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Educação financeira: como ensinar finanças para os filhos?

A partir de 2020, o ensino de educação financeira será obrigatório em todas as escolas brasileiras. Entenda porque o tema é importante

Escrito por Elaine Ortiz em 07.11.2019 | Atualizado em 07.11.2019

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Qual o segredo para ter uma vida financeira saudável? Ter consciência dos gastos e conseguir poupar todos os meses. Como fazer disso um hábito em um país onde cerca de 63 milhões de pessoas estão inadimplentes? Educação financeira é a resposta. Ao menos essa é a aposta do Ministério da Educação, que transformou o assunto em  disciplina e o incluiu na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino infantil e fundamental como matéria transversal, ou seja, presente em aulas de matemática, história, português, geografia e outras. A partir de 2020, portanto, educação financeira será obrigatória em todas as escolas. 

“Educação financeira não está apenas relacionada às contas matemáticas e ao dinheiro, é uma prática que permite a realização dos sonhos, que é outro tema que não recebe a importância que deveria”, diz Reinaldo Domingos, do canal “Dinheiro à Vista”, autor do livro “Mesada não é só dinheiro” e um dos fundadores da Associação Brasileira de Educadores Financeira (Abefin). “É importante preparar os jovens para lidar com as finanças do dia a dia, planejando e poupando para os sonhos e para a conquista da independência financeira. A obrigatoriedade do tema desde o ensino básico com certeza trará grandes resultados”. 

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Avaliação 

De acordo com a última edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado em 2015, o Brasil ocupou o último lugar de desempenho em competência financeira entre os 15 países analisados. A nota geral nacional foi 393,5, ou seja, abaixo dos 400 considerados o mínimo suficiente pela organização. Dos 23.141 estudantes brasileiros avaliados, 12.691 ficaram abaixo desse nível. Nenhum estado ou região brasileira ficou acima da média da OCDE, que foi de 489 pontos em educação financeira.

Os dados alarmantes evidenciam a urgência de incluir o tema nas escolas. “Todo ano lemos notícias sobre aumento do número de pessoas endividadas e dependentes de linhas de crédito, empréstimos ou até de ajuda de familiares para sobreviver”, diz Domingos. “Para mudar essa situação, somente com educação financeira, que deve ser ensinada, especialmente, na infância e na adolescência, pois é um público que aprende com mais facilidade, consolida esse conhecimento e leva para dentro de casa os aprendizados”.

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Criança sem educação financeira, adulto endividado

A importância da educação financeira é tanta que, agora, os adultos endividados terão que fazer cursos se quiserem renegociar suas dívidas. Na quarta-feira 6 o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, anunciou em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, que o mutirão de renegociação de dívidas dos bancos deste fim de ano contará com essa condição. “Para quem quer renegociar dívida, o que vai ser pedido em retribuição é que faça um curso de educação financeira”, disse Campos Neto, acrescentando que também há um projeto de dar pontos para serem trocados por descontos em financiamentos para quem fizer cursos de educação financeira.

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“A decisão do Ministério da Educação vai na busca de solucionar um problema crescente no país que é o endividamento e inadimplência, comprovando que o Brasil precisa de educação financeira”, diz o especialista Reinaldo Domingues. O número de pessoas com o nome sujo ou com dívidas em atraso bateu recorde em 2019, 63 milhões, segundo o Serasa Experian. Isso significa que 40,3% da população adulta está inadimplente. A inadimplência do país é semelhante a de países emergentes, no entanto o spread (diferença entre taxa de captação de recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes) é maior no Brasil. Enquanto em emergentes (média de Chile, China, Colômbia, Indonésia, México, Rússia, África do Sul e Tailândia) há recuperação de 52,7% do crédito em inadimplência em 1,7 ano em média, no Brasil, esse percentual chega a 14,6%, em 4 anos.

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Para não se tornarem adultos endividados é que as crianças e adolescentes devem ter acesso a educação financeira desde a infância. O especialista Reinaldo Domingos dá dicas de como começar em casa, afinal “as famílias têm papel fundamental no significado que os filhos darão ao dinheiro no futuro”, diz. “Os pais são os primeiros exemplos e precisam ter essa percepção, a forma como lidam com seus recursos financeiros pode influenciar a maneira como a criança ou o jovem irá administrar seus bens no futuro”. Confira:

  • Estimule a criança a sonhar, para que ela aprenda a poupar e a lidar com o próprio dinheiro e, como consequência, compreenda que com esforço e paciência é possível realizar seus sonhos.
  • É importante saber como propiciar o primeiro contato deles com o dinheiro, falar da importância da utilização de cofrinhos e entender o motivo de estimular eles a terem, no mínimo, três sonhos: um de curto (até um mês), um de médio (de um a seis meses) e outro de longo prazo (de seis meses a um ano).
  • É fundamental ensiná-los a diferença entre o que é essencial e o que é supérfluo.
  • Se eles já forem mais crescidinhos, é o momento de conversar sobre como se comportar diante do primeiro salário e mostrar a eles que, educando-se financeiramente hoje, é possível garantir um futuro mais próspero.
  • Abram uma conta para seus filhos. Esse, com toda a certeza, será um dos melhores presentes que poderão dar a eles.
  • Se o colégio ainda não possui a disciplina da educação financeira, é importante sugerir à direção que insira em sua grade curricular.
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