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Fraudes na internet despertam desconfiança do consumidor brasileiro

No último ano, 46% dos internautas foram vítimas de golpe financeiro no Brasil, segundo estudo da CNDL/SPC. Entenda como identificar sites de segurança duvidosa

Escrito por Flávia Marques em 05.11.2019 | Atualizado em 06.11.2019

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Desde que viu o anúncio de um aparelho de ar-condicionado em uma loja virtual, o policial Valtencir Teodoro, de 49 anos, não teve dúvida: quis comprar o produto e aproveitar o desconto de 300 reais oferecido pelo site. Mas, três anos depois de pagar o boleto, o aparelho que deveria ter sido entregue em poucos dias ainda não chegou. Valtencir é parte dos milhões de brasileiros que já sofreram fraudes na internet. 

Só no último ano, mais de 12 milhões de pessoas foram vítimas de algum tipo de golpe financeiro no ambiente virtual, segundo dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Juntas, elas representam quase 50% dos consumidores na internet. 

Logo que percebeu que seu produto não havia chegado mesmo depois do vencimento do prazo de entrega estabelecido pela empresa, Valtencir entrou em contato por meio do telefone disponível no site. A loja anunciou um novo prazo, que também não foi cumprido. "Então, decidi pesquisar o nome da empresa no Reclame Aqui, e vi várias queixas sobre produtos não entregues. Logo depois, o site saiu do ar e eu percebi que fui vítima de um golpe", relembra. 

Fraudes na internet deixam consumidor em alerta

Depois da experiência negativa, Valtencir não deixou de fazer compras pela internet, mas está mais cuidadoso. "Agora, sempre procuro um telefone para contato e ligo antes, para saber mais sobre a loja", conta. "Além disso, pesquiso sobre a reputação da empresa no Reclame Aqui e evito pagar no boleto à vista, pois não há chances de estorno do valor". 

E está comprovado: as fraudes financeiras levam os consumidores que foram vítimas a repensar seu comportamento na internet e a adotar medidas de segurança. 

A conclusão é do estudo mais recente feito em todo o país pela CNDL e pelo SPC em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). De acordo com o levantamento, em cada dez consumidores que foram vítimas de fraudes, sete (71%) já deixaram de comprar em algum site por desconfiar da sua idoneidade. 

O estudo ainda mostra, ainda, que os golpes geram sensação de insegurança. Isso porque menos de um terço dos consumidores que sofreram fraudes financeiras diz confiar nos sistemas de proteção contra fraudes das empresas e 62% acreditam que os fraudadores estão sempre um passo à frente das medidas de segurança.

Como evitar fraudes na internet?

Diante do número expressivo de pessoas que são vítimas de fraudes na internet, levanta-se uma questão importante: afinal, de quem é a responsabilidade pela segurança do consumidor em relação a possíveis golpes? Segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, essa deve ser uma preocupação tanto da sociedade quanto das organizações públicas e privadas. “É um engano pensar que a responsabilidade pela integridade e proteção de informações pessoais caiba apenas ao governo e às empresas. O usuário também precisa adotar medidas de prevenção, sobretudo ao lidar com perfis nas redes sociais e dispositivos eletrônicos”, afirma. 

Em relação ao perfil das vítimas,  Costa ainda chama a atenção para um ponto importante. Na avaliação do presidente, os consumidores mais velhos são mais propensos às fraudes na internet e, por isso, precisam estar ainda mais atentos aos hábitos de compra na web. “O avanço da idade contribui para a diminuição ou perda de determinadas aptidões físicas ou intelectuais que tornam o indivíduo mais suscetível a práticas abusivas e até mesmo a fraudes", defende.  "É preciso que as empresas estejam atentas às particularidades dessa crescente faixa da população para que a mantenham como seu público consumidor oferecendo apoio e segurança”, acrescenta Costa. Alguns cuidados básicos podem ser eficientes na prevenção de fraudes financeiras. Confira, a seguir: 

1- Verifique itens de segurança nos sites de vendas

Nas compras virtuais, o consumidor deve verificar se o site do fornecedor é realmente seguro. No final da página, normalmente aparecem selos de certificados segurança que garantem a proteção de seus dados. Outra maneira de avaliar essa questão é observar o link do site. Domínios que contém o termo “https” são mais seguros. 

2- Pesquise a reputação e reclamações feitas sobre a marca

Em sites como o Reclame Aqui, o consumidor tem acesso à reputação das empresas e reclamações sobre produtos e serviços comercializados. Fique atento às reclamações mais frequentes e avalie como a marca se posicionou diante da opinião do cliente. 

3- Peça opinião à sua rede de contatos 

Na dúvida, conversar com amigos e familiares é uma boa opção. Pergunte se eles conhecem aquele site e se já fizeram compras por meio dele. Em caso positivo, busque saber como foi a experiência para evitar problemas.

4- Proteja as suas informações

Pode parecer absurdo, mas muita gente anota suas senhas e as deixam próximas aos respectivos cartões. Sem dúvida, esse tipo de descuido deixa o consumidor muito mais vulnerável. 

Assim que notar qualquer movimentação financeira estranha, o consumidor deve informar a instituição financeira e, em seguida, registrar um boletim de ocorrência.

5- Desconfie de preços muito baixos 

Além de avaliar o site, o consumidor pode se atentar a detalhes suspeitos na própria oferta. É interessante, por exemplo, avaliar se o preço praticado está muito abaixo da média do mercado. 

Preços muito baixos exigem atenção dobrada. Nessa situação, o consumidor pode ser fraudado de duas formas: não recebendo a mercadoria ou adquirindo itens roubados, pirateados ou contrabandeados.

Fraudes na internet: como resolver? 

O problema das fraudes na internet torna-se ainda maior por outro motivo: muitos consumidores não estão preparados para resolver a situação. Ainda de acordo com a pesquisa da CNDL, 29% das vítimas de golpes contrataram uma empresa para essa tarefa, sendo que em 20% dos casos não houve êxito. Os principais motivos para contratarem terceiros foram não saber o que fazer para resolver o problema (35%), evitar desentendimentos (23%) e constrangimentos (22%).

Ao constatar que foi vítima de fraude financeira, uma das primeiras coisas a se fazer é entrar em contato com a empresa ou instituição relacionada ao caso. Em alguns casos, a própria empresa não está ciente do ocorrido e já pode tomar alguma providência ao ser informada. 

Para compras feitas com cartão de crédito, entrar em contato com o banco para solicitar a verificação ou bloqueio do cartão é outra alternativa. Em casos de clonagem, a responsabilidade passa a ser da operadora da bandeira - e, caso haja demora para solucionar o problema, o consumidor pode acionar o Banco Central. 

Por fim, se a loja não tomar as providências necessárias, a alternativa é acionar o PROCON (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor). Para isso, o consumidor deve reunir todos os documentos referentes à compra e ligar para o número 151, solicitando orientações específicas. 

 

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Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.
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