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Motivo de desligamento: estudo mostra 5 atitudes nocivas de líderes

Pesquisa revela que mau comportamento dos líderes é o maior responsável pelos pedidos de demissão. Saiba quais são os piores traços de um chefe e como podem ser melhorados

Escrito por Flávia Marques em 13.11.2019 | Atualizado em 13.11.2019

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No mundo corporativo, o ditado “as pessoas abandonam seus líderes, não suas empresas” é bastante conhecido. E, mais do que nunca, ele é verdadeiro. Um estudo divulgado pelo LinkedIn no relatório “As melhores estratégias de retenção de pessoas: como reduzir a rotatividade e ser um chefe ainda melhor” mostrou que ter um chefe ruim é o principal motivo de desligamento de funcionários. 

Para Claudia Santos, especialista em gestão estratégica de pessoas e diretora da consultoria Emovere You, o dado revela a importância de bons gestores para a manutenção de um ambiente organizacional saudável e, principalmente, para conquistar profissionais mais engajados. “O líder é o principal ponto de contato entre o colaborador e a empresa. Ele deve disseminar e comunicar as práticas da organização aos funcionários e, mais que isso, ser fonte de incentivo e inspiração para a sua equipe”, defende a especialista. 

Má gestão é motivo de desligamento e prejuízo para as empresas

A perda de funcionários é prejudicial não apenas para o funcionamento das equipes - que têm que se adaptar às mudanças de rotina - mas, também, para o caixa das companhias. Isso porque o turnover, nome dado à taxa de rotatividade de funcionários, gera custos diretos e indiretos às empresas. 

Cada demissão traz a necessidade de  pagamento de valores como o de férias, décimo terceiro, FGTS entre outros direitos do trabalhador, mas não é só isso. “Além do dinheiro envolvido na rescisão, um processo de desligamento também envolve o tempo investido pela empresa na capacitação daquele funcionário”, explica Claudia. "Por isso, todas as boas práticas de RH e liderança que contribuem para a retenção e engajamento de funcionários são interessantes”, esclarece. 

Quais comportamentos devem ser evitados pelos líderes? 

No mesmo relatório, o LinkedIn divulgou resultados da pesquisa “The HR Challenge of 2018 Is Finding and Keeping Talents” (O desafio do RH para 2018 é encontrar e manter os talentos). O estudo listou os piores traços de um chefe, segundo os profissionais entrevistados. Veja, a seguir, quais são e como eles podem ser trabalhados nas organizações:

1 - Microgestão (39%)

Microgestão ou micromanagement é o nome dado ao estilo de gestão em que o líder controla de perto, de forma bem detalhada, todas as tarefas dos colaboradores. Normalmente, os gestores que apresentam essa característica buscam garantir maior produtividade dos funcionários, mas nem sempre têm sucesso. Isso porque, diante desse comportamento dos líderes, muitos profissionais sentem falta de autonomia e, consequentemente, desmotivação. 

Por outro lado, Claudia Santos avalia que, em algumas situações, o microgerenciamento é interessante - e até necessário. “Um profissional júnior, por exemplo, naturalmente exige mais supervisão, enquanto outro mais experiente, que tem mais autonomia e conhecimento, não precisa”, explica a especialista. 

Para ela, uma forma de administrar o modelo de gerenciamento é entender e respeitar o nível de conhecimento de cada profissional, individualmente. Para evitar desentendimentos nesse sentido, Claudia defende a importância de as equipes buscarem oportunidades para oferecer feedbacks à liderança, sempre respeitando hierarquias e os canais de comunicação que a empresa disponibiliza. 

2 - Excesso de críticas (22%)

Outro comportamento da liderança visto de maneira negativa pelos funcionários é o excesso de críticas. Claudia explica que elas são necessárias, mas devem ser feitas com cautela e exigem análise prévia de contexto para que a relação entre chefia e funcionários não seja prejudicada. “Uma boa crítica deve ser construtiva, e não destrutiva; e ela é sempre melhor quando vem embasada por dados e fatos, com exemplos de situações”, defende a especialista. 

O ideal é buscar o equilíbrio. É importante lembrar que os líderes têm papel fundamental no desenvolvimento de seus profissionais - e que as críticas são parte importante desse processo -, mas o excesso geralmente traz problemas sérios. “É fundamental que o chefe tenha cuidado na forma de falar: é preciso conduzir a conversa de forma orientada, mostrando que o objetivo é trazer melhorias ao colaborador ou à equipe, de modo geral”, orienta Claudia. 

A antiga orientação “elogie em público e critique no privado” ainda faz sentido nos dias atuais. “Apontamentos negativos em público devem ser evitados, pois expõem o colaborador e normalmente não trazem os avanços esperados pelo gestor”, comenta a especialista. 

3 - Desorganização (16%)

A falta de organização dos gestores incomoda os profissionais e atrapalha a produtividade das equipes. O líder desorganizado normalmente tem dificuldade de priorizar e delegar tarefas, o que prejudica todos os seus funcionários. “Como resultado, toda a equipe pode ser vista como desorganizada e improdutiva pela empresa, o que não é nada positivo”, comenta Claudia Santos. 

Para que os processos funcionem, os líderes devem ser exemplos de organização. Ao identificar essa dificuldade em seu gestor, o funcionário pode - e deve - sugerir mudanças nos processos, uso de sistemas de organização e métodos de produtividade, ainda que de modo temporário, como forma de teste.  

4 - Ser o “sabe-tudo” (14%)

Mostrar que tem pleno conhecimento de todos os assuntos e processos pode parecer interessante, mas a postura não é encarada de forma positiva pelos funcionários - que podem sentir que não têm nada a acrescentar ao time. 

Claudia explica que o líder não têm que se preocupar em mostrar que sabe tudo, passar uma imagem de perfeição ou minimizar suas fragilidades. Ao contrário: quando admite que não é detentor de todo o conhecimento e precisa do apoio da equipe, o gestor ganha um aspecto mais “humanizado” e pode, inclusive, conseguir se aproximar da equipe. “É muito importante ter humildade e entender que não saber de tudo não é um problema”, comenta. “Gestores que têm necessidade de afirmar seu conhecimento o tempo todo podem, inclusive, esconder inseguranças, e isso merece atenção”.  

5 - Impaciência (9%)

Por fim, a falta de paciência também foi mencionada pelos profissionais como um dos comportamentos que mais os desagradam nos chefes. Embora muitos sejam os motivos que podem desencadear o estresse, Claudia explica que, para os que ocupam cargos de liderança, a impaciência normalmente está relacionada à pressão que recebem para cumprir entregas e apresentar resultados. 

Nestes casos, a especialista orienta que os gestores façam uma autoavaliação comportamental mas, também, observem volume de tarefas, prazos de entrega e níveis de produtividade das equipes, a fim de entender se algumas mudanças nos processos e aprimoramento de comportamentos nas equipes poderiam contribuir para um ambiente mais leve e menos estressante.

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Aprimoramento da liderança não é suficiente

Apesar da importância do papel dos líderes, a postura dos gestores não é o único aspecto relevante para a retenção e engajamento de funcionários. Claudia chama a atenção para a necessidade de as empresas também aprimorarem questões como plano de carreira - já que muitos profissionais decidem deixar as companhias quando notam falta de oportunidades de crescimento e desenvolvimento.

"Se quiserem manter seus talentos, as companhias também precisam de um olhar mais atento para as ambições pessoais e profissionais dos seus colaboradores", afirma a especialista. "Além disso, é importante ressaltar que toda relação tem dois lados; portanto, culpar a liderança por todos os problemas profissionais nem sempre é a melhor solução: ao funcionário, também  cabe fazer uma autoavaliação frequente e entender em quais pontos ele pode evoluir para que a relação com os seus superiores seja aprimorada", acrescenta.

 

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Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.
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