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Recorde na Bolsa: como vencer o medo e começar a investir?

No último mês, B3 alcançou novo recorde e atingiu a marca de 1,5 milhão de investidores. Especialista traz dicas para os que desejam dar os primeiros passos e começar a investir

Escrito por Flávia Marques em 08.11.2019 | Atualizado em 11.11.2019

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O comportamento financeiro dos brasileiros está mudando. Menos de seis meses depois de atingir a marca histórica de 1 milhão de investidores, a B3 registrou um novo recorde e chegou a 1,5 milhão de pessoas físicas investindo em ações. Desde o início do ano, o número de inscritos na bolsa brasileira cresceu em quase 700 mil. No entanto, grande parte da população ainda não sabe como começar a investir e tem medo de dar os primeiros passos. 

Na avaliação de Luciana Ikedo, especialista em investimentos, o receio é reflexo da falta de conhecimento. “Quando eu busco saber mais sobre finanças e entendo o que estou fazendo, eu passo a enxergar o comportamento do mercado financeiro com mais naturalidade, conheço os riscos e o medo diminui”, defende Ikedo. “Infelizmente, essa não é uma realidade de todos”, acrescenta. 

Como começar a investir? 

Adentrar o universo dos investimentos é um passo importante rumo à independência financeira. Opções menos conservadoras, como a renda variável, têm sido mais buscadas pelos brasileiros graças à queda na Selic, que atingiu mínima histórica. Com a taxa básica de juros em baixa, os investimentos em renda fixa perdem em rentabilidade e, por isso, tornam-se menos atrativos. 

Mas, afinal, qual é a melhor forma de começar a investir? A especialista Luciana Ikedo listou algumas ações importantes para os que querem obter êxito. Confira, a seguir: 

1 - Busque informações 

A especialista enfatiza a importância de buscar conhecimento antes de começar a investir. “Nessa etapa, é imprescindível buscar conteúdo qualificado”, aconselha. A B3 e a CVM, por exemplo, oferecem cursos online, gratuitos e com conteúdo aprofundado sobre o assunto. Os materiais permitem que o novo investidor conheça mais sobre o mercado de renda variável, entenda o que significa se tornar sócio de uma empresa - pois é isso o que acontece quando ele compra ações - e os riscos daquela operação. 

“Eu costumo dizer que, quando a pessoa vai para a renda variável, é como um teste no coração: os investimentos sofrem oscilações de preço, e ela precisa estar preparada para lidar com isso e ficar bem”, afirma Luciana. 

2 - Abra a conta em uma corretora 

Depois de buscar aprendizado sobre investimentos e estar mais familiarizado com o assunto, é hora de abrir a conta em uma corretora para começar a operar efetivamente. “Normalmente, para realizar as operações, o investidor deverá fazer transferências da sua conta bancária para a conta da corretora”, explica Luciana. 

A escolha da corretora é muito importante e exige cautela. Para tomar a melhor decisão, é fundamental pesquisar a idoneidade e o histórico de reclamações de cada instituição, verificar se ela oferece conteúdos interessantes para os investidores - como recomendações de carteira - e se possui sistema simples de usar. “Para quem está começando, é muito importante ter contato com uma plataforma que permita operacionalizar investimentos, fazer resgates e aplicações de forma fácil”, recomenda a especialista. 

3 - Monte a sua carteira 

A carteira de ações é a composição dos seus investimentos. Após a abertura da conta na corretora, é o momento de escolher em quais empresas deseja investir para começar a montar a carteira. “As principais corretoras publicam periodicamente uma carteira recomendada de compra e venda. É uma referência interessante para que quem ainda não investiu leia e se informe um pouco mais”, explica Luciana Ikedo. 

Quais são as melhores opções de investimento? 

Esta é a pergunta mais ouvida pelos especialistas em investimentos. No entanto, segundo Luciana Ikedo, não existe resposta pronta: para cada pessoa existem as opções de investimento mais adequadas. “É fundamental investir com consciência, respeitando o seu perfil e lembrando que ele é individual, independe dos demais”, alerta Luciana. “Além disso, é importante olhar para a sua capacidade financeira, o volume de recursos disponível para investir e, principalmente, reservar uma parte da renda para fundos com liquidez diária, ou seja, que podem ser resgatados imediatamente quando houver necessidade”, instrui a especialista.

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Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.
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