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    Aplicativos, cafezinhos: veja 10 gastos invisíveis – e fuja deles 

    Em meio a tantas opções e serviços digitais, controlar os gastos na vida moderna se tornou um grande desafio. O susto com a
| Atualizado em: 26/08/2019

Estudo divulgado pelo Guia Bolso indica que aplicativos de transporte consomem até 10% do orçamento mensal. Conheça outros exemplos desses gastos que corroem o orçamento doméstico 

Em meio a tantas opções e serviços digitais, controlar os gastos na vida moderna se tornou um grande desafio. O susto com a fatura do cartão e a sensação de não saber exatamente como gastou tanto tem uma explicação que passa despercebida na maioria das vezes: os gastos invisíveis. Um desses custos foi percebido pelo securitário Marcos Nunes, de 28 anos. A praticidade dos aplicativos de corrida se tornaram um hábito e, sem que ele percebesse, em um período de três meses, a despesa com tais serviços dobraram em seu orçamento no último ano.

“Já houve meses em que cheguei a pensar que com o valor das corridas no final do mês, eu poderia pagar a parcela de um carro popular. Quando vi que estava demais, passei a utilizar esses serviços só em casos de extrema necessidade, pois é muito fácil perder o controle sem perceber”, completa.

O exemplo de Marcos não está distante do que acontece com muitos brasileiros. Um estudo da plataforma de finanças pessoais GuiaBolso, divulgado em junho de 2019, trouxe um panorama sobre o consumo por meio de aplicativos pode comprometer o orçamento mensal dos brasileiros. 

De acordo com o levantamento, apenas os gastos com os principais apps de transporte comprometem, em média, 9,5% da renda dos 72 000 usuários que utilizaram esse tipo de serviço em maio. O valor médio de gastos com esses aplicativos foi de 119 reais por mês. 

Na sequência, aparecem as despesas relacionadas a aplicativos de entrega de comida, que consumiram cerca de 8,1% da renda dos 30 000 usuários que utilizaram esse serviço. Outro vilão do chamado gastos invisíveis são as mensalidades com aplicativos de streaming de música e filmes, que figuram no orçamento com uma pressão pequena, em 3%, porém, que pode atrapalhar as contas ao final do mês.

Gastos invisíveis: como surgem as pegadinhas

Os gastos se tornam invisíveis porque, culturalmente, o brasileiro não possui o hábito de se planejar financeiramente. Segundo pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas, 46% dos brasileiros não conseguem controlar seus orçamentos. Como consequência da falta de cuidado com o orçamento, a margem para que pequenos gastos se tornem grandes dívidas é maior.

Na visão de Julio Duran, diretor de produto e tecnologia do Guia Bolso, a falta de planejamento financeiro faz com que custos rotineiros, como o uso de aplicativos de transporte e entrega de comida “pareçam” imperceptíveis e tendem a se tornar um problema no longo prazo. 

“A pessoa pensa que será apenas mais um pequeno custo, mas no fim do mês, a soma se transforma numa conta grande”.

O surgimento desses custos estão camuflados em pequenos hábitos diários, como um simples café fora de casa, aquela preguiça de voltar pra casa no transporte público, ou até mesmo quando você escolhe um filme lançado com exclusividade pela sua operadora de TV por assinatura.

Para auxiliar no momento de revisão desses gastos que fogem ao controle, listamos 10 gastos invisíveis que podem comprometer seu orçamento. 

1 – Aplicativos de transporte/Delivery

A liberdade de solicitar um carro para ir ao seu destino de forma mais rápida ou receber a comida em poucos minutos foi incorporada naturalmente na vida moderna. 

Mas atenção: é preciso parar e refletir quando o seu uso está extrapolando o orçamento mais do que deveria. A boa prática para brecar o volume alto desse custo não está necessariamente em cortar o seu uso, mas sim, definir limites. 

“Faça um planejamento diário de quanto pode gastar. Se, por exemplo, você tem 15 reais para gastar por dia em transporte, provavelmente não poderá optar pelo aplicativo”, explica Julio Duran, diretor do GuiaBolso.  “Mas se porventura economizou e acabou tendo uma sobra de 30 reais por dia, talvez o app seja uma boa opção”, completa.

2 – Anuidade do cartão de crédito

O cartão de crédito precisa ser um aliado, não um vilão do seu orçamento. Se você for somar a média de gastos com esse custo por mês, que pode ser entre 30 ou 40 reais por mês, deverá se surpreender com o valor que pode economizar. Isso sem contar que o valor da anuidade tende a subir de um ano para o outro.

Para brecar esse custo, busque negociar o valor da anuidade com o banco operador do cartão. O consumidor pode economizar entre 25% e até 100% dependendo do pacote contratado na sua conta corrente. 

“O ideal é estabelecer um limite financeiro e acompanhar numa planilha todos os gastos, inclusive os futuros (do cartão de crédito)”, destaca Julio Duran. 

3 – Gasto por impulso

Um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em 2018, revelou que seis, em cada dez consumidores, aproveitaram ofertas de crédito para realizar compras por impulso. 

A orientadora financeira, Dora Ramos, avalia que as compras por impulso são muito comuns em um contexto consumista – principalmente por sermos bombardeados o tempo todo com propagandas e mensagens incentivando as compras. 

“Muitas vezes a compra por impulso vira um arrependimento. Então o ideal é saber claramente o quando você ainda pode gastar do seu limite financeiro mensal para evitar esses gastos”, explica a orientadora financeira Dora Ramos. 

4 – Ofertas de supermercado

As promoções de supermercados são sempre tentadoras, mas será que você realmente precisa daquele produto em oferta ou está comprando apenas porque está mais barato? A ideia de economizar no supermercado não está necessariamente em comprar itens que você não está necessariamente precisando. 

De acordo com a especialista financeira, é necessário separar desejo de necessidade nesse momentos. Uma dica interessante para reduzir esse hábito por impulso no supermercado é fazer compras semanais. Monte uma lista de fácil acesso sobre os mantimentos a comprar e, assim que algum acabar, adicione o produto a essa lista. Com isso, você terá o controle do que é essencial comprar e não terá margem para adicionar itens que você não está precisando no carrinho. 

5 – TV por assinatura 

Tal como os planos de celulares pós-pagos, os pacotes de TV por assinatura também estão entre os gastos invisíveis. Isso porque nem tudo que você quer assistir está disponível nas programações dos canais, concorda? As empresas desse segmento oferecem filmes e séries que podem ser comprados separadamente do pacote assinado e é nesse momento que mais um gasto invisível pode surgir no seu orçamento.

“São gastos que temos mais dificuldade de assimilar porque geralmente estamos no conforto do lar. Queremos apenas assistir e deixamos a preocupação com o pagamento pra depois”, explica a educadora financeira. 

6 – Passeio no shopping

Uma pequena caminhada por alguns corredores do shopping e você poderá sair de lá segurando sacolas sem se dar conta. Segundo a pesquisa da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) em parceria com a GFK, a média de tempo de um frequentador no shopping é de 76 minutos e o tíquete médio é de 196 reais. Esse valor pode fazer uma grande diferença no seu orçamento mensal, concorda? 

O ideal, quando você precisar ir ao shopping center, é que você tenha um objetivo claro e tente evitar a entrada em lojas com itens que você não precisa no momento. 

7 – Multas por atraso de pagamento

Assim que você se esquece de pagar uma conta, seja ela boleto ou cartão de crédito, terá de arcar com juros que tornarão o montante das suas dívidas maior. A população possui muita dificuldade com esse gasto invisível: cerca de 62,6 milhões de brasileiros encerraram o ano de 2018 com alguma conta em atraso e CPF negativado. Esse número representa pelo menos 41% da população adulta, segundo dados do SPC Brasil divulgados em janeiro. 

“Se o atraso for em mais de uma conta, seja ela boleto ou cartão de crédito, o valor pago em juros pode prejudicar muito a sua capacidade de controle, porque os juros ficam camuflados do valor final”, alerta Dora. 

Para evitar o pagamento de contas em atraso, considere incluir algumas opções como cartão de crédito e contas de água ou luz no débito automático. Deste modo, você evita o arcar com tarifas por atraso. 

8 – Teste grátis

Um dos atrativos de muitas empresas empresas ao consumidor é oferecer um período gratuito para testar novos serviços. Mas, não se engane: em alguns casos, a cobrança pode começar a ocorrer e, sem que você se dê conta, o gasto já entrou no seu orçamento doméstico. 

Por isso, tenha sempre em mãos um controle com os serviços que você contratou e, em caso de testes gratuitos, marque na sua agenda a data em que o período vai se encerrar e verifique se realmente vai continuar utilizando esse serviço. 

9 – Cafezinhos e refeições fora de casa

Existem muitos momentos em que a tentação de comprar um lanche ou fazer a refeição não planejada fora de casa fala mais alto. 

Quando não contabilizado, esse gasto invisível pode ser um alto fator corrosivo em seu orçamento. Afinal, se você gasta 7,50 reais todos os dias com um café e um pão na chapa, por exemplo, serão 150 reais mensais do seu orçamento apenas para esse curto. Em um ano, esse valor seria de 1 800 reais. 

A dica da orientadora financeira Dora Ramos é criar o hábito de cozinhar em casa. “É mais barato e, muitas vezes, mais saudável. A dica é separar um tempo a mais para fazer isso no seu ambiente, seja para tomar café da manhã ou na hora do jantar, quando bate aquela vontade de pedir algo via delivery”, diz. 

10 – O truque do frete

As compras pela internet se tornaram um hábito entre os brasileiros. Não à toa, 75% dos jovens se tornaram consumidores assíduos por meios virtuais, segundo dados da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

O grande perigo dessa modalidade está em “aproveitar” a ocasião de compra para levar mais produtos apenas para “compensar” o preço do frete. Atingir um limite de compras apenas para não pagar pelo frete é um gasto invisível que certamente pode comprometer o seu orçamento. 

O ideal é que você consulte as normas do e-commerce em que deseja fazer a compra e veja se existem descontos para frete, mesmo que o produto demore um pouco mais do que o normal para chegar à sua residência. 

Gastos visíveis: crie um plano de ação

Após mapear quais sãos os gastos invisíveis mais prejudiciais ao seu orçamento, é chegado o momento de criar um plano de ação para reverter esse quadro. A boa e velha lista – que pode ser feita em papel ou controlada em aplicativos de organização financeira gratuitos -, é o primeiro passo de tudo. 

Busque anotar a frequência com que você repete determinados gastos ao longo do dia ou da semana e fique atento sempre no montante que esse hábito pode representar no seu cartão. 

Caso não seja fã de planilhas, existem aplicativos fáceis e práticos de usar, que ajudam muito a controlar o orçamento, como o GuiaBolso, Organizze, entre outros. 

Outro ponto a ficar atento é que não é necessário realizar cortes drásticos para organizar as finanças. As boas práticas da educação financeira indicam que é mais fácil você estabelecer limites aos gastos que costumam se repetir do que, necessariamente, cortá-los. 

Quando você impõe um limite para cada custo, a possibilidade de se assustar com a fatura no final do mês é consideravelmente menor.

Postado por Vinicius Gonçalves

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