Revolucionando o empréstimo no Brasil
Crédito e empréstimo

Para especialista, motivações de uso do empréstimo pessoal precisam estar claras

George Sales, professor do Ibmec SP, indica que para evitar prejuízos no orçamento, população deve entender ao certo quando contratar; quais são os riscos e como se organizar

Escrito por Revista Creditas em 04.06.2019 | Atualizado em 27.06.2019

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O empréstimo pessoal já é um velho conhecido na vida dos brasileiros. Concedido por bancos e instituições financeiras às pessoas físicas, ele atrai aqueles que precisam de dinheiro rápido e com pouca burocracia. Isso porque, muitas vezes, os clientes já têm um limite pré-aprovado nas instituições. Se precisam usá-lo, a transação é feita on-line e em poucos minutos o dinheiro já está na conta. Ou seja, você não precisa  comprovar para que precisa do valor e nem oferecer uma garantia de que pagará sua dívida.

Mas por isso mesmo, a modalidade também tem seus pontos de atenção: os juros podem ser mais altos do que o de outros produtos, como o crédito consignado e o de garantia. Por exemplo: segundo um estudo elaborado pelo Banco Central, para o empréstimo pessoal não consignado sem garantia, a taxa de juros anual é de 92,3 pontos percentuais superior àquela cobrada na mesma operação de empréstimo com garantia.

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Empréstimo pessoal: do alívio a bola de neve financeira

Em 2018, uma pesquisa do SPC mostrou que dois em cada dez brasileiros haviam recorrido a algum tipo de empréstimo nos últimos 12 meses. No caso do empréstimo pessoal, a maior parte o faz para pagar dívidas de cartão de crédito ou cheque especial, por exemplo. Reformar a casa, investir num negócio e fazer uma viagem também estão entre os principais motivos. Na média, entre os entrevistados pela organização, cada um tinha 2 empréstimos.

Mas todo cuidado é pouco. Em outro levantamento, o SPC também mostrou que o empréstimo pessoal em banco ou financeira é a conta com maior tempo médio de atraso entre os brasileiros inadimplentes. A modalidade também a terceira no ranking das que mais levam os clientes a ficarem com o nome sujo.

No mês de junho, a Revista Digital Creditas traz uma série de entrevistas com especialistas para entender as principais modalidades de empréstimo do Brasil. Neste conteúdo, conversamos com George Sales, professor do Ibmec SP, sobre o empréstimo pessoal. Os próximos temas serão: cheque especial, empréstimo consignado e empréstimo com garantia.

Confira trechos da entrevista, a seguir:

O empréstimo pessoal é um amigo ou inimigo das finanças pessoais?

Isso depende da necessidade de se fazer o empréstimo pessoal. Muitas vezes em nossas vidas precisamos de um montante extra, acima de nossa renda ou patrimônio, e o empréstimo pessoal é a solução mais rápida e cômoda.

Mas justamente por essa disponibilidade é que pagamos caro pelos juros do empréstimo pessoal. Para o empréstimo pessoal ser amigo das finanças pessoais é preciso que fique bem claro ao tomador quais os motivos e as reais necessidades desse recurso facilitado.

Em que situações é recomendável fazê-lo? E quando não?

Basicamente, o empréstimo pessoal só é recomendável, dentre essas três opções:

Pagar consumo feito no passado: Neste caso, o tomador já realizou um endividamento anterior e, portanto, a opção do ‘não pagamento’ está descartada. Neste caso, é preciso esgotar todas as possibilidades de renegociação da dívida pelo consumo feito, antes da utilização de um empréstimo. Também podemos considerar a rolagem de dívidas nesse grupo.

Para realizar um novo consumo: É preciso verificar a real necessidade. Se for para um caso de saúde, por exemplo, não há muito o que criticar, pois a decisão já está tomada e a urgência se faz necessária. Agora, se for para consumo que não vise algo realmente nobre, é preciso ter muita parcimônia na decisão e ponderar a real necessidade do empréstimo pessoal. Outro exemplo clássico é realizar dívida em nome de outrem (parente ou não). Essa é a pior forma de empréstimo pessoal.

Para realizar um investimento: Neste caso, quando o investimento visa aumentar a renda futura do tomador, essa é a forma mais “nobre” de empréstimo pessoal. Pode ser para realização de um curso, montar um negócio pessoal, realizar uma aplicação financeira, investir em um imóvel, entre outros.

O que levar em conta antes de optar por um empréstimo pessoal em uma instituição?

Em primeiro lugar, deve-se considerar as taxas de juros e as garantias. Deve-se pesquisar muito.

Atualmente, há fintechs que se propõem a fornecer vantagens competitivas em relação às grandes instituições financeiras. Há também formas, que por sua natureza, atribuem menor taxa de juros como é o caso do empréstimo consignado.

Outro ponto muito importante e muitas vezes sonegado é a possibilidade da portabilidade da dívida já constituída, passando de uma instituição para outra que apresente menor taxa de juros.

Quais são os principais riscos?

O principal risco é a omissão do devedor a sua própria condição. Muitas vezes, o problema do endividamento está no comportamento do indivíduo e não na condição financeira. É preciso um grande autoconhecimento de suas condições e conhecimento das modalidades de empréstimos.

Muitas pessoas preferem o endividamento no cartão de crédito porque têm vergonha de negociar diretamente suas dívidas; outras fazem isso no limite do cheque especial. Esses produtos financeiros historicamente são os que possuem maior taxa de juros.

O que fazer se eu não conseguir pagar meu empréstimo pessoal? Como me organizar para não virar uma bola de neve?

Neste caso, é recomendável, o quanto antes, tentar uma renegociação para ajustar as parcelas e taxas de juros vigentes.

Adicionalmente, é preciso limitar os novos gastos e promover o corte do supérfluo.

O empréstimo pessoal está em expansão no país?

Sim. Principalmente agora que as fintechs estão ganhando espaço com modalidades de créditos mais direcionadas.

Não perca: no dia 11 de junho, publicaremos o conteúdo sobre cheque especial.

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