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Dívida com banco: saiba como negociar e quitar esse débito

Quitar dívida com bancos é uma prioridade para milhões de brasileiros que estão inadimplentes. Entenda como negociar e ficar livre do endividamento.

Escrito por Vanessa Ferreira em 27.09.2019 | Atualizado em 23.10.2019

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Ter uma dívida com banco é uma coisa que tira o sono de qualquer um, não é mesmo? E o pior é que ela pode atrapalhar sua vida financeira como um todo, inviabilizando aqueles planos e sonhos tão esperados. E, por isso, é importante buscar alternativas para quitar o débito o mais rápido possível.

Muitas vezes, o problema pode parecer uma bola de neve sem saída, mas com um bom planejamento é possível quitar todas as suas dívidas com banco e voltar a ter controle sobre suas finanças.

Neste artigo, traremos valiosas informações e dicas práticas sobre:

  • Como negociar as dívidas
  • Como renegociar as dívidas
  • Como quitar as dívidas
  • O que acontece se você não pagar sua dívida
  • Afinal, dívida com banco caduca?
  • Como vender minha dívida para outro banco?
  • Como funciona a portabilidade de dívidas

Como negociar as dívidas

Quando não conseguimos honrar um compromisso financeiro com o banco, o primeiro passo é conversar com o gerente e tentar negociar a melhor forma de pagamento.

Em geral, as instituições costumam facilitar esse tipo de negociação, já que elas são as principais interessadas no pagamento da dívida. É importante entender quanto do seu orçamento mensal pode ser comprometido com o pagamento da dívida. Com isso, é possível fazer uma proposta ao banco, que seja vantajosa para ambos.

Confira 7 dicas que vão te ajudar a negociar a dívida com o seu banco:

1. Pesquise as ofertas e condições de outras instituições

É sempre válido fazer simulações de crédito em diferentes agentes financeiros para identificar se existem propostas mais adequadas a sua realidade financeira. Muitas vezes, é possível encontrar ofertas com juros menores e melhores condições de pagamento.

Além disso, com essas informações em mãos fica muito mais fácil negociar com o credor e oferecer argumentos convincentes para uma contraproposta. Lembre-se que a negociação deve ser vantajosa para ambos.

2. Tome a iniciativa

Após a simulação de crédito em diferentes agentes financeiros é a hora de procurar o credor para oferecer uma proposta de negociação. 

Não espere a cobrança da instituição financeira. Ao ficar ciente sobre o débito, entre em contato com o credor o quanto antes para mostrar que você tem interesse em regularizar a situação. Isso demonstra comprometimento com a sua condição financeira e favorece o seu relacionamento com o banco, o que vai te ajudar a fechar um bom negócio.

3. Proponha soluções durante a conversa

A negociação com o banco não deve ser algo unilateral. Durante a conversa, proponha soluções e alternativas para o pagamento da dívida. Esse é o momento de mostrar que você possui consciência sobre o seu débito pendente, mas que precisa de condições viáveis para o pagamento.

Aproveite para apresentar as simulações de crédito que realizou em outros agentes financeiros para negociar uma proposta igual ou inferior. Muitas vezes, o banco irá optar por reduzir os juros da dívida para não perder o cliente para a concorrência.

4. Nunca se sinta intimidado

Muitas pessoas evitam esse tipo de conversa com o banco, mas é importante ter em mente que  estar endividado é uma realidade para milhões de brasileiros e você não precisa se sentir intimidado em realizar o pagamento da dívida.

Converse com o atendente de igual para igual e demonstre interesse em arcar com o débito. Mas, somente feche o negócio se as condições ofertadas estiverem de acordo com a sua realidade financeira. Muitas pessoas acabam caindo em armadilhas na tentativa de sair das dívidas.

5. Frequente feirões de negociação

Alguns órgãos de proteção ao crédito e até mesmo instituições financeiras promovem feirões para facilitar o pagamento de dívidas. São ótimas oportunidades para conseguir condições especiais para quitar o débito.

O Feirão Limpa Nome do Serasa Consumidor, por exemplo, possibilita a negociação da dívida de forma totalmente online, sejam dívidas negativadas ou contas atrasadas. No site, é possível visualizar todos os débitos pendentes e negociar diretamente com o banco, desde que ele seja um parceiro do Serasa.

A FEBRABAN – Federação Brasileira dos Bancos, em parceria com o Procon Brasil, também costuma realizar eventos de mutirão para a negociação de dívidas com bancos. Vale a pena acompanhar o calendário de eventos.

6. Seja realista nos cálculos

De nada adianta aceitar a proposta de pagamento que o banco ofereceu se não será possível cumprir o compromisso. Antes de aceitar qualquer proposta, faça as contas e entenda se as parcelas se adequam ao seu orçamento.

Além disso, durante as negociações, seja por telefone, internet ou presencialmente, sempre anote o nome, protocolo de atendimento e o que foi acordado na conversa. Essas informações podem ser muito úteis caso haja algum problema futuro.

7. Não caia novamente no endividamento

Após negociar e chegar em um acordo com o banco, fique atento para honrar o compromisso firmado, mantendo o pagamento das parcelas em dia. Além disso é importante manter o orçamento sob controle para evitar cair em outro endividamento.

Isso porque, caso o consumidor caia em reincidência, ou seja, se não for possível pagar a dívida novamente, a instituição financeira será menos flexível em uma nova renegociação e as condições de pagamento podem ser menos favoráveis.

Leia também | Como negociar dívidas: 10 dicas para organizar o orçamento

Como renegociar as dividas

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Agora, se a sua dívida já está em andamento e as parcelas não estão cabendo no seu orçamento, um dos melhores caminhos é renegociar as dívidas que estão abertas. Especialmente aquelas em que os juros são mais altos ou que o saldo devedor é maior, como é o caso de empréstimos com bancos e financiamentos.

Veja algumas dicas que vão te ajudar na renegociação:

1. Saiba o valor real da sua dívida

Antes de tentar a renegociação, é necessário saber o tamanho da dívida. Isso ajudará tanto no cálculo do saldo devedor, quanto na apresentação de uma proposta para a quitação. Para isso, é válido entrar em contato com o credor e solicitar o valor da dívida atualizada, incluindo a taxa de juros e todos os encargos envolvidos.

Muitos bancos oferecem acesso a esses dados em suas plataformas online. Nesse caso, é mais fácil realizar a consulta.

2. Entenda o seu orçamento

Para saber o quanto da sua renda mensal poderá ser comprometido com o pagamento das parcelas da dívida, é preciso identificar se existe uma “sobra” ao fim do mês e se é possível cortar gastos, para aumentar esse montante.

Para isso, a melhor alternativa é criar uma planilha de controle de gastos em que todos os ganhos e gastos deverão ser computados. Insira as despesas fixas como aluguel da casa, pagamento das contas básicas, alimentação e saúde. Depois, coloque os demais custos. 

Além disso, analise a possibilidade de cortar os gastos supérfluos temporariamente até conseguir quitar a dívida. Os valores que sobrarem do salário ou renda mensal deverão ser utilizados para o pagamento da renegociação das dívidas mais caras.

3. Não aceite qualquer proposta

Durante a renegociação, certamente o banco irá apresentar uma proposta inicial. A dica neste ponto é evitar aceitar propostas que não condizem com a sua situação financeira.

Se restar dúvidas ou se o cálculo da dívida não estiver claro, questione e não decida por impulso. Vale a pena confrontar a proposta com a sua planilha de gastos para saber se ela está dentro do seu orçamento. 

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Em todo caso, é sempre válido oferecer uma contraproposta e tentar negociar com o banco a redução dos juros e parcelas da sua dívida. Entenda que a negociação deve ser vantajosa para os dois lados e a proposta deve estar alinhada com a sua realidade financeira.

4. Fique atento aos juros altos 

Ao receber a proposta, questione sobre a taxa de juros cobrada mensalmente e anualmente e os demais encargos financeiros envolvidos na operação. Essa informação é extremamente importante para identificar se o acordo será justo. 

Existem muitos agentes financeiros que cobram juros abusivos, principalmente quando há dificuldades em avançar nas negociações. Nesse caso, é mais vantajoso buscar alternativas de crédito com juros menores, a fim de trocar sua dívida atual por uma mais saudável.

Leia também | Renegociar dívidas: 7 motivos para você quitar os débitos

Como quitar as dívidas 

Quando não conseguimos adequar a rotina ao orçamento financeiro, os débitos acabam se tornando cada vez maiores e com o tempo, surge o conhecido efeito “bola de neve”. Essa situação pode parecer um caminho sem volta, mas é possível quitar dívidas com bancos rapidamente e retomar o controle da sua vida financeira.

Separamos algumas dicas que vão te ajudar a estruturar um planejamento para sair desse mau endividamento:

1. Mapeie todas as dívidas

O primeiro passo é fazer um levantamento de todas as dívidas pendentes. Dessa forma, é possível organizar o orçamento e priorizar as despesas que serão quitadas primeiro, além de identificar quanto se deve no total e o quanto dessa dívida compromete sua renda mensal.

Para isso, faça uma grande varredura pelas contas antigas e, caso tenha dúvidas sobre o valor atualizado de casa débito, entre em contato com os credores para confirmar os dados.

Para chegar nessa conta, é interessante fazer uma lista com todas as dívidas, elencando cada despesa e parcelas pendentes. Para isso, uma sugestão é dividir em uma tabela o tipo de dívida, o valor por mês de cada uma, o número de parcelas e o valor total acumulado até o momento.

Veja no exemplo:

 

Tipo de

dívida

 

Valor

mensal

Número de

parcelas

Valor total

(incluindo juros e demais encargos)

Financiamento

R$ 500,00 24 R$15.500,00

Cheque especial

R$ 200,00

12

R$4.700,00

Cartão de crédito R$700,00 6

R$7.700

*Valores ilustrativos

2. Defina uma meta mensal de economia

Depois de definir uma estratégia para quitar as dívidas mais urgentes, você poderá adotar uma prática para evitar recorrer a linhas de empréstimo mais caras. Assim, quando já estiver com as dívidas mais equilibradas, procure definir quais gastos você pode cortar para economizar.

Quando poupar se torna um hábito, a possibilidade de retornar ao endividamento se torna muito menor. Por isso, defina quais são os custos que podem ser cortados ou reduzidos do seu orçamento. Essa lista será determinante para definir a melhor estratégia sobre como sair das dívidas.

3. Evite gastos desnecessários

Não se trata de interromper a compra de itens que você gosta. A ideia é verificar de maneira criteriosa se há real necessidade de comprar certas coisas. Quando cria-se uma consciência financeira baseada em um equilíbrio entre desejo e necessidade, economizar dinheiro se torna uma tarefa muito mais fácil.

Outro ponto importante é evitar compras parceladas, principalmente durante esse período de controle das finanças. 

Parcelar é uma facilidade, pois permite a aquisição de bens que, se fossem comprados à vista, consumiriam boa parte do orçamento mensal. Mas as parcelas a perder de vista também podem ser negativas na sua tentativa de sair das dívidas. Trabalhe para parcelar apenas o que for essencial, como itens de maior valor, e tentar pagar os custos menores à vista ou em parcelas mais curtas. 

4. Busque uma renda extra

Se as contas saíram do controle, obter mais recursos para quitá-las é um caminho interessante. 

Algumas pessoas usam aplicativos de carona para garantir uma graninha a mais todo mês, outras revendem produtos, preparam guloseimas para vender no trabalho ou exercem atividades diversas fora do expediente fixo. 

Opções não faltam para aumentar a renda mensal. Investigue possibilidades que se encaixam no seu perfil e estabeleça uma meta mensal a ser atingida. 

5. Passe a controlar os seus gastos

Todas essas dicas só funcionam quando o consumidor adota novos hábitos de gastos. Isso não quer dizer que ele deva parar de consumir, mas assumir um compromisso consigo mesmo para sair das dívidas e criar metas financeiras mais rigorosas com o seu dinheiro. 

Por isso, faça uma autoavaliação sobre seus hábitos de consumo e veja se todos são realmente fundamentais para o seu momento. É muito provável que você encontre alguns gastos que podem ser evitados em períodos de maior dificuldade financeira.

Leia também | Como sair das dívidas rapidamente: confira 20 dicas práticas

Entenda o que acontece se você não pagar sua dívida

Assim como qualquer empréstimo ou financiamento, o não pagamento desse tipo de crédito pode trazer muitas consequências, como o cadastro do correntista em órgãos de proteção ao crédito, negativação do nome e impossibilidade de ter acesso a novas linhas de crédito, sem falar na taxa elevada de juros, que correm diariamente e podem causar o descontrole do orçamento.

Portanto, o pagamento de dívidas com banco deve ser considerado uma prioridade no orçamento, já que geralmente oferecem taxas de juros elevadas.

Leia também | Como quitar dívidas e conquistar independência financeira

Afinal, dívida com banco caduca?

Embora o não pagamento de dívidas com banco ofereça graves consequências, muitas pessoas optam por adiar o pagamento, na esperança de que a dívida caduque após um período de tempo. Você provavelmente já ouviu falar que uma dívida pode deixar de existir após 5 anos. Porém, não funciona exatamente assim.

De acordo com o CDC (Código de Defesa do Consumidor), quando o cliente é registrado no cadastro de inadimplentes do SPC e Serasa, ele deve ter o nome limpo automaticamente após cinco anos.

No entanto, embora o CPF fique regularizado, a dívida não deixa de existir. As cobranças podem continuar acontecendo. Além disso, a dívida permanece no histórico do consumidor, o que pode impactar o seu poder de compra e acesso ao crédito no futuro.

Como vender minha dívida para outro banco?

O que muita gente não sabe é que é possível buscar condições e taxas melhores em outros agentes financeiros e solicitar a transferência da dívida, reduzindo assim a taxa de juros. É a chamada portabilidade de crédito.

Essa prática é muito comum no mercado financeiro e é uma estratégia muito inteligente para reduzir juros de um empréstimo mais caro, para obter um novo empréstimo e até para reduzir parcelas mensais. Isso permite quitar dívidas de forma mais rápida e sem arcar com juros abusivos. 

Além disso, é uma oportunidade de concentrar todas as dívidas em um só contrato, o que favorece o controle financeiro e evita as taxas variadas e a burocracia dos acordos com diferentes credores.

Como funciona a portabilidade bancária de dívidas?

A portabilidade de crédito é uma transferência do débito de uma instituição financeira para outra. No entanto, antes de assinar o contrato é importante pesquisar bastante, avaliar as condições oferecidas e taxa de juros. 

Veja o passo a passo para solicitar a portabilidade de dívida:

  • Solicite ao banco atual as informações financeiras sobre os contratos vigentes. Isso inclui o Custo Efetivo Total (CET), que diz respeito a todos os custos envolvidos na operação e o valor de quitação antecipada dos débitos;
  • Verifique com a nova instituição financeira se existe a possibilidade de fazer a portabilidade de crédito;
  • Caso a nova instituição financeira aceite a portabilidade da dívida, ela realiza o pagamento total dos débitos e emite um novo contrato, com as condições acordadas.

Como vimos, existem muitas possibilidades para quitar sua dívida com o banco de forma saudável, sem interferir no seu orçamento. É preciso ter cautela e paciência na negociação com o banco, mas o resultado certamente valerá a pena. 

Está preparado para se livrar do mau endividamento? Compartilhe nos comentários como você fez para quitar suas dívidas e ajude outras pessoas nessa jornada!

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Vanessa Ferreira

Escrito por Vanessa Ferreira

Jornalista e apaixonada por marketing de conteúdo. Acredita no poder da informação para a disseminação de saúde financeira.
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