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Afinal, a Black Friday vale a pena? Veja opinião de especialista

Eletrodomésticos, roupas, calçados e smartphones lideram a lista de desejos dos consumidores. Especialista ensina como aproveitar o período de ofertas de maneira inteligente

Escrito por Flávia Marques em 25.11.2019 | Atualizado em 25.11.2019

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Considerada uma das datas mais importantes do varejo, a Black Friday, ao que parece, será um sucesso neste ano: segundo estimativas da Ebit, especialista em certificação de lojas on-line, o período deve movimentar mais de três bilhões de reais em vendas no e-commerce brasileiro - 18% acima de 2018. Mas, apesar de ser uma oportunidade para alavancar os resultados do comércio, a verdade é que, para o consumidor, nem sempre a Black Friday vale a pena. 

Na próxima sexta-feira (29), ela será celebrada no Brasil pela décima vez. A data nasceu nos Estados Unidos, onde os comerciantes passaram a oferecer descontos para desencalhar estoques, preparar as lojas para o Natal e aumentar as vendas. Por aqui, a Black Friday ainda gera desconfiança do consumidor e chegou a ganhar apelidos como “Black Fraude”, já que muitas empresas passaram a oferecer falsos descontos para atrair o público. 

Graças a essa prática, os consumidores estão cada vez mais atentos para garantir as melhores ofertas e não ser enganados. Um estudo realizado em todo o país pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que, neste ano, 40% dos brasileiros só pretendem comprar algum produto se as ofertas realmente valerem a pena. 

Como saber quando a Black Friday vale a pena? 

Sem dúvida, os descontos representam o maior atrativo da Black Friday para os consumidores, mas este não é o único fator que deve ser levado em conta antes de fazer uma boa compra. O orientador financeiro Alessandro Azzoni explica que, para conseguir uma oferta interessante, é fundamental fazer uma pesquisa de mercado e entender se o valor do produto desejado realmente sofreu a queda anunciada pela loja. 

“Em meados de outubro, muitas empresas aumentam os preços e, na chegada da Black Friday, reduzem novamente, causando uma falsa sensação de barateamento das mercadorias”, explica Alessandro. “Por isso, começar a acompanhar a evolução dos valores com antecedência, pelo menos um mês antes da data, é muito importante”, acrescenta. 

Todos os anos, o Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) elabora uma lista com sites que já foram reprovados por consumidores e, por isso, não são confiáveis para fazer compras. Para 2019, a instituição divulgou um ranking com mais de 400 empresas. Para aqueles que pretendem aproveitar descontos verdadeiros e evitar fraudes na internet, é importante ficar atento à lista. “Sem dúvida, esse é um recurso interessante, pois ajuda a evitar que o consumidor seja lesado”, comenta o orientador financeiro.  

Outra dica interessante é comparar os preços praticados pela mesma empresa nas lojas físicas e no meio virtual. “É comum que as lojas físicas anunciem produtos com o valor já praticado na loja virtual e sinalizem o preço como oferta de Black Friday, o que também é uma prática enganosa”, alerta Alessandro. “Quando encontrar uma oferta na internet, salve uma imagem da tela antes de ir à loja física para facilitar a comparação”, recomenda. 

Brasileiros estão mais conscientes, mas consumo por impulso ainda chama a atenção

Reforçar a importância de comparar ofertas e avaliar o orçamento em períodos como a Black Friday é sempre importante, mas a boa notícia é que, neste ano, os consumidores estão mais conscientes. 

Segundo o estudo da CNDL/SPC, nove em cada dez consumidores planejam pesquisar preços antes de adquirir algum item. Além disso, 72% pretendem pagar pelas compras à vista (em 2018, eram 64%). Na avaliação de Alessandro Azzoni, a evolução do comportamento da população também é reflexo dos falsos descontos, praticados até os dias atuais. 

“Por muitos anos, a Black Friday não foi uma realidade para nós”, comenta. "Em diversos estabelecimentos, ela ainda é usada como um mecanismo para alavancar vendas a qualquer custo, e por isso o consumidor ficou muito mais atento”.  

Leia também: Black Friday sem fraude: como aproveitar e não ser enganado

Mas, infelizmente, uma parcela da população ainda tem dificuldades para manter as contas em dia e se controlar em datas comerciais. Ainda de acordo com a pesquisa da CNDL/SPC, um em cada cinco consumidores gasta mais do que poderia na Black Friday. Além disso, 7% dos brasileiros deixam de pagar contas para fazer compras neste período. 

Os dados refletem a falta de planejamento financeiro e as consequências da “ilusão monetária” tão explorada pelo comércio. “Quando as lojas anunciam um produto a 199 reais e não a 200 reais, por exemplo, a diferença é mínima, mas torna o valor mais sedutor para o consumidor”, comenta o orientador financeiro. 

Outro ponto que merece atenção é o risco do parcelamento, que prejudica as finanças e o próprio bem-estar dos consumidores. Ao recorrer às prestações para adquirir produtos e serviços, muitos olham apenas para o valor da parcela e não costumam considerar as dívidas que já têm e os problemas financeiros atuais. “Algumas pessoas ficam frustradas por não aproveitarem as promoções, e esse sentimento induz à compra por impulso”, explica Alessandro.

Para os que sofrem com esse problema, a orientação é ceder à tentação. "Além de não serem um bom negócio para o bolso, as compras feitas só para aproveitar descontos geram, depois, uma sensação de frustração”, alerta o especialista. "Quando as compras chegam em casa, muitas vezes o consumidor percebe que não precisava daquele item", completa. 

Loja física ou e-commerce: qual opção é mais interessante?

Neste ano, 77% dos consumidores devem fazer as compras da Black Friday em lojas virtuais. Para Alessandro Azzoni, a preferência justifica-se principalmente pela praticidade oferecida no meio virtual. 

Outro fator decisivo é o preço dos produtos, que costuma ser menor na internet. “No e-commerce, as mercadorias geralmente têm valores mais acessíveis porque, na plataforma virtual, as empresas não têm os custos envolvidos nas lojas físicas - como locação e manutenção de imóveis, licenças para funcionamento e funcionários”, diz Alessandro. 

Mas, para aproveitar as vantagens da internet, é preciso ficar atento às questões de segurança. O especialista aconselha que o consumidor sempre desconfie de descontos muito grandes, observe os códigos de segurança no final da página e pesquise a reputação da empresa em sites como o ReclameAqui. 

Quando é melhor adiar as compras?

Quando chega a Black Friday, alguns consumidores vêem uma oportunidade de adquirir produtos de primeira necessidade a preços mais acessíveis. Outros, por sua vez, aproveitam a data para comprar coisas que só entram na sua lista de desejo após se depararem com as promoções. 

Neste ano, por exemplo, na lista de itens mais procurados, as roupas lideram a lista de compras dos consumidores, com 36% das menções. Os eletrodomésticos aparecem em segundo lugar no ranking (31%). Calçados ocupam a terceira posição (29%), enquanto smartphones vêm na sequência (28%) entre os produtos que devem ser mais adquiridos.

Para os que não vão comprar itens de primeira necessidade, esperar a Black Friday e as festividades de fim de ano passarem pode ser uma boa opção. “Para aqueles consumidores que não conseguiram acompanhar a evolução dos preços previamente, adiar as compras e esperar o início do próximo ano é mais interessante”, indica Azzoni. Isso porque depois das festas de Natal, normalmente vêm as promoções de janeiro, quando as empresas querem se livrar dos estoques, e este pode ser o momento de satisfazer os desejos de consumo. 

Na avaliação do especialista, é simples avaliar quando a Black Friday vale a pena. “Observe, principalmente, três coisas: se você fez uma pesquisa prévia, tem certeza de que conseguiu um desconto interessante e, principalmente, de que pode comprar naquele momento sem prejudicar o orçamento", afirma. "Se a resposta for positiva para todas as questões, é só aproveitar as ofertas”, aconselha. 

Leia também: Como a Black Friday pode ser boa para a sua carreira? Confira dicas 

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Flávia Marques

Escrito por Flávia Marques

Repórter do Portal Exponencial, jornalista e curiosa. Gosta de observar, absorver e, diariamente, dividir o que aprende escrevendo.
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