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O que falta para o crescimento econômico do Brasil decolar de vez?

A fim de reaquecer o mercado e economia do país, equipe liderada pelo ministro Paulo Guedes coloca em prática série de medidas de curto, médio e longo prazo. Entenda quais são

Escrito por Vinicius Gonçalves em 31.07.2019 | Atualizado em 07.08.2019

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Em mais uma tentativa de retomar o crescimento econômico do Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, anunciou a redução da taxa básica de juros, a Selic. O corte de 6,5% ao ano para 6% proposto pela equipe econômica visa estimular que a inflação fique dentro da meta em 2019 e 2020. A medida, no entanto, não é o suficiente para salvar a economia do país - e nem garantir avanços no PIB e em outros setores.

“A redução da Selic deve contribuir em um primeiro momento, mas não resolve o problema estrutural. O governo propôs um receituário de estruturação econômica que impõe um verdadeiro desafio político”, diz Marcelo Tommasi, sócio de finanças corporativas da Crowe, rede global de auditoria e consultoria.

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Como está a economia no Brasil

Diante de um país polarizado, o anúncio da eleição de Jair Bolsonaro (PSL), em outubro de 2018, foi um grande alento ao mercado financeiro e empresários. O sentimento de comemoração e alívio, porém, durou pouco. Quem apostava que em 2019 os negócios decolariam, após um período crítico de recessão agravado com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, ainda aguarda por notícias mais otimistas sobre o crescimento econômico do Brasil. 

Isso porque, embora tenha recuado, as taxas de desemprego seguem altas e fecharam num patamar de 12%, com 12,8 milhões de desocupados. Além disso, o Boletim Focus, do Banco Central, não tem sido nada otimista em relação ao crescimento econômico do Brasil.

Desde o início do ano, a projeção de alta do PIB passou de 2% para 0,82% em 2019. Foram 20 quedas consecutivas até o dia 19 de julho. No último boletim, divulgado no dia 26 de julho, porém, a projeção se manteve no patamar de 0,82%, após ter tido uma pequena alta - de 0,81% para 0,82%.  

Um levantamento feito pelos economistas Marcel Balassiano e Juliana Carvalho da Cunha Trece, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, mostra que, no primeiro trimestre de 2019, a proporção do que o país conseguiu investir em relação ao PIB foi de apenas 15,5%, o que representa cinco pontos percentuais a menos que as aferições registradas no período anterior à crise econômica (meados de 2010 e 2014). 

A avaliação feita pelos especialistas aponta que a torneira de investimentos fechou tanto do setor público, quanto do privado. No setor público, por exemplo, o déficit fiscal, que pode acumular 100 bilhões de reais em 2019, impede que novos investimentos sejam feitos. Já na área privada, a insegurança econômica e incertezas sobre o futuro brecam os investimentos.

"Existe uma falta de confiança por parte dos agentes, sejam empresários, detentores de decisão de investimentos ou consumidores. Conforme a reforma da previdência for avançando, poderemos ver uma retomada um pouco mais acelerada já em 2020”, destaca Fernanda Consorte, economista-chefe e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest.

Para tentar minimizar o efeito bola de neve causado na economia, o governo federal se mobiliza para criar um cenário mais otimista para quem investe e para quem consome. 

O que tem sido feito para o crescimento econômico do Brasil sair do papel? 

A fim de tornar o ambiente econômico mais robusto e trazer impactos concretos que levem ao crescimento econômico do Brasil, o governo federal e a equipe de Paulo Guedes somam esforços e medidas em diferentes áreas. 

Tendo o principal foco no primeiro semestre, a reforma da previdência mobilizou a Câmara dos Deputados, a opinião pública e colecionou polêmicas. Após grande imbróglio e desconfiança, o governo teve aprovação do texto em primeiro turno - que deve ser retomado para nova e definitiva votação na segunda semana de agosto. 

Já em relação à queda da Selic, estimativas apontam que, no curto prazo, a redução da taxa pode trazer um impacto de pelo menos 40 bilhões com o pagamento de juros da dívida. Isso acontece porque a  Selic é o principal termômetro do Banco Central para controlar a inflação. Se ela está alta, o Bacen tende a aumentar os juros e, como consequência, o custo do crédito aumenta e o consumo naturalmente será desacelerado. Agora, se a taxa é reduzida, o efeito é reverso: o consumo pode ser retomado e a inflação melhor controlada.

O corte de 6,5% ao ano para 6% proposto pela equipe econômica visa estimular que a inflação fique dentro da meta em 2019 e 2020. A medida, no entanto, não é considerada o suficiente para salvar a economia do país - e nem garantir avanços no PIB e em outros setores.

O ciclo de cortes da Selic teve início depois de 2015, quando sua taxa era de 14,25%. O governo Temer iniciou o processo de cortes em 2016 e, como consequência, houve redução da dívida pública para 407 bilhões de reais, ante os 501,786 bilhões de reais em 2015. 

Saque do FGTS

Outra medida anunciada recentemente pelo governo federal foi a liberação do FGTS e PIS. Com a aprovação do saque de apenas 500 reais por beneficiário, o governo prevê injetar até 30 bilhões de reais para fazer a roda de consumo voltar a girar em 2019. O número, porém, é considerado baixo por especialistas de mercado, já que em 2017, ao longo do governo Michel Temer (MDB), o governo conseguiu injetar 44 bilhões reais ao disponibilizar o saque de valores de contas inativas.  

Agora vai? Medidas de médio e longo prazo 

Medidas como as citadas acima tem como foco o impacto no curto prazo. Na projeção de Fernanda Consorte, porém, é preciso cautela ao analisar os efeitos. 

“Medidas como a liberação do FGTS são positivas para que o trabalhador tenha acesso a um dinheiro que ele não contava. Pode gerar um ganho [para a economia] no segundo trimestre, mas é um movimento pontual”, diz. 

Além dessas iniciativas, a equipe econômica prepara um pacote de medidas de olho no médio e longo prazo, que inclui privatização; liberação de compulsórios; desburocratização por meio de digitalização de documentos; reforma tributária; projeto da lei de saneamento; entre outros. 

A estimativa é que, se colocadas em práticas, as ações podem surtir um impacto importante para o crescimento econômico do Brasil. 

“Será preciso aproveitar o otimismo pós reforma para iniciar os próximos pontos dessa agenda. O nível de engajamento da economia vai crescer e permitir que os investimentos retornem a bons índices”, conclui Marcelo Tommasi. 

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