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Finanças

12 milhões de pessoas caem em fraudes financeiras: como prevenir?

Além de prejudicar o orçamento, fraudes podem desencadear sérios problemas psicológicos nas vítimas, segundo estudo do SPC. Saiba como evitar prejuízos

Escrito por Flávia Marques em 16.08.2019 | Atualizado em 23.08.2019

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Ao mesmo tempo que proporciona mais praticidade e facilidades à rotina das pessoas, o avanço da tecnologia também trouxe novos riscos ao consumidor. Entre eles estão as fraudes financeiras

Isso porque, com técnicas de tecnologia mais aprimoradas, as oportunidades e métodos para fraudar também têm se tornado cada vez mais sofisticados. Como consequência, milhões de vítimas têm sérios prejuízos financeiros

É o que revela a pesquisa divulgada nesta semana pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Segundo o estudo, 46% dos internautas brasileiros já foram vítimas de algum tipo de golpe financeiro nos últimos 12 meses - o que equivale a aproximadamente 12,1 milhões de pessoas.

Para o superintendente da CNDL, Marco Antônio Corradi, é importante que o consumidor fique atento à maneira como utiliza os seus dados para se afastar de transtornos com as fraudes. “Quando disponibilizamos nossas informações em qualquer rede social ou clicamos em e-mails de veracidade duvidosa, por exemplo, não podemos transferir a responsabilidade das fraudes a terceiros”, alerta. 

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Quais são as fraudes financeiras mais comuns?

No Brasil, o comércio eletrônico tem crescido de maneira expressiva, e as previsões para o desempenho do setor também são bastante positivas. 

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, a ABComm, o volume de vendas do comércio eletrônico deve aumentar 16% em relação ao resultado atingido no ano anterior em lojas virtuais de todo o país. 

E o crescimento é totalmente justificável: comprar pela internet dá acesso à diversidade de ofertas, preços competitivos e comodidade para fazer aquisições em diversos segmentos sem sair de casa. No entanto, é no ambiente virtual que as maiores fraudes acontecem. 

O estudo do SPC/CNDL mostrou que as fraudes financeiras mais sofridas pelo consumidor são o não recebimento de produto comprado (52%) e compra de um produto ou serviço diferente das informações especificadas pelo vendedor (42%). 

Além disso, foram mencionadas questões como clonagem de cartão de crédito ou débito (25%), contratação de serviços ou compra indevida de itens usando documentos falsos, perdidos ou roubados da vítima (14%), transações financeiras em conta bancária sem autorização (13%) e pagamento de serviço não realizado (11%).

Entre os que tiveram produtos ou serviços adquiridos em seu nome, usado em documentos falsos, perdidos ou roubados, as ações criminosas mais frequentes foram a contratação de pacotes de internet (29%), TV por assinatura (29%), linha de telefone celular (25%), empréstimo (24%) e crediário (17%).

Golpes podem resultar em inadimplência e problemas psicológicos

Em cada dez consumidores que sofreram fraudes financeiras, três tiveram o nome negativado por isso. Mas, além de prejuízos no orçamento, as vítimas também têm consequências emocionais e na saúde. 

“Quando enfrentamos situações de dificuldade financeira, é natural que os níveis de estresse e preocupação aumentem”, comenta o superintendente da CNDL. Entre as vítimas, 52% relatam estresse, 24% precisaram ajustar o orçamento para cobrir prejuízos, 23% perderam tempo regularizando a situação na polícia e órgãos competentes e 16% mencionaram a ocorrência de depressão, ansiedade ou outros problemas psicológicos.

É possível reaver o prejuízo?

Os números revelam que, infelizmente, recuperar os prejuízos de fraudes financeiras não é uma tarefa tão fácil. O levantamento mostrou que mais de um terço dos consumidores não conseguiu recuperar qualquer valor após sofrer algum tipo de fraude. 

Por outro lado, seis em cada dez (66%) pessoas que tiveram perdas já recuperaram parte (34%) ou todo o valor perdido (32%). 

Muitos são os motivos que atrapalham a solução do problema. O mais mencionado pelos consumidores foi perda de tempo (45%). Em seguida, apareceu a burocracia para provar que estavam com a razão (33%), a perda de dinheiro (30%) e o fato de não saber a quem procurar para resolver a situação (27%). 

A quem as vítimas de fraudes podem recorrer? 

Para solucionar o problema, a vítima de fraude financeira precisa buscar apoio. “Na maior parte dos casos, quem resolve a situação é o próprio vendedor, quando o cliente entra em contato, ou as operadoras, que avaliam o uso de cartões por terceiros”, explica Marco Antônio Corradi. 

Mas, para conseguir sucesso, o consumidor não pode perder tempo. “O ideal é que ele entre em contato com o vendedor ou o representante financeiro logo que perceber o problema”, acrescenta o superintendente da CNDL.

Cerca de 80% dos entrevistados afirmaram que tomaram alguma medida para resolver o problema. As principais decisões foram: procurar o banco ou a administradora do cartão de crédito (25%), negociar com a empresa que causou a fraude para reaver valores ou reparar danos (23%) e recorrer à polícia para gerar boletim de ocorrência (18%).

Fraudes financeiras: como prevenir? 

Alguns cuidados básicos podem ser eficientes na prevenção de fraudes financeiras. Marco Antônio Corradi chamou a atenção para algumas orientações. Confira, a seguir: 

1- Registre imediatamente a perda de qualquer documento 

Corradi explica que grande parte das fraudes financeiras está relacionada à perda de documentos. “Nesse tipo de situação, muita gente não se preocupa em fazer um boletim de ocorrência, mas a medida é importantíssima e deve ser tomada imediatamente”, orienta. Assim, o consumidor evita impunidades caso os seus pertences sejam utilizados em ações criminosas. 

2- Verifique itens de segurança nos sites de vendas

Nas compras virtuais, o consumidor deve verificar se o site do fornecedor é realmente seguro. No final da página, normalmente aparecem selos de certificados segurança que garantem a proteção de seus dados. 

Outra maneira de avaliar essa questão é observar o link do site. Domínios que contém o termo “https” são mais seguros. 

3- Pesquise a reputação (e reclamações feitas) da marca

Em sites como o Reclame Aqui, o consumidor tem acesso à reputação das empresas e reclamações sobre produtos e serviços comercializados. “Fique atento às reclamações mais frequentes e avalie como a marca se posicionou diante da opinião do cliente”, aconselha Marco Antônio. 

4- Peça opinião à sua rede de contatos 

Na dúvida, conversar com amigos e familiares é uma boa opção. “Pergunte se eles conhecem aquele site e se já fizeram compras por meio dele. Em caso positivo, busque saber como foi a experiência para evitar problemas”, diz o superintendente da CNDL. 

5- Proteja as suas informações

Pode parecer absurdo, mas muita gente anota suas senhas e as deixam próximas aos respectivos cartões. “Sem dúvida, esse tipo de descuido deixa o consumidor muito mais vulnerável”, comenta Marco Antônio. 

Assim que notar qualquer movimentação financeira estranha, o consumidor deve informar a instituição financeira e, em seguida, registrar um boletim de ocorrência.

6- Desconfie de preços muito baixos 

Além de avaliar o site, o consumidor pode se atentar a detalhes suspeitos na própria oferta. É interessante, por exemplo, avaliar se o preço praticado está muito abaixo da média do mercado. 

“Preços muito baixos exigem atenção dobrada. Nessa situação, o consumidor pode ser fraudado de duas formas: não recebendo a mercadoria ou adquirindo itens roubados, pirateados ou contrabandeados”, alerta o superintendente da CNDL.

 

 

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Flávia Marques

Escrito por Flávia MarquesRepórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.

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