Revolucionando o empréstimo no Brasil
Creditas
Creditas
Crédito e empréstimo

Segundo estudo, gasto com juros do cheque especial soma R$120 ao mês

Estudo do Guiabolso mostra que usuários ficam, em média, 16 dias no cheque especial. Saiba como isso prejudica o orçamento e quando trocar o saldo negativo em conta por dívidas mais baratas

Escrito por Flávia Marques em 06.09.2019 | Atualizado em 18.09.2019

  • 0 Likes

Manter as contas em dia é uma realidade distante para muitos brasileiros: hoje, mais de 30 milhões estão superendividados, ou seja, têm dívidas maiores do que o orçamento mensal suporta. A situação fica ainda pior porque, para cobrir as despesas, muitos recorrem a um dos financiamentos mais caros do mercado e passam a encarar os exorbitantes juros do cheque especial.

Também conhecido como limite pré-aprovado, o cheque especial é uma das modalidades de crédito mais utilizadas pelo brasileiro e tem taxas que chegam a 12,7% ao mês, ou 318,6% ao ano. Os valores, que assustam, levam o consumidor ao mau endividamento. 

Uma pesquisa do aplicativo de controle de despesas Guiabolso analisou dados de 179 000 usuários e verificou que, em média, as pessoas que se endividaram com o cheque especial ficaram 16 dias na modalidade em julho. 

Receba conteúdos exclusivos
Não perca nenhuma novidade, assine nossa newsletter.
Cadastro efetuado com sucesso!
Erro ao enviar sua inscrição. Por favor, tente novamente.
Preencha esse campo obrigatório.
Preencha esse campo obrigatório.
Selecione uma opção no menu suspenso.
 

Juros do cheque especial prejudicam o orçamento

Mesmo que para alguns sejam pareçam inofensivos, os juros do cheque especial tomam um valor significativo do orçamento do consumidor. Na base de usuários avaliada pelo Guiabolso, os que recorreram a essa modalidade de crédito gastaram, em média, 120 reais por mês apenas em taxas na modalidade. 

“Apesar das taxas exorbitantes, o cheque especial é visto como atrativo para muitos consumidores por conta da facilidade da contratação. A conveniência acaba se tornando um diferencial”, comenta Júlio Duram, diretor de produto e tecnologia do Guiabolso. 

Outro fator que contribui para que o consumidor recorra a essa linha de crédito é a falta de transparência, que pode confundir o cliente. No extrato da conta bancária, em papel ou no internet banking, o usuário geralmente enxerga o saldo somado ao limite disponível. “Isso é uma armadilha, porque faz com que muitas pessoas pensem que têm todo aquele valor para gastar”, diz Júlio. 

Trocar dívidas caras por dívidas baratas: abandonando o cheque especial

Tendo em vista os altos juros do cheque especial, recorrer a outras linhas de crédito pode significar trocar uma dívida cara por outra mais barata. Nesse caso, alguns tipos de empréstimo são interessantes pois permitem que o tomador coloque um bem como garantia de pagamento e consiga melhores condições - o que inclui taxas mais baixas e maiores prazos. 

Alguns exemplos são o empréstimo consignado público (com taxas que giram em torno de 1,6% ao mês) e o consignado privado (2,5%). Nesses modelos, as parcelas são descontadas direto da folha de pagamento dos funcionários. Para aqueles que têm uma propriedade, como um automóvel, usar o bem como garantia pode dar acesso a empréstimos com taxas de juros de, em média, 3% ao ano. 

Em julho, os usuários do Guiabolso ficaram, em média, com 1 084 reais de saldo negativo. No cheque especial, se essa dívida rolasse em em 12 meses, o consumidor pagaria 3 478 reais de juros. Com um empréstimo com taxas de 5,8% ao mês, os juros seriam de 451 reais. Isso significa que, na troca do cheque especial pelo empréstimo, a economia seria de 3 027 reais, aproximadamente. 

O X da questão está nos tipos de juros praticados. O cheque especial segue o modelo de juros compostos: dia após dia, a dívida cresce, podendo virar a famosa bola de neve. “Quando o consumidor não cobre aquele débito, o valor vai acumulando de maneira assustadora. Com o passar do tempo, sair dessa situação fica cada vez mais difícil”, pondera o especialista do Guiabolso. Nos demais empréstimos, como o com garantia, a cobrança de juros é sobre as parcelas, o que proporciona maior controle da dívida. 

Comparar taxas é fundamental para escolher modalidades de crédito mais saudáveis

Ainda que algumas modalidades de empréstimo sejam mais saudáveis do que o cheque especial, vale lembrar que as taxas de juros ainda podem variar entre instituições financeiras e outra. Por isso, o consumidor deve ficar atento para identificar qual é, de fato, a melhor opção disponível no mercado. 

Júlio Duram chama a atenção para um ponto importante: muitos consumidores dão preferência para realizar operações nos bancos onde já são correntistas e, por isso, não comparam condições oferecidas em instituições diferentes. 

“Esse comportamento é mais prático e cômodo; mas, ao mesmo tempo, perigoso”, considera o especialista. “No Brasil, ainda temos uma competitividade baixa na oferta de crédito, por conta da alta concentração bancária. O ideal é não ficar preso somente aos ‘bancões’ e pesquisar, também, as condições oferecidas por fintechs e instituições financeiras à parte do grande sistema”, recomenda. 

Como não cair no cheque especial? 

Tão importante quanto pensar em maneiras de sair do cheque especial é se organizar para não entrar nessa situação. Júlio Duram defende que controle é palavra de ordem para obter sucesso nesse sentido.

Quando o consumidor costuma utilizar o limite do cheque especial por meses consecutivos, isso pode ser um sinal de que está gastando mais do que ganha e precisa rever o seu estilo de vida e hábitos de consumo. “Uma boa maneira de retomar o controle das finanças é fazer um planejamento financeiro considerando uma renda menor do que a que você tem”, aconselha Duram. 

O primeiro passo é ter em mente o quanto você realmente ganha, ou seja, a sua renda líquida. Quem é funcionário CLT, por exemplo, costuma confundir a sua renda com o salário bruto, aquele registrado em carteira. 

Para saber quanto dinheiro tem disponível por mês, considere os descontos previdenciários, imposto de renda e todas as taxas aplicadas, que devem ser demonstradas no holerite. 

Depois, é hora de programar a sua vida para viver com menos. “Quem ganha 5 000 reais, por exemplo, pode planejar a sua vida com 4 000 reais. É uma maneira de ter sempre uma sobrinha no orçamento e evitar cair no cheque especial em situações de emergência”, aconselha Júlio. 

Receba conteúdos exclusivos
Não perca nenhuma novidade, assine nossa newsletter.
Carregando...
  • 0 Likes
Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.
Revolucionando o empréstimo no Brasil

Quem somos

As transformações do mundo exigem cada vez mais de nós. Mais funções, mais responsabilidades, mais conhecimento. Mais, mais e mais. Mas o que Creditas e Exponencial têm a ver com isso?

Somos movidos por fazer a diferença na vida das pessoas. Se vivemos o tempo das informações ilimitadas, é nossa função criar e filtrar diferentes conteúdos aos nossos leitores, para que o conhecimento financeiro deles cresça exponencialmente.

Exponencial. Informação é fonte de crescimento.

A Creditas é uma plataforma digital que atua como correspondente bancário para facilitar o processo de contratação de empréstimos. Como correspondente bancário, seguimos as diretrizes do Banco Central do Brasil, nos termos da Resolução nº. 3.954, de 24 de fevereiro de 2011.

Creditas Soluções Financeiras Ltda. é uma sociedade limitada registrada sob o CNPJ/MF 17.770.708/0001-24, com sede na Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, 105, 12º andar Itaim Bibi, São Paulo – SP, 04571-010