamente o contrato

O contrato é a sua garantia e a do banco de que tudo que foi acordado na negociação será cumprido. Antes de assinar o contrato, certifique-se de que todas as cláusulas estão de acordo com as suas anotações e, em caso de divergências, solicite a revisão ao credor.

O trabalho não acaba após a assinatura do contrato. Para conseguir arcar com o pagamento das parcelas e evitar cair em um mau endividamento é necessário ter muita organização, foco e disciplina para conter os gastos. Portanto, a mudança de hábitos é essencial após a negociação das dívidas. Aproveite que agora você tem um planejamento financeiro pronto e mantenha-o sempre atualizado para acompanhar os seus gastos.

Como negociar dívida online?

A negociação da dívida também pode ser feita de forma totalmente online. Verifique a possibilidade no site ou plataformas digitais da empresa credora. É possível, inclusive, conseguir vantagens e condições de pagamento especiais.

Caso o seu nome esteja negativado, é possível negociar a dívida diretamente com a empresa credora ou utilizar os canais dos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa. Na plataforma é possível consultar os débitos existentes, simular os valores e quantidades de parcelas e até mesmo imprimir o boleto para pagamento.

Veja algumas vantagens em negociar dívidas online:

  • Segurança na transação: as plataformas online de instituições financeiras de confiança seguem padrões globais de segurança de dados, o que garante a sua proteção e de suas informações.
  • Rapidez e conforto na negociação: sem filas, negociações longas e análises demoradas. O procedimento pode ser realizado na internet mesmo, de maneira simples, prática e no conforto da sua casa.
  • Mais discrição: sem  ligações, cartas e constrangimentos que distanciam o cliente. No sistema de quitação de dívidas online, não é necessário sair de casa para fazer a negociação.
  • Diálogo amigável: as plataformas online também possibilitam estabelecer um diálogo amigável entre os credores e devedores.
  • Flexibilidade de horário: na plataforma online, é possível escolher a melhor hora do dia para fazer a proposta. Isso só é possível porque o aplicativo está disponível 24 horas por dia e pode ser acessado de qualquer lugar.

Vantagens da negociação de dívidas

O quanto antes as dívidas forem negociadas, melhor, já que existem algumas consequências para quem mantém as dívidas em aberto, como a negativação do CPF, restrições de crédito junto às instituições financeiras e impossibilidade de ter acesso ao crédito e realizar compras parceladas.

Além disso, haverá um desequilíbrio financeiro, pois a pessoa passa a gastar grande parte da renda no pagamento de juros, já que esse tipo de dívida só aumenta. Quando isso acontece, fica impossível investir o dinheiro para aumentar o patrimônio e realizar os sonhos. E quanto mais o tempo passa, maiores ficam os valores devidos.

Mas, será que vale a pena esperar a dívida prescrever ou caducar? A verdade é que uma dívida nunca deixa de existir. Após o período de 5 anos, os órgãos de proteção ao crédito apenas retiram o CPF do consumidor do cadastro de inadimplentes, mas isso não impede a empresa credora de continuar as cobranças.

Leia também | Mito ou Verdade: uma dívida caduca ou prescreve?

Veja algumas vantagens em negociar dívidas e entenda porque essa negociação deve ser uma prioridade no seu orçamento:

1. Juros reduzidos

Uma das maiores vantagens de negociação de suas dívidas é que você consegue pagar os seus débitos com juros reduzidos. É impossível manter um planejamento financeiro e tirar os planos do papel quando estamos presos a taxas de juros abusivas.

2. A dívida para de crescer

A redução da taxa de juros também evita que a dívida cresça, cada vez mais.  Ao negociar dívidas, as parcelas serão fixas e, a partir daí, não será acrescentado mais nenhum outro valor, a menos que as parcelas sejam pagas em dia.

3. Organização de todos os débitos

Em muitos casos, há, ainda, a oportunidade de organizar todos os débitos e juntá-los em um só contrato. Dessa forma, fica muito mais fácil manter o controle financeiro, já que não será necessário administrar 

4. Mais tranquilidade

No final de tudo, a maior vantagem em negociar dívidas é, sem dúvidas, poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente, já que as finanças estão em ordem.

Não deixe que as faturas de cartões de crédito, as contas não pagas e aqueles débitos – que muitas vezes são esquecidos – atrapalhem a sua vida pessoal. Sempre vale lembrar que uma boa organização financeira é o caminho para que os projetos de sua vida deem certo.

Tenho mais de uma dívida. Qual devo negociar primeiro?

Possuir mais de uma dívida é bastante comum. Entretanto, o grande problema do brasileiro não é ser muito endividado, mas sim, mal endividado. Nem sempre a dívida de maior valor é a mais cara. Na hora de decidir qual dívida pagar primeiro priorize as que oferecem juros mais altos, como é o caso do rotativo do cartão de crédito e o cheque especial. Essas dívidas tendem a se tornar uma “bola de neve”. Afinal, o valor que você tem que pagar só irá aumentar. 

Esse nome popular se dá pelo fato de os juros serem aplicados de forma composta. Isso significa que são aplicados sobre o valor da dívida atualizado mensalmente e não sobre o inicial. 

Como vimos, a negociação de dívidas é uma estratégia inteligente para manter as finanças em dia e sair de um mau endividamento. 

Você está tentando negociar suas dívidas ou já passou por uma situação assim? Deixe um comentário contando a sua experiência ou compartilhe as suas dúvidas nos comentários!

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  • Inadimplência
Vanessa Ferreira

Escrito por Vanessa FerreiraJornalista com mais de 5 anos de experiência em marketing de conteúdo. Acredita no poder da informação para a disseminação de saúde financeira.

Comentários [2]

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José Edilson
José Edilson disse:
Estou sem paciência o Bradesco se nega negociar comigo de acordo o que eu posso pagar,a dívida da mais ou menos uns2000 reais com juros de empréstimo e cartão de crédito chega hoje a 8500 reais sou louco para negociar,só quem me complica é banco Bradesco não sei o que faço.
25.02.2018 às 19:53
Revista Creditas
Revista Creditas disse:
José Já pensou em fazer uma portabilidade de crédito ou em refinanciar com outra instituição? Existem muitas alternativas no mercado! Temos um texto que fala sobre isso :) Portabilidade Bancária: transfira salário e crédito para outro banco
02.03.2018 às 15:49
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