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Educação financeira: 14 dicas para realizar seus projetos pessoais

Fundamental na vida de todas as pessoas, a educação financeira é uma ponte fundamental entre você e os seus objetivos, sejam eles financeiros ou não

Escrito por Revista Creditas em 17.04.2018 | Atualizado em 16.08.2019

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Educação financeira é um dos assuntos que todo mundo deveria estudar desde pequeno. Isso não significa só aprender a cortar gastos, economizar e juntar dinheiro. É um mecanismo para você se conhecer, perceber quais são suas prioridades e manter suas finanças equilibradas durante toda a vida. 

O resultado disso tudo é o crescimento pessoal e a estabilidade emocional. Afinal, ninguém fica tranquilo com dívidas acumuladas, a conta no vermelho e sonhos emperrados. O segredo para evitar esse ciclo que acaba atrasando avanços importantes na sua vida é criar um planejamento financeiro pessoal. 

É, na verdade, um modo de você repensar a forma como tem usado seus recursos. Deve perguntar a si mesmo: “ultimamente tem sobrado dinheiro ou uso o salário apenas para as contas?” “Tenho metas financeiras para o futuro?” Ao traçar prioridades você, naturalmente, deixa gastos desnecessários de lado para focar o capital em projetos pessoais.

A melhor parte disso é que você passa a controlar seu dinheiro em vez de se desesperar com a conta bancária. E precisamos destacar: não existe idade mínima ou máxima para começar, o importante é tomar iniciativa.  

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O que é educação financeira?

Se você não entende muito bem esse conceito, a ENEF (Estratégias Nacional de Educação Financeira) define como um processo no qual os indivíduos melhoram a sua compreensão em relação ao dinheiro e produtos com informação, formação e orientação. “Nesse sentido, geram-se os valores e as competências necessários para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos envolvidos. Para assim poderem fazer escolhas bem informadas”.

Ou seja, com a educação financeira você aprende a analisar riscos, benefícios de uma compra e como ela pode impactar seu orçamento. Isso te ajuda nas tomadas de decisões, na hora de encarar um banco oferecendo um produto ou uma roupa em promoção. Com isso também é possível pensar no seu futuro e planejar para onde vai seu dinheiro.

A administradora e consultora de finanças pessoais Laura Melaragno,  define esse conceito como uma educação que a gente não tem, mas que é necessária desde criança para tornar as pessoas mais conscientes com relação, principalmente, ao valor do dinheiro. Por isso, a educação financeira na escola é um aspecto importante para moldar a personalidade dos consumidores do futuro.  

A importância da Educação Financeira

O caminho para a estabilidade financeira exige comprometimento e muita organização, de modo que confiar apenas na sua cabeça para calcular seus gastos não é o suficiente. Colocar os gastos no papel, anotar as sobras e planejar riscos é fundamental para que você obtenha tranquilidade em relação às suas finanças mesmo em um momento de dificuldade econômica. Veja alguns pontos importantes:

Planejamento financeiro

Esse processo envolve muita organização, desde a sua relação com o dinheiro até o tipo de compra que você passa a priorizar (ou despriorizar). Depois de adotar uma postura mais cuidadosa com seus gastos, você redefine o que é mais importante, entende se aquela compra era realmente necessária ou se foi apenas um impulso.

Finanças pessoais

Quando você aprende a usar seus recursos nos momentos e da maneira certa evita gastos supérfluos. E mesmo na hora de comprar consegue ponderar melhor os preços de acordo com o que cabe na sua renda. Em vez de se perder nas contas e cair no cheque especial, tem a possibilidade de planejar onde vai colocar o dinheiro.

Qualidade de vida

Quando chegar nesse estágio da educação financeira, significa que o dinheiro trabalha para você. Muitas pessoas sentem o impacto real da prática em suas vidas, de modo que você não precisa mais usar o salário só para pagar contas, mas sim, investir no que te faz feliz. Afinal, à essa altura você vai conseguir acumular o capital com mais facilidade ao longo do tempo.

Satisfação e equilíbrio emocional

Nada melhor do que ver dinheiro sobrando na sua conta bancária e aquele projeto pessoal a caminho de ser concretizado. Embora o clichê seja que dinheiro não traz felicidade, o trabalho de se dedicar às finanças gera resultados positivos. Isso te deixa satisfeito consigo mesmo por ter atingido uma meta, eleva sua autoestima e, consequentemente, garante uma boa saúde emocional. E ainda é um incentivo para continuar poupando e investindo no que realmente vale a pena.

Educação financeira infantil

Fica muito mais fácil lidar com suas finanças se você for estimulado desde cedo a refletir sobre esse assunto, não é mesmo? A alfabetização financeira ganhou espaço na área da educação e desde 2005, a OCDE recomenda o tema como boa prática já no ensino básico, também conhecido como fundamental.

Países que já incorporaram esse método já conseguem recolher os frutos. Nos Estados Unidos, onde 27% dos jovens adultos conseguem analisar a diversificação de risco com uma conta rápida.

Onde estudar educação financeira

O ideal é que o aprendizado comece desde cedo, quando criança.  Assim, a pessoa inicia a vida adulta sabendo administrar o dinheiro e planejando o futuro.

Entretanto, nunca é tarde para aprender. Afinal o dinheiro faz parte da rotina diária. Mesmo quem já tem contato com a educação financeira desde jovem nunca deve deixar de procurar outros meios para se inteirar sobre o assunto. O mercado muda, aparecem novas soluções financeiras e opções de investimento.

Sem contar as mudanças nas necessidades de acordo com a fase da vida. Em algum momento você paga a universidade, depois vem as prioridades dos filhos, do casamento, da aposentadoria.

E, se você não sabe muito bem onde procurar conteúdos, aqui vão algumas dicas:

Sites especializados

  • Revista Creditas
  • Letras e Lucros

Canais do YouTube:

Cursos de educação financeira online:

Existem cursos cursos indicados para quem quer aprender aos poucos e se aprofundar.

Jornais e revistas:

Livros sobre educação financeira

Almanaque Maluquinho – Pra que dinheiro?

Neste livro dedicado ao público infantil, o cartunista Ziraldo usa seu personagem icônico, o Menino Maluquinho, para ensinar os pequenos a organizarem seu dinheiro desde cedo. A publicação traz sete histórias em quadrinhas que ilustram curiosidades sobre o surgimento da moeda, como o salário foi criado, como os bancos se organizam, entre outras dicas.

Do Mil ao Milhão - Sem Cortar o Cafezinho

Um dos principais nomes do país quando o assunto é Educação Financeira, Thiago Nigro, criador da plataforma O Primo Rico, ensina aos leitores os três pilares principais para conseguir a independência financeira: gastar bem, investir melhor e ganhar mais. A partir de sua própria experiência omo investidor e consultor, o autor destaca que a riqueza pode ser para todos, de modo que a estratégia para consegui-la é o principal diferencial.

Confira abaixo todas as dicas

Embora nem sempre esse processo seja repentino, é importante saber quais os passos importantes para atingir o pleno equilíbrio financeiro. Afinal, por onde é melhor começar? Como deixar de comprar aquela blusa na promoção? Confira.

1. Conheça seus gastos

É importante começar pela renda mensal. Muita gente não sabe exatamente tudo que recebe e paga. E, sem isso, fica difícil você mensurar quanto pode gastar sem ficar no vermelho. Por isso, verifique seu holerite e calcule o salário total de todo mês. Se realizar serviços informais, sazonais ou receber comissão não esqueça de adicionar à soma.

Leve em conta especialmente o valor líquido do salário, ou seja, o dinheiro que sobra depois de ter algumas tarifas descontadas do total, como impostos. Assim, você sabe exatamente quanto pode gastar.

Liste também os gastos fixos, como conta de luz, água, de condomínio ou aluguel. Não deixe de repensar os custos variáveis, como academia, serviços de streaming, como Netflix, ou idas a restaurantes, se eles prejudicarem suas finanças e seus planos futuros.

2. Viva com menos dinheiro do que você ganha

Sobre isso, a administradora e consultora de educação financeira Laura Melaragno afirma: “uma das primeiras dicas que eu dou é começar gastando menos do que recebe”. O ideal é comprometer apenas 30% da sua renda mensal com dívidas, de acordo com a recomendação do Banco Central para conseguir pagar as contas essenciais sem aperto.  

Um dos principais exercícios da educação financeira envolve uma regra que pode direcionar melhor seu dinheiro. Funciona assim: do 100% do seu salário você deve destinar 50% para gastos fixos (conta de luz, água…), 30% para gastos variáveis (lazer, por exemplo), 20% para investir nos seus sonhos.

Mas, isso não precisa ser um padrão. Afinal, as pessoas têm compromissos financeiros diferentes. Se você é casado e tem filhos para criar, gasta mais do que alguém solteiro.

3. Definir objetivos/metas

O que é mais importante para você no momento? Tem algum sonho que envolve muito dinheiro? Depois de ver como está sua situação financeira atual, você precisa definir onde quer chegar. Para isso, pode projetar planos de curto, médio ou longo prazo. Por exemplo:

  • Curto: de 6 meses a 1 ano

(Exemplo: viajar nas férias)

  • Médio Prazo: de 2 a 5 anos

(Exemplo: comprar um carro à vista)

  • Longo: entre 6 e 10 anos

(Exemplo: comprar a casa própria)

A partir da criação de metas, você aprende a controlar melhor as despesas. Afinal, com um objetivo maior, como comprar uma casa ou fazer uma viagem internacional, fica mais fácil deixar o impulso das comprinhas de lado.

O planejamento financeiro é muito importante para isso. E nessa parte entra desde a lista do supermercado para não comprar em excesso até a previsão de quanto você irá gastar na próxima viagem. Inclusive, estipule um valor máximo para cada despesa e evite extrapolar.

4. Aposentadoria

Você deve estar perguntando se a aposentadoria entra como uma meta de longo prazo. Dependendo da idade em que você começar a planejar as finanças, sim. Entretanto, ao mesmo tempo, o é ideal que você não olhe para a previdência como uma meta. Afinal, isso irá acontecer mais cedo ou mais tarde. Isso deve fazer parte dos seus investimentos desde cedo.

5. Reveja seus hábitos

Você tem ou tinha o costume de comprar uma roupinha nova toda semana e usar o cartão de crédito para tudo, sem saber se teria como pagar? Então joga esse hábito ruim para lá. Isso só proporciona uma alegria momentânea e adia ainda mais seus planos a longo prazo. Cada despesa extra e desnecessária somada à sua conta é sinônimo de menos capital para o objetivo final.

Em resumo, você deve aprender a economizar, até para resistir às liquidações e ao lado emocional na hora de consumir. As marcas não deixarão de fazer anúncios, preços e produtos “imperdíveis”.

6. Reserva de emergência

Hoje a situação financeira pode estar boa, mas amanhã, não. A economia brasileira costuma variar bastante e mesmo que você controle o dinheiro é importante ter uma reserva para algum acontecimento inesperado. Pode precisar de capital para uma cirurgia, para a aposentadoria e também ninguém sabe se sempre terá um salário ou faturamento para contar. Por isso, crie uma reserva equivalente a pelo menos três salários para evitar empréstimos com juros altos. 

  •  Poupar dinheiro

Para além de criar uma reserva de emergência, poupar dinheiro é um hábito que pode te trazer inúmeros benefícios, como a possibilidade de investir, por exemplo. Mas vale lembrar que antes de movimentar seu dinheiro, é importante criar o hábito de guardá-lo e se planejar para compromissos financeiros de longo prazo.

7. Pesquise sempre

Não é porque aquele celular está em promoção ou o gerente do seu banco ofereceu um empréstimo aparentemente barato que você vai topar de primeira. Um dos principais para a maturidade da sua educação financeira é criar passos para evitar despesas excessivas, e mesmo ser enganado, é pesquisar preços, qualidade do produto e reputação de cada empresa.

Hoje em dia, você pode fazer isso pela internet, inclusive verificar sites como o Reclame Aqui, onde muitos consumidores deixam comentários sobre sua experiência com a instituição. Além de checar a Razão Social e o CNPJ da empresa para ver se existe mesmo e evitar fraudes.

Além disso, é possível contar com os sites de busca para se informar cada vez mais, seja por artigos como esse ou por conteúdo audiovisual.

8. Não tenha vergonha de falar sobre dinheiro

Se você divide sua renda com um companheiro, filhos e sabe que suas finanças estão prejudicadas, deixe isso claro. O melhor é colocar a mão na massa e trabalharem juntos para sair dessa. Até porque você pode ficar muito pressionado por ter de tomar todas as decisões sozinho.

Também é importante ter humildade para aprender com quem já passou por isso e com consultores, especialistas em finanças.

9. Fuja das dívidas caras

Imprevistos acontecem e em algumas situações é necessário solicitar um empréstimo. Se esse for o caso, que seja uma dívida barata. Evite dívidas caras e tóxicas como cartão e cheque especial. Existem opções muito melhores, como o consignado e o empréstimo com garantia.

Uma dívida é boa quando tem taxas baixas e quando é realizada com cautela. Veja se a parcela cabe no seu bolso e insira o pagamento no seu planejamento.

  •  Juros compostos: entenda

Para evitar o endividamento, é importante entender a diferença entre os juros. Os juros compostos são a aplicação de juros sobre juros, ou seja, as tarifas compostas são aplicadas ao montante de determinado período. Eles são utilizados pelo mercado financeiro, pois acabam oferecendo mais rentabilidade às empresas. Nesta modalidade, a taxa de juros sempre é aplicada na soma do capital de cada mês. Se você contratar um empréstimo em alguma instituição financeira, os juros da dívida serão compostos. compostos.

10. Registre seus gastos

Anotar seus passos financeiros é um dos primeiros degraus para dominar de verdade seu dinheiro.

Você pode começar calculando quanto você recebe por mês. Nem todo mundo acompanha isso de perto, mas é importante para saber exatamente quanto é possível desembolsar sem prejudicar o orçamento. Verifique seu holerite e não esqueça de contabilizar serviços extras também, por exemplo se você for freelancer.

Depois, você deve anotar os últimos gastos - por menores que pareçam. Dessa forma você visualiza como um todo quanto tem gastado, o que realmente era necessário e o que deve ser priorizado da próxima vez.

Para isso, existem algumas ferramentas muito úteis, como planilha de gastos e aplicativos que organizam suas finanças. Por exemplo, com o Guia Bolso é um app que conecta sua conta bancária e cartões de crédito, sem que você precise separar tudo à mão.  

Laura Melaragno ainda dá a dica de listar em um caderninho se você não for muito fã de computador. É até mais fácil para ir registrando ao longo do dia, conforme você vai no supermercado, na farmácia, paga uma conta, etc. Assim, não corre o risco de esquecer o débito. Depois, para facilitar os cálculos e organizar melhor, você pode dividir as informações na planilha online.

11. Investimento

Quando você pensa em investimento já imagina aqueles milhões de reais na bolsa de valores? Então, pode ficar tranquilo porque hoje em dia é possível aplicar em diversas linhas - e colocar quantias mais baixas do que imagina. Só precisa encontrar uma modalidade que se encaixe no seu perfil de investidor.

“Uma pessoa pode começar investindo no Tesouro Direto, por exemplo. O valor mínimo é de R$30 e, na verdade, o importante é criar o hábito de investir. Não precisa colocar só na poupança. Quando você vê a mágica dos juros compostos rendendo percebe que consegue”, explica Laura Melaragno.

12. Renegocie suas dívidas

Imprevistos acontecem com todo mundo, não é mesmo? Por isso, se você entrou em um ciclo de endividamento por não conseguir arcar com todas as dívidas, uma dica importante é considerar o refinanciamento das suas dívidas. O primeiro passo é analisar as linhas de crédito que favorecem a troca de uma dívida cara por uma mais barata. Neste procedimento, a instituição financeira quita o seu antigo débito e cria uma dívida mais saudável ao seu orçamento.

13. Pense no longo prazo

Mudar a mentalidade financeira passa pela abertura de horizontes sobre até onde o seu dinheiro pode ir. Você trabalha com o seu salário apenas para os custos do mês ou se planeja para objetivos de longo prazo? Além de criar reservas e poupar, ter uma projeção sobre o que seu dinheiro pode fazer por você para além de atravessar um mês vai te fazer chegar a novas possibilidades para aplicá-lo.

14. Evite os gastos invisíveis

Os gastos invisíveis são aqueles que você não para para refletir antes de consumir. Seja aquela corrida particular por aplicativo que "vai ficar quase o mesmo preço do ônibus" ou aquela preguiça de cozinhar que faz com que você peça comida via delivery, esses gastos acabam consumindo seu orçamento mais do que você imagina. Um levantamento do Guia Bolso indica que aplicativos de carona costumam reter até 10% do orçamento mensal.

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