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Finanças

5 fake news sobre finanças que te impedem de ganhar dinheiro

As notícias falsas também chegaram ao mundo das finanças pessoais, e a Revista Digital Creditas te mostra como não cair nesses boatos

Escrito por Revista Creditas em 04.06.2019 | Atualizado em 12.08.2019

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No último sábado, 1 de junho, comemoramos no Brasil o dia da imprensa. O dia marca a data em que circulou no país a primeira edição do Correio Braziliense, em 1808, um jornal editado em contraponto à publicação oficial da coroa portuguesa. E se no século 19 a disputa de narrativas já existia — quando só havia dois jornais circulando no país —, hoje, em tempos de internet e redes sociais, ela é bem maior. Além de manter a população informada, tornou-se missão da imprensa também impedir que seus leitores acreditem nas notícias falsas que circulam por aí, as “fake news” — inclusive sobre finanças pessoais.

Uma pesquisa do instituto Ipsos em 27 países mostrou que o Brasil é o país que mais cai em fake news. Segundo o estudo, 62% dos brasileiros já acreditaram em uma notícia que, na verdade, era boato. Somente nas redes sociais, de acordo com um levantamento feito pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai), da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 12 milhões de pessoas compartilham notícias falsas sobre política.

Entre especialistas, é consenso a importância do jornalismo profissional no combate à boataria. No Brasil, desde 2015 surgiram diversas iniciativas de checagens de fatos que se dedicam a verificar os boatos que surgem principalmente nas redes sociais e também o discurso de autoridades públicas que, muitas vezes, distorcem dados para justificar suas ações.

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No ano passado, uma pesquisa de uma dessas iniciativas, o site de checagem de fatos Aos Fatos, mostrou que quase 50% das pessoas já tomaram uma decisão baseada em uma notícia que depois descobriram não ser verdadeira.

Pode ser uma decisão simples, como seguir ou não uma pessoa na rede social. Mas também podem ser escolhas importantes, como tomar ou não um medicamento, uma vacina, e até mesmo optar ou não por um investimento financeiro.

Fake news: impacto nas finanças

Pois é. As notícias falsas podem prejudicar o avanço da educação financeira no Brasil. Há décadas, mitos são perpetuados como se fossem verdades e, além de impedir muita gente de ganhar dinheiro, acaba ajudando pessoas a perdê-lo.

Para evitar que isso aconteça com você, a Revista Digital Creditas ouviu Alexandre Prado, mestre em economia e fundador da Núcleo Expansão, para listar os principais mitos “fake news” para o seu planejamento financeiro.

1. Cartão de crédito é sempre ruim para as finanças

Costumeiramente o cartão de crédito é visto como um vilão das finanças pessoais. Porém, o especialista afirma: o cartão de crédito não é ruim. O problema está em quem não sabe usá-lo da maneira correta.

Ao contrário do que muita gente pensa — e diz por aí —, o cartão de crédito pode ser um um grande aliado no controle de despesas. Ele pode ajudar, por exemplo, na centralização dos gastos — gastos centralizados são mais fáceis de controlar.

Além disso, dependendo da bandeira do seu cartão, ele pode gerar pontos e milhagens, e você pode trocá-los por recompensas que vão de eletrodomésticos a passagens aéreas.

“O cartão de crédito só se torna ruim quando a pessoa não sabe utilizar e se endivida desnecessariamente”, diz Prado.

O mais importante nessa situação é entender a planejar as finanças, anotar o orçamento do mês e compreender que o dinheiro usado no cartão corresponde ao seu gasto mensal – e não que você tem uma verba acima do que imagina, por ter dinheiro na conta corrente.

2. A poupança é o melhor investimento sempre

Não é bem por aí. Como a metodologia de cálculo de rendimento da poupança está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, nem sempre ela é o investimento que rende mais.

“Na verdade, atualmente, a poupança tem se mostrado um dos piores investimentos”, diz Prado. Como a taxa Selic está baixa, a rentabilidade dela também será menor.

É verdade que a poupança é um tipo de investimento seguro e tem liquidez financeira – é possível pegar o dinheiro de volta a qualquer momento. Mas, segundo Prado, é possível fazer investimentos que rendam mais e também tenham risco baixo. Como o Tesouro Direto, por exemplo.

Poupar o dinheiro é diferente de guardá-lo na poupança. Fique atento e pesquise quais são os investimentos que mais fazem sentido com o seu perfil de finanças.

3. Investimento é só para quem tem muito dinheiro

Investir, na verdade, é um comportamento. Para poupar ou acumular recursos das suas finanças, você não precisa de muito dinheiro. Pode, aliás, começar com bem pouco.

“Existem investimentos que não demandam grandes quantias. Com 100 reais, 150 reais, você pode investir no Tesouro Direto, por exemplo”, diz Prado.

O segredo é informar-se. Se você ficar presos a mitos de finanças pessoais como esse, ou a aqueles que dizem, por exemplo, que só a poupança é um investimento seguro, você não conhecerá todas as opções que podem se encaixar à sua renda e ao seu estilo de vida.

4. É impossível economizar estando endividado

É possível economizar estando endividado — depende da natureza da sua dívida. “Há dívidas como cheque especial e cartão de crédito que são muito ruins e tem juros muito altos”, explica Prado.

“Por outro lado, há dívidas que são boas. O financiamento da casa própria, um investimento para capital de giro da empresa: essa dívida é positiva, está contribuindo para o crescimento do seu patrimônio.”

Se você pensar em porcentagens distintas sobre cada tipo de gasto, como um valor máximo para aluguel, contas básicas, lazer e para investir, você consegue organizar suas finanças pessoais para depositar religiosamente todo mês uma quantia mensal para fazer seu pé de meia.

Mais que isso: quando você está endividado, é a hora de organizar as finanças e guardar dinheiro. Isso é fundamental para quitar a dívida de uma vez – principalmente se você estiver inadimplente e com o nome sujo no mercado.

5. O empréstimo é um inimigo

O empréstimo pode ser, na verdade, seu aliado nas finanças pessoais. Ele pode te ajudar, por exemplo, a trocar uma dívida cara por outra mais barata, a realizar projetos e sonhos pessoais, como viajar, reformar a casa, empreender.

“Você pode trocar uma dívida com altas taxas de juros, como cheque especial e cartão de crédito, por outra com taxas menores, como o crédito consignado ou o empréstimo com garantia”, diz Prado. “Se você conseguir fazer isso, o empréstimo vai, na verdade, te ajudar.”

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