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Finanças

Amigo secreto e presente de natal: 7 dicas para não exagerar

De acordo com especialista, ideal é fazer um planejamento financeiro e definir uma lista de quem será presenteado

Escrito por Luiza Vidal em 19.12.2018 | Atualizado em 12.04.2019

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Compras de Natal, presente do amigo secreto, confraternizações com colegas de trabalho e familiares. As últimas semanas do ano costumam ser bem agitadas para algumas pessoas. O trânsito fica mais carregado e os shoppings mais cheios do que o normal - principalmente para quem deixa tudo para última hora.

Esse, por exemplo, é o cenário de quase 10 milhões de brasileiros para o final de 2018. Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) identificou que 9,3 milhões de pessoas pretendem realizar as compras na semana que antecede a data, o que representa quase 8% dos consumidores.

Entre os principais motivos das pessoas deixarem as compras para a última hora é a possibilidade de encontrar descontos maiores, por meio daquelas promoções "relâmpagos". A iniciativa, porém, não é a mais recomendada por especialistas.

Em nota enviada à imprensa, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explicou que deixar as compras de Natal para a última hora é equivocado aos que desejam economizar. "As liquidações mais vantajosas costumam ocorrer após a virada do ano”, disse a especialista. “Se o consumidor deixa para comprar muito em cima da hora, acaba não tendo tempo para pesquisar preços em diferentes lojas ou encontrar opções de produtos mais baratas.”

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Amigo secreto, presentes de natal: xi, esqueci!

Caso você não tenha conseguido se planejar com antecedência para comprar o presente do amigo secreto e/ou de Natal, e fará as aquisições ainda nos próximos dias, é importante se atentar para não se enrolar nas finanças e começar o ano no vermelho. Principalmente porque, em janeiro, é muito esperado o aumento de gastos, já que os orçamentos familiares tendem a incluir as compras de material escolar, a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e a do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Segundo Adriano Gomes, sócio-diretor da Methode Consultoria e professor de Finanças da ESPM, para não se enrolar logo no início do ano, é importante seguir algumas recomendações. Isso evitará gastos extras e que as compras fujam do controle. Determinar um  valor total para o gasto e fazer uma lista dos presenteados no amigo secreto, por exemplo, são alguns dos conselhos dados pelo especialista. “Se você não definir e planejar, o orçamento escapa da régua e, com isso, você perde o controle dos gastos”, explica o professor.

Confira, a seguir, 7 dicas para não extrapolar nas compras do final de ano:

1- Determine um valor

O primeiro fator é estipular um valor do quanto você ou sua família pretendem gastar. Em casos de amigo secreto, normalmente, já há uma quantia de gasto estipulado. De todo modo, determinar um montante total te ajudará a manter o foco, assim como evitar custos extras e desnecessários - principalmente aqueles que podem fugir do seu controle.

“De quando será o seu gasto final? 1.000 reais? 1.500 reais? Determine um valor - individual ou da família. Cada uma tem uma tradição. Feito isso, você já estipulou um bom limite”, explica Gomes.

Outra dica é sempre anotar o valor investido nos presentes. Isso te ajudará a ter a ciência se manteve os gastos dentro do montante determinado no começo, e a não extrapolar a meta. Principalmente porque o ideal é não ultrapassar o valor indicado no início.

2- Faça uma lista

Quem serão os seus presenteados do ano? Mãe, pai, parceiro (a), primos? Saber quem você irá prestigiar no natal - e o perfil e gostos do seu  amigo secreto -  é muito importante para organizar os gastos.

Segundo o especialista, aquela famosa e antiga listinha com os nomes de quem você quer dar presente é uma saída e tanto para economizar. Caso você esqueça de alguém, não deixe de revisitar o valor do orçamento. “O mais importante é definir quanto e quem você irá presentear”.

3- Defina valor gasto com cada pessoa presenteada - e  com o amigo secreto

Embora pareça “antipática”, essa dica pode te ajudar a priorizar os gastos - e, até, a escolher o que vai/pode comprar para cada um. “Às vezes, a pessoa presenteada tem um desejo ou uma necessidade de um determinado presente. Então, dos 1 000 reais, 600 reais serão para tal pessoa, por exemplo”, esclarece o especialista.

“Não é por julgamento de valor, mas porque a pessoa precisa em muitos casos. No grupo familiar, a gente pode e deve fazer isso”, conclui.

4- Opte pelo débito

Lembra da regrinha do número 1? Então, se você já definiu esse valor é melhor que você gaste em débito, e não no cartão de crédito. Tudo isso para evitar que você se enrole nas contas em janeiro - e deixe para pagar no próximo mês, que já será cheio de outras contas.

“É muito importante iniciar o ano sem nenhum dívida porque é aquele velho esquecimento cronológico: depois de todo dezembro, sempre vem janeiro”, explica Gomes.  “Tem muita conta para pagar: é material escolar, IPTU, IPVA, cartão de crédito. Imagina se ela não deixa uma verba para ser paga à vista? Pronto, acumulou mais um valor no cartão.”

5- Tente não usar o 13º

Uma análise feita em todas as capitais pela CNDL e pelo SPC Brasil no final deste ano revelou que dois, em cada dez trabalhadores que recebem 13º salário, devem utilizar ao menos parte desse dinheiro extra para comprar presentes de Natal.

Essa atitude, no entanto, não é a mais adequada - e recomendada. O benefício do décimo terceiro salário deve ser usado com cautela. Caso esteja endividado, o salário adicional é indicado para quitar os débitos. Se não houver dívidas, o mais recomendado é guardar o montante para a reserva de emergência.

“[o 13º] É aquele valor estratégico que normalmente deve ser poupado para emergências futuras, não é um gasto corrente”, explica Gomes. Para ele, o ideal é que esse valor extra não seja comprometido com gastos supérfluos.

6- Pesquise antes

Esse hábito está se tornando cada vez mais comum entre os brasileiros. De acordo com o especialista, a população tem feito a “lição de casa”. O crescimento do varejo online, por exemplo, tem ajudado muito nesse sentido. Cada vez mais, as pessoas podem comparar os preços sem precisar se deslocar. Basta uma simples busca pelo smartphone e é possível encontrar o melhor preço do produto desejado.

Além de comparar o preços, o especialista também recomenda ter um cuidado extra com o impulso no momento da compra - sejam as feitas pela internet, ou passeando pelo shopping. “É um aprendizado contínuo e é cultural. Comprar é uma arte, tenha paciência acima de tudo”, diz.

7- Empréstimo para comprar?

Caso você queira comprar algo que exija um investimento alto, coisas como reforma de casa, móveis e eletrodomésticos, e está na dúvida se vale a pena tomar um empréstimo, faça uma conta antes.

Nesta época, é comum ter liquidação nas lojas. Veja se é possível comprar à vista com desconto. Em caso positivo, entenda se o valor das prestações do empréstimo será menor que os juros do parcelamento da compra.

Se o valor do crédito for menor que o da compra parcelada, a resposta é positiva: vale a pena investir em um empréstimo.

Também fique de olho no cartão de crédito, que possui um dos juros mais exorbitantes. Caso você se atrapalhe - e não consiga pagar o cartão -, não hesite em procurar uma modalidade de empréstimo com juros mais baixos para refinanciar sua dívida.

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Luiza Vidal

Escrito por Luiza Vidal

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