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    Casamento de baixo custo: como fazer uma festa de R$ 5 mil a R$ 30 mil

    Se há um setor que não sofre com adversidades é o segmento de casamentos. Mesmo em períodos de recessão econômica, como a que assolou o país de 2014-2017, e que gera efeitos à economia do país até hoje, os brasileiros arrum ...
| Atualizado em: 17/05/2019

Engana-se quem acredita que para ter uma cerimônia especial, é preciso desembolsar muito dinheiro. Com apenas R$ 5 mil é possível tirar a tão sonhada festa de casamento do papel

Se há um setor que não sofre com adversidades é o segmento de casamentos. Mesmo em períodos de recessão econômica, como a que assolou o país de 2014-2017, e que gera efeitos à economia do país até hoje, os brasileiros arrumaram um método para tirar a tão sonhada festa de união entre casais do papel. Só na cidade de São Paulo, por exemplo, 74 000 casamentos movimentaram 1,4 bilhão de reais no auge da crise, em meados de 2016. E um dos principais motivos para que as festas não perdessem o fôlego foi a mudança de valores: em vez de desistir de celebrar a união, os noivos passaram a apostar em uma tendência europeia: o chamado casamento de baixo custo, ou, miniwedding.

“Diferente da geração anterior, muitas pessoas agora não têm mais a ajuda dos familiares, fazendo-as optarem por um orçamento que caiba no bolso”, diz Daiane Crepalde, fundadora da Festeira Assessoria de Eventos. “E o mercado está se adaptando a essa nova tendência, muitos restaurantes hoje passaram a oferecer opções para casamento”, explica.

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Diminuindo o orçamento: a vez dos miniweddings

Restaurantes, festas no campo, praia ou, até mesmo, praças e parques. Mais que a crise econômica, a onda de casamento de baixo custo também foi potencializada pela geração millennial – nascidos entre 1980 e 1995. Adeptos à vivência de uma experiência ‘única’, muitos preferem realizar uma festa mais  intimista e que represente o casal, a uma festa grandiosa e pouco conceitual.

Reforçando tal tendência, uma pesquisa do The Knot, grupo americano digital, demonstrou que as celebrações tradicionais caíram 30% no mercado norte-americano, quando comparado com os últimos 10 anos.

Reflexo disso é que, mesmo em casamentos com o orçamento robusto, o número de convidados foi reduzido, a fim de comportar menos pessoas. Ou seja: os noivos passaram a prezar mais pela qualidade, pela experiência, e não por aquela grande festa em que parentes e amigos dos pais também eram convidados.  

Para a especialista e assessora Daiane Crepalde, casamento de baixo-custo e menor pode, sim, traduzir a união que o casal espera. O único cuidado, porém, é ter claro  o que noivos definem por prioridades e elaborar um planejamento pautado nisso.

Assim, ficará mais fácil entender o que pode ser cortado e que não é preciso investir tempo e dinheiro. “Mesmo que a celebração seja simples, o evento requer cuidado e atenção, para que não seja apenas uma festa comum”, explica. “A primeira coisa a se fazer, então, é definir entre eles o que eles querem e o que pode ser cortado da lista.”

Definindo prioridades

O casal escolheu que fará um casamento com o orçamento mais apertado? Certo. A primeira coisa a ter em mente é que, por ser um miniwedding, a festa será compacta e adaptada à realidade acordada entre os noivos. Nada de muitos convidados e de alguns serviços tradicionais em inúmeras festas.

Como o mencionado acima, a primeira coisa a se fazer é uma lista de quem irá prestigiar o momento com os noivos. Dependendo do valor estipulado, os convidados podem variar de 30 a 100 pessoas – no máximo. Foco: é um casamento de baixo custo.

Após entender quem serão os convidados, os pombinhos devem definir o que é eles avaliam ser essencial para a festa. Um bom buffet? Ou uma banda? Uma ótima equipe de filmagem ou trajes de noivo (a) únicos? Ao colocar as prioridades na ponta do lápis, eles conseguirão avaliar onde investirão o dinheiro e, caso sobre verba, é possível realocar em outros serviços.

“Se a pessoa quer um buffet incrível, ela tem que abrir mão de outros serviços que possuem um budget alto, como uma equipe de filmagem e fotografia, por exemplo”, comenta Daiane. “É tudo uma questão de negociação e prioridades. Existem vários tipos de comida que substituem o jantar e podem ser atrativos, como os chamados finger food. Isso barateia o orçamento e é muito bom.”

Outro ponto a se considerar em um casamento de baixo custo é encontrar estudantes de diversas áreas, que possam disponibilizar os serviços com um custo mais baixo que a do mercado.

Existem cursos de fotografia que pedem para que os estudantes façam o trabalho de conclusão de curso em campo, por exemplo. Então, além de ajudar e dar a oportunidade do estudante ter uma experiência real em cobertura de casamento,  os noivos podem contar com um profissional que está cheio de energia e com ideias inovadoras. 

Orçamento em mãos: como realizar um casamento de baixo custo

Deseja celebrar a união e ter uma festa para marcar esse momento especial, mas não pode investir muito? Para ajudar nesse processo, a Revista Digital Creditas pediu para que Daiane Crepalde, fundadora da Festeira Assessoria de Eventos, desse dicas de como realizar o evento em três orçamentos diferentes – e apertados.

Confira, a seguir:

  • A festa de 5 000 reais

Desafiador, porém, possível de ser realizado. Para Daiane, novamente, o primeiro passo para realizar um casamento com esse orçamento é definir o que o casal espera da celebração. Jantar? Um brunch ou café da manhã? 

Nesse cenário é importante ter em mente que serão pouquíssimos convidados. Principalmente porque buffets costumam ser um dos serviços mais caros em uma festa de casamento. Se o buffet escolhido custar 100 reais por pessoa, com 50 convidados o orçamento já está esgotado.

Para a comemoração, a recomendação é optar por um jantar em algum restaurante que ofereça pacotes para casamento. A dica do restaurante é justamente por se tratar de um local que já é decorado e possui toda mobília. Ou seja: não será necessário alugar e/ou comprar enfeites e peças de decoração, que são mais caras. Outro ponto interessante de um restaurante é que eles possuem a estrutura para deixar uma música ambiente.

Outra dica dada por Daiane é celebrar em locais (restaurantes) que ofereçam café colonial ou brunchs. A premissa é a mesma que a de um restaurante comum: já conta com a mobília, decoração e caixas de som para música. O diferencial, no entanto, é que foge do “padrão” e pode tornar a ocasião ainda mais única e diferente.

Em relação a lista de convidados, o ideal, segundo a especialista, são 30 pessoas. Isso porque, considerando que o buffet pode cobrar 100 reais por pessoa, sobrará parte do montante para investir em uma mesa com bolo e bem casado (pão de mel, pastelzinho de belém e etc). “Esse espaço, além de bonito, pode servir para que os convidados façam as fotos e o casal corte o tradicional bolo de casamento”, comenta.

Ao casal ligado à religião recomenda-se celebrar a cerimônia religiosa no mesmo ambiente, a fim de economizar. A dica nesse caso é a de fazer os cumprimentos e bênção antes de servir o jantar ou o café da manhã.

Para Daiane, os noivos que desejam casar com esse orçamento devem ter em mente que não poderão investir em trajes mais elaborados, em uma equipe de filmagem, lembranças do casamento (que não seja apenas o bem casado) e DJs.

Considerando esse budget, então, é preciso deixar a criatividade guiar. “É possível engajar os próprios convidados a fazerem as fotos da festa e registrarem o momento, pensar em listas de playlist música e etc.”, aconselha a assessora.

  • Cerimônia de até 15 000 reais

Com um valor um pouco maior, já dá para trabalhar com pequenas variações – principalmente quando comparado com os 5 000 reais do exemplo anterior. Mas, ainda assim, sem muitos exageros. Ou seja: o princípio e “esqueleto” do planejamento casamento é o mesmo.

Desde a parte de traçar as prioridades, até entender o que é essencial para o casal e cortar, ao máximo, serviços considerados mais caros, como o de equipe de filmagem e fotografia, por exemplo.

Diferente do casamento de 5 000 reais, no entanto, com esse orçamento já é possível acrescentar mais vinte pessoas e fechar a lista de convidados em até 50 pessoas.

Já em relação ao espaço do evento, uma dica da assessora para tentar fazer a festa em um ambiente diferente é checar se amigos ou parentes dos noivos têm um espaço para realizar o casamento, como sítios, casas na praia e/ou salão de condomínio.

Isso pode ajudar a dar um “upgrade” na festa, já que o aluguel do espaço terá de um custo zero, a algo irrisório quando comparado com salões tradicionais de casamento. E como a verba é um pouco acima dos 5 000 reais anterior, é possível investir um pouco em mobília para decoração, caso seja necessário.

Aos que não podem contar com um “empréstimo” de local, é possível apostar em restaurantes e em ambientes que oferecem café da manhã colonial. Com esse budget, porém, já dá para investir em um DJ – sempre checar se os equipamentos do profissional são compatíveis ao do local da festa.

Já para os que desejam ter um vestido e trajes mais personalizados, já é possível arriscar. Mas, atenção: nada muito luxuoso. Estipule um preço máximo a ser investido nas roupas, priorizando, claro, o buffet.

“Pensando nos trajes para a festa, aposte em aluguel, ou invista mais na criatividade: pegue um vestido/terno da mãe, da avó, ou de alguém muito especial a você e customize”, sugere. “Além de ter uma peça única, terá um significado maior.”

  • Festa de 30 000 reais

Segundo Daiane Crepalde, diante de um orçamento de 30 000 reais é possível alçar voos maiores quando for estabelecer o planejamento. Porém, mantenha a cautela quando for buscar pelos serviços e fornecedores.

Afinal, o budget sugerido ainda está abaixo da média gasta em festas no Brasil, que é acima de 40 000 reais por cerimônia, de acordo com um levantamento feito pelo site Quem Quer Casar.

Para a assessora, com esse valor o recomendado é procurar por locais, como sítios e casas na praia, que oferecem todo o pacote de serviços: estrutura para a festa, buffet, decoração e, em alguns casos, até DJ.

“Há um sítio em Sorocaba, interior de São Paulo, que oferece um pacote com todos esses serviços inclusos. O custo benefício é muito bom”, explica a assessora.

Se o foco do casamento é a praia, com esse planejamento financeiro também é possível tirar o sonho da celebração do papel. Nesse caso, a dica também é procurar por locais que ofereçam mais de um serviço, principalmente a estrutura para festas, mobília e o buffet, que costuma ser um dos fornecedores mais caros.

“No caso de buffet, se a pessoa quiser economizar e dispensar o jantar, é possível focar em comidas típicas, como a de boteco, ou, até mesmo, os fingers food”, recomenda.

Diferente dos orçamentos de 5 000 e 15 000 reais, o budget de 30 000 reais já possibilita um número maior de convidados: a festa pode contar com até 100 pessoas. Serviços de fotografia e trajes mais pensados para a celebração também podem entrar na conta, desde que não sejam de empresas consideradas “top de mercado.” E, caso a locação para a festa não disponibilize DJ, com esse valor também é possível contratar um.

“Uma festa de 30 000 reais possibilita a contratação de muitos serviços comuns em casamento. A principal dica nesse sentido é garimpar bem os preços para se atentar a um fornecedor de qualidade, porém, com um valor mais em conta”, completa.

E se o receio de contratar fornecedores mais baratos for fraude, atente-se no momento de assinar o contrato. O recomendado é pesquisar por empresas/locais de celebração de festas que estejam listadas em sites como Reclame Aqui e no Procon. Além disso, conversar com amigos e familiares que já casaram, fazer uma boa pesquisa de mercado e pedir para presenciar celebrações que os fornecedores atuam são boas práticas para não cair em uma cilada.    

“Para não cair em fraudes, pesquise muito. Avalie com amigos. Veja a reputação dos fornecedores”, aconselha Daiane. “Marque degustação, faça testes, veja eventos em que essas empresas estão atuando”, finaliza.

Postado por Paula Bezerra

Editora da Revista Digital Creditas, jornalista de coração e alma. Escreve sobre finanças, inovação, economia, cultura e o que mais der na telha.
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