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Para especialista, liderança do futuro é mais questionadora

Millenials já são metade da força de trabalho, têm chegado a cargos cada vez mais altos e causado uma transformação cultural na liderança das empresas. Confira entrevista com Ylana Miller, sócia-diretora da Yluminarh

Escrito por Portal Exponencial em 11.10.2019 | Atualizado em 17.10.2019

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A geração Y, também conhecida como millenials, já é a maioria da população do país e representa 50% da força de trabalho. E esse número ainda deve crescer: até 2030, a Geração Y deve ocupar 70% dos postos de trabalho. 

Pouco a pouco, eles estão chegando cada vez mais aos cargos de liderança e têm levado consigo os valores que os norteiam no mercado de trabalho: qualidade de vida, propósito, reconhecimento e receptividade. Para eles, a liderança autocrática ficou para trás. Vem aí a liderança do futuro.

Uma nova geração 

A Deloitte, em sua pesquisa global sobre a liderança do século XXI este ano, descobriu que 80% dos entrevistados disseram que pensam que a liderança do futuro possui requisitos únicos e novos que são importantes para o sucesso de sua organização: inclusão, justiça e responsabilidade social, por exemplo.

De fato, eles estão em busca de mais propósito, mas não só isso. Eles querem também ter mais qualidade de vida. A pesquisa “Millenials in Europe and Brazil”, realizada pelo Grupo Geometry/WPP com jovens de 18 a 20 anos, aponta que “qualidade de vida” é o item mais valorizado pelos entrevistados, com 38% das respostas. 

O segundo é “carreira” (24%), e “dinheiro” está em terceiro lugar, com 19%, empatado com “contribuição para a humanidade”. Uma outra pesquisa, da Gallup, mostrou que 9 em cada 10 millennials acreditam que o desenvolvimento é importante no trabalho e que a qualidade de vida é mais importante do que um salário alto.

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Os millennials são também, é claro, digitais. Mas nem tanto quanto a gente pensa. Um estudo da Universidade de Bentley mostrou, por exemplo, que apesar de serem conhecidos pelo vício nos smartphones, 51% dos millenials preferem conversar com seus colegas de trabalho pessoalmente. Eles zelam pelas relações interpessoais.

Liderança do futuro (e do presente)

Para entender melhor essa nova geração de líderes e como será a liderança do futuro, Exponencial conversou com Ylana Miller - Professora da ESPM Rio e Sócia-Diretora da Yluminarh. Para ela, estamos vivendo um processo de transformação dentro das empresas que é provocada pelos jovens.

Leia trechos da entrevista:

A Geração Y, também conhecida como millennials, já representa metade da força de trabalho. Como isso mudou a cultura das empresas?

Não posso afirmar que já mudou. A transformação ainda está acontecendo. Essa nova geração traz novos valores e propósitos: estão em busca de mais reconhecimento, de mais feedbacks. E também dão muito valor ao fato de trabalhar com pessoas e líderes que eles admiram. 

E, nesse caso, não são líderes autocráticos, que lideram pela força. São líderes que confiam neles, que dão autonomia, que lideram pelo exemplo.

Mas esses jovens também estão se tornando líderes. Há uma mudança no perfil da liderança do futuro?

Sem dúvidas. Eu tenho 52 anos e fui líder com 27. Com certeza eu era uma líder muito diferente. Essa geração tem uma relação diferente com a vida. Não são workaholics, por exemplo. Eles não dividem a agenda entre agenda pessoal e agenda profissional. 

Além disso, eles se envolvem cada vez mais com causas e propósitos, querem fazer apenas aquilo que os inspira. Eu tive que engolir muito sapo (risos), porque não podia fazer só aquilo que eu queria. É uma geração que questiona mais.

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E como é a relação deles com seus funcionários?

Eles são mais receptivos. Montam realmente times, equipes. É uma geração menos competitiva.

E essa mudança de perfil não muda a cultura da empresa?

Eles têm provocações interessantes, mas o processo de transformação cultural não é tão rápido. Uma empresa de 50 anos não vai mudar a sua cultura da noite para o dia. Estamos passando pelo processo, e os jovens são bem impacientes.

Quais são os pontos positivos e negativos desses novos líderes?

O lado positivo é o questionamento, o propósito que essa geração busca, e o fato de não serem autocráticos. O lado negativo é que eles são muito impacientes, querem tudo para ontem. 

Como líderes, eles também têm dificuldades de gerenciamento de tempo, de ferramentas de gestão. Eles são comprometidos, têm uma liderança mais solta, mas valorizam mais as relações do que as ferramentas de gestão.

Eles têm sido bem recebidos pelo mercado?

Não é como se houvesse opção. Não dá mais para voltar atrás. Se as empresas insistirem na liderança autocrática, não vão conseguir reter ou atrair talentos.

Há um choque de gerações nas empresas?

Sem dúvidas. Temos três gerações no mercado de trabalho e, com o aumento da longevidade, teremos cada vez mais gerações interagindo, com características diferentes.

O que as empresas têm feito para suavizar esse choque?

Elas têm investido muito em programas de desenvolvimento para preparar os outros líderes que vão receber os mais jovens. Treinando receptividade nos mais velhos e também resiliência nos mais jovens. 

O importante é tentar fazer com que não haja choque, mas troca entre eles. Tem que ser uma transformação saudável.

O que devem buscar os jovens que querem ser bons líderes?

Eles já são muito bons com as relações interpessoais, o tratamento com as pessoas, e isso já é ótimo porque é bastante raro. Mas eles não podem deixar para lá o lado da gestão: a negociação e cumprimento de prazos, o planejamento, etc. 

Eles também têm a tendência de se comprometer com muitas coisas ao mesmo tempo. Em resumo, precisam saber equilibrar as habilidades de relacionamento e de gestão.

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