Revolucionando o empréstimo no Brasil
Crédito e empréstimo

Estudo revela os efeitos positivos do crédito com garantia

Análise do Banco Central demonstra como as garantias diminuem o risco da operação de empréstimo - o que, consequentemente, torna o crédito mais barato

Escrito por Revista Creditas em 28.05.2019 | Atualizado em 25.06.2019

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Conseguir empréstimo nem sempre é tarefa fácil para os brasileiros, mas é a realidade diária de muitos daqueles que querem pagar dívidas ou realizar sonhos. O problema é que no Brasil o cliente ainda sofre, e muito, com os juros altos. Quando se trata de dívidas de cartão de crédito, por exemplo, o Brasil lidera o ranking de juros na América Latina. Para fugir das cobranças abusivas, a melhor solução é aquela que deixa a instituição financeira mais segura de que não levará um calote: o crédito com garantia. Oferecendo algo em troca caso não pague sua dívida, ela não precisa cobrar juros mais altos temendo o desfalque.

Um estudo divulgado no dia 28 de maio pelo Banco Central demonstra exatamente isso. De acordo com a análise, as transações de crédito com garantia possuem taxas de juros significativamente menores do que aquelas que não contam com proteção.

Por exemplo: para o empréstimo pessoal não consignado sem garantia, a taxa de juros anual é de 92,3 pontos percentuais superior àquela cobrada na mesma operação de empréstimo com garantia.

“Os juros são mais baixos, os valores emprestados podem passar dos milhões de reais e os prazos podem chegar a até 20 anos. Os juros podem ser ainda menores do que os do crédito consignado”, Alexandre Prado, mestre em economia e fundador da Núcleo Expansão.

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Para fugir dos juros exorbitantes, a saída é buscar por modalidades em que o risco de inadimplência seja menor. Afinal, quanto menor o risco da instituição tomar um calote, mais fácil de negociar uma taxa de juros justa. Por isso, uma boa opção é oferecer uma garantia de que você pagará sua dívida.

Mercado do empréstimo e a realidade brasileira

Em julho do ano passado, um estudo do SPC Brasil mostrou que dois em cada dez brasileiros tinham recorrido a algum tipo de empréstimo nos 12 meses anteriores. A maior parte deles (23,7%), para quitar dívidas. Mas boa parte o fez também para realizar sonhos: reformar a casa (19,4%), abrir um negócio (14,7%) ou fazer uma viagem (14,6%).

Bom para os tomadores de crédito e bom também para a economia como um todo. Em 2018, o saldo de empréstimos ofertados pelos bancos encerrou 2018 com crescimento de 5,5%, chegando a R$ 3,2 trilhões. Em relação a tudo o que o país produz, o nosso Produto Interno Bruto (PIB), o saldo do crédito chegou a 47,4%.

“Existe uma relação direta entre disponibilidade de crédito e desenvolvimento econômico: quanto maior a disponibilidade do primeiro, maior é o segundo”, diz Prado. “A ampliação do mercado de crédito vinha sendo um dos propulsores do crescimento da economia do Brasil antes da atual crise.”

O terror dos juros altos

A grande questão é que, por aqui, os bancos cobram juros bem mais altos quando emprestam dinheiro do que pagam para os investidores que aplicam em investimentos financeiros. O nome disso é spread bancário. A maior parte dele, cerca de 40%, vai para uma reserva do banco contra a inadimplência - se você não pagar sua dívida, ele não fica no vermelho. Outra parte vai para o lucro do banco, impostos e custos administrativos.

“Um dos principais fatores indicados pelos bancos é o risco elevado para quem o concede. Apesar de ter reduzido nos últimos dois anos, a inadimplência no Brasil ainda é considerada muito alta”, diz Prado.

O spread no Brasil é um dos mais altos do mundo. Logo, os juros também ficam lá em cima, principalmente quando se trata de modalidades como o cheque especial e o rotativo do cartão, em que a inadimplência é maior.

O país lidera o ranking de juros de cartão de crédito na América Latina, por exemplo.  “Por outro lado, as linhas de crédito que oferecem mais segurança, como o caso do empréstimo consignado (vinculado a uma folha de pagamento) ou  crédito com garantias (imóveis, por exemplo), oferecem taxas mais baixas”, explica. Justamente por estarem ligados a um bem - o que diminui o risco da operação.

E apesar da maior parte dos tomadores de crédito escolherem a instituição em que vão realizar o empréstimo levando em consideração a opção que oferece as menores taxas e juros, os números do SPC mostram que dois em cada dez brasileiros não analisam as tarifas e os juros cobrados ao adquirir o serviço. Há aqueles que não pensam nisso na hora e também os que precisavam tanto do serviço que o contrataram independentemente de custos.

Por que o crédito com garantia é diferente?

Na prática, no crédito com garantia o cliente oferece um bem à instituição - um veículo ou um imóvel, por exemplo - e consegue juros mais baixos, além de prazos maiores para pagar. Em caso de inadimplência, a instituição pode vender esse bem para não ficar a ver navios.  

O estudo do SPC mostra que, em 2018, 46,6% dos credores solicitaram algum tipo de garantia para concessão do valor a ser emprestado. As mais solicitadas no crédito com garantia foram imóveis (10,7%), seguro (10,3%) e fiador (9,9%).

No caso do crédito com garantia de imóvel, a modalidade tem mesmo potencial para crescer no Brasil: números do IBGE mostram que 7 em cada 10 imóveis podem ser utilizados para a obtenção de crédito aqui no Brasil. Também conhecida como home equity ou refinanciamento de imóvel, ela oferece a oportunidade do cliente utilizar parte do valor do imóvel, sem ter que vender ou alugá-lo. É uma boa opção, por exemplo, para as pessoas com dívidas que comprometem o orçamento mais do que o tolerável.

Já no refinanciamento de veículo, a garantia da operação é um automóvel, e as condições de juros e pagamentos estão relacionadas não só ao perfil do cliente, mas também à situação do automóvel, como estado de conservação e ano do modelo, por exemplo.

Vale lembrar que a posse e a propriedade do cliente continuam preservadas. Aquela história de que a instituição vai ‘tomar o bem’ de quem busca o crédito é um mito. O processo de retomada da garantia é iniciado apenas após o cliente se tornar inadimplente – e se esgotarem todas as alternativas de renegociação da dívida.

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