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    QuintoAndar entra no grupo de unicórnios. Quem será o próximo?

    O clube dos unicórnios brasileiros não para de crescer. Após as empresas Gympass e Loggi terem entrado na lista mais cobiçada de startups, foi a vez da plataforma de aluguel residencial QuintoAndar entrar n ...
| Atualizado em: 18/09/2019

Além da plataforma de aluguel residencial, que atingiu valor de mercado de um bilhão de dólares, outros negócios inovadores criados no Brasil podem atingir a marca em breve. Veja quais são eles

O clube dos unicórnios brasileiros não para de crescer. Após as empresas Gympass e Loggi terem entrado na lista mais cobiçada de startups, foi a vez da plataforma de aluguel residencial QuintoAndar entrar no grupo das companhias com valor de mercado acima de um bilhão de dólares. O resultado foi anunciado após uma nova rodada de investimentos, liderada pelo grupo japonês Softbank – o aporte foi avaliado em 250 milhões de dólares.

Essa foi a quarta rodada de investimentos com a qual a QuintoAndar foi contemplada. A primeira ocorreu em meados de 2015 e gerou 20 milhões de reais. Nos anos seguintes, a companhia acumulou 300 milhões de reais em aportes, entre 2016 e 2018. Agora, com a injeção promovida pelo SoftBank, a empresa entra para o clube dos unicórnios brasileiros e usará o capital para expandir seus serviços. 

Isso porque, com a nova rodada, a QuintoAndar aproveitará os recursos para fortalecer a atuação nas regiões metropolitanas onde já atua, expandir o número de colaboradores da companhia – especialmente nas áreas de tecnologia e produto – e dar início ao processo de internacionalização da empresa. 

“A contratação de novos talentos nos ajudará a avaliar melhor a qualidade dos imóveis, além de oferecer mais agilidade aos clientes”, diz André Penha, co-fudandor e CTO do Quinto Andar. “Esses pontos são questões de tecnologia, ciência de dados e gestão de produtos, então esses três perfis estão na nossa mira de recrutamento”, completa.

Junto com Gabriel Braga (à dir. na foto), André (à esq. na foto) criou a empresa em 2013, na cidade de Campinas (SP). Em pouco tempo, a startup passou a chamar a atenção do mercado por ser uma plataforma de aluguel que não exige garantias como fiador ou seguro fiança, que tornam o processo de locação de imóveis mais moroso e burocrático. 

Clube dos unicórnios brasileiros: crescimento impressiona

Não à toa, o desempenho do ecossistema de startups no Brasil chama a atenção. Mesmo nos últimos seis anos, enquanto o país ainda tentava se recuperar de uma grave crise econômica, o mercado de startups e fintechs apresentou resultados positivos e mais que dobrou. 

Atualmente, existem mais de 10 800 startups registradas no país, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups). O número impressiona, quando comparamos às 5 147 companhias de cinco anos – ou às 2 500 startups em meados de 2012. 

Com o mercado aquecido, a companhia que estreou o clube de unicórnios brasileiros foi o aplicativo de transportes 99, antiga 99 Táxi. Em ritmo acelerado de expansão, a empresa passou a brilhar os olhos de investidores internacionais e, em 2018, foi comprada pela chinesa Didi Chuxing em uma transação que movimentou 960 milhões de reais. Com a venda, a 99 passou a valer um bilhão de dólares.  

De lá para cá, o clube de unicórnios brasileiros não parou de aumentar. Nubank, Movile e IFood, Stone, Arco, Loggi e Gympass já conquistaram o seu lugar na lista de empresas que startups que valem mais de um bilhão de dólares. 

O Brasil será um novo polo de unicórnios? 

A cada dia, novas empresas de tecnologia passam a ganhar mercado em tipos de negócio que, até poucos anos, era dominado exclusivamente por grandes corporações. É o caso, por exemplo, das fintechs, startups que atuam no mercado financeiro. Como o setor ainda apresenta grande concentração nos cinco maiores bancos do país, há um grande potencial de crescimento na pulverização da oferta de produtos e serviços. 

Disruptivo, esse modelo de negócio está na mira dos investidores internacionais. Prova disso é que o valor investido em fintechs no Brasil aumentou mais de sete vezes entre 2016 e 2018, segundo estudo do BTG Pactual em parceria com a aceleradora ACE Cortex. O número, que considera investimentos por anjos, empresas e fundos, saltou de 203 milhões de dólares em 2016 para um recorde de 1,5 bilhão de dólares em 2018.

O próprio grupo Softbank, que liderou o último aporte à QuintoAndar, tem olhado com afinco para o mercado brasileiro e feito injeções milionárias em negócios inovadores por aqui. Há dois meses, o conglomerado japonês investiu 231 milhões de dólares na fintech Creditas, especializada em empréstimos com garantia de imóveis, automóveis e consignado privado. Com o aporte, a empresa passou a ser avaliada em 750 milhões de dólares e está muito mais próxima de entrar no clube dos unicórnios brasileiros.

Para André Penha, da QuintoAndar, o desenvolvimento e a valorização de empresas jovens tendem a continuar enquanto elas estiverem atentas às necessidades de mercado e utilizarem a tecnologia a favor do processo que evitam burocracias desnecessárias e facilitam a vida do usuário.

“Eu vejo o termo unicórnio como uma espécie de medalha, que é bacana, mas não é o que mais interessa para as empresas”, declarou. “A nossa preocupação, por exemplo, é resolver um problema que é sério e atinge muita gente. Porque alugar um imóvel é um processo chato, e a burocracia e a assimetria de informações deixam o proprietário e o inquilino inseguros”, acrescentou. 

Quem são os próximos unicórnios brasileiros? 

O surgimento de unicórnios brasileiros não deve parar com a entrada da QuintoAndar na categoria. Em parceria com a consultoria de empresas KPMG, a plataforma de inovação Distrito fez um levantamento sobre os unicórnios brasileiros e os aspirantes, aquelas startups que estão quase chegando ao bilhão. 

Para o estudo, foram considerados unicórnios empresas de origem independente, com base tecnológica e que tenham alcançado essa avaliação de mercado via rodadas de investimento ou pela abertura de capital (IPO).

Confira, a seguir, quais startups brasileiras devem se tornar unicórnios em breve: 

1- Cargo X

Fundação: 2016

Atuação: a CargoX é uma empresa brasileira de tecnologia e transporte. Em um ano, a startup recebeu um aporte liderado pelo grupo Goldman Sachs que totalizou 50 milhões de reais de investimento e chegou a 150 milhões de reais em faturamento, o que a colocou entre as 20 maiores empresas de transporte de cargas do Brasil. 

2- Conta Azul

Fundação: 2011

Atuação: a Conta Azul é uma plataforma de gestão e controle financeiro para empresas. No ano passado, a startup ganhou mais valor de mercado ao receber um investimento de 100 milhões de reais do fundo americano Tiger Global, que já deu aportes para startups como 99 e Nubank. 

3- Creditas

Fundação: 2012

Atuação: há cinco anos, a Creditas oferece crédito usando imóveis ou veículos como garantia. Recentemente, com a aquisição da Creditoo, a startup ampliou o portfólio e entrou no mercado de crédito consignado privado. Segundo Furio, a Creditas deve liberar cerca de 340 milhões de reais neste ano, dentro do plano de tornar a companhia a maior de empréstimos com garantia na América Latina. Em julho, a Creditas recebeu aporte de 231 milhões de reais também liderado pelo fundo japonês SoftBank. 

4- Guiabolso

Fundação: 2012

Atuação: o GuiaBolso é um aplicativo que controla receitas e despesas de pessoa física por meio da importação de extratos bancários e categorização de transações. Recentemente, a fintech anunciou que dará recomendações financeiras diferentes para cada usuário, de acordo com o seu comportamento usando inteligência artificial. Chamado de “Guia”, o novo recurso foi desenvolvido em parceria com o Google, e o aplicativo já conta com 4,5 milhões de usuários. 

5- Neoway

Fundação: 2002

Atuação: usando Big Data como ferramenta para descobrir oportunidades mercadológicas, a Neoway ajuda empresas a crescer. A companhia apresentou crescimento de 50% ao ano nas últimas cinco temporadas. 

6- Resultados Digitais

Fundação: 2011

Atuação: a empresa é conhecida especialmente pela RD Station, sua plataforma para gerenciar e automatizar ações de marketing digital. O recurso permite que pequenas e médias empresas atraiam visitantes para os seus sites e convertam em oportunidades de negócio – ou leads. Com mais de 12 mil clientes, o empreendimento de marketing digital afirma já ter 70% do mercado de marketing de automação. 

7- Yellow

Fundação: 2017

Atuação: a Yellow é um aplicativo de locação de bicicletas e patinetes elétricos que permite deixar o meio de transporte em qualquer local de diversas cidades brasileiras e de países como Argentina, Colômbia, Chile, México e Uruguai. O aplicativo foi criado por Ariel Lambrecht, Renato Freitas e Eduardo Musa, ex-presidente da fabricante de bicicletas Caloi. Embora não comente números atualizados, a startup confirma que está dentro de suas expectativas de expansão, que era de 20 mil bicicletas até o final do ano passado. 

Postado por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.
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