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Black Friday sem fraude: como aproveitar e não ser enganado

Procon divulga lista de sites não confiáveis. Confira dicas para aproveitar a temporada de descontos sem ser lesado 

Escrito por Elaine Ortiz em 18.11.2019 | Atualizado em 18.11.2019

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Todos os anos, consumidores brasileiros aguardam ansiosamente a chegada de novembro. O motivo é a Black Friday, temporada de super descontos no comércio eletrônico que é tradição nos Estados Unidos e chegou no Brasil apenas em 2010. Para se ter ideia da importância da data, a Black Friday do ano passado movimentou mais de R$ 2,6 bilhões em vendas, um crescimento de 23% em relação a 2017. De acordo com estudo da IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau), este resultado é reflexo do aumento da atenção do brasileiro em relação à data. A expectativa desse ano, segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), é crescer 18% o volume das vendas, um faturamento superior a 3 bilhões de reais. Mas para o consumidor não se frustrar e comprar produtos na Black Friday com “falsos descontos”, é necessário pesquisar e se planejar. 

A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) divulgou um ranking com mais de 400 sites de compras reprovados pelos consumidores. Para quem pretende aproveitar os descontos e fazer bons negócios no dia 29 de novembro, é importante prestar atenção na lista. Das 419 empresas registradas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), mais de 250 estão com o endereço eletrônico fora do ar.

Queixas de mudança de preço ao finalizar a compra é uma das reclamações mais recorrentes. Outra reclamação muito comum é o produto ou o serviço oferecido não estar mais disponíveis no estoque da loja virtual. “Não desestímulo as pessoas a fazerem suas compras na internet. A Black Friday pode ser sim uma boa oportunidade, tem bastante empresa séria. Mas o consumidor precisa estar sempre atento e preparado para aproveitar a época de ofertas e não ter surpresas desagradáveis”, diz Rodrigo Tritapepe, diretor de atendimento e orientação do Procon-SP.  Confira outras dicas para não se prejudicar ao adquirir produtos na Black Friday.

Leia mais: Como aproveitar a Black Friday sem ficar mal endividado

Compra consciente

“Quero? Posso pagar? Tem alguma empresa que confio?” Rodrigo Tritapepe, do Procon-SP, define esses três passos como o “arroz com feijão” para efetuar uma compra consciente na Black Friday. “Pedimos muito para as pessoas não realizarem compras no impulso, na emoção, porque a oferta às vezes realmente é tentadora”, diz. “Já vimos casos de pessoas que estão comprando uma TV de 70 polegadas e ganhava a de 43 polegadas por 100 reais, mas essa pessoa morava num apartamento de 50 metros quadrados. Aonde você vai colocar uma TV de 70 e uma de 43? Portanto, primeiro, avalie se realmente você tem necessidade de adquirir aquele bem. Segundo, se você tiver certeza que quer e que precisa daquilo, é necessário ver se cabe no seu bolso". O diretor do Procon ressalta também sobre o risco das famosas “parcelinhas”. “A pessoa olha o boleto e acha que é possível pagar, por exemplo, 150 reais por mês, mas esquece das outras compras parceladas que já tem no cartão de crédito ou no boleto e aí o vêm os gastos de começo de ano, como IPVA, IPTU, matrícula escolar e assim a pessoa entra em dívida”. 

Leia mais: Dia do Consumidor: cinco dicas para aproveitar de forma consciente

Reputação dos sites e monitoramento de preços

“Tem alguma empresa de sua confiança? Você já comprou em algum site? Já teve um relacionamento positivo com determinada loja?” Segundo o diretor do Procon, essas são perguntas fundamentais que o consumidor deve se fazer antes de escolher a empresa que irá realizar uma compra. “Veja a reputação dessa empresa, verifique se no ranking do Procon ela não está reclamada, ali é possível enxergar o comportamento das empresas e perceber o volume de reclamações que elas ocasionaram no último ano”, diz.

O próximo passo é monitorar a evolução do preço. “Recomendamos olhar os sites todos os dias três meses antes da Black Friday, para quando chegar no dia 29 de novembro você ter certeza de que se trata de uma oferta real e que você não está caindo na Black Fraude, que é a maquiagem do preço, quando as lojas inflam o valor das mercadorias 60 dias antes do evento e depois voltam para o preço comum”, explica Tritapepe.

Outra dica válida nesse ponto é utilizar ferramentas virtuais e sites que fazem comparação de preço e avaliam também a oscilação daquele produto nos últimos meses. 

Principais motivos de reclamações

Além da maquiagem dos preços, outra ocorrência comum no comércio eletrônico é a não entrega das mercadorias ou a entrega com um prazo muito extenso. “Muitas pessoas querem aproveitar a Black Friday para fazer as compras de Natal, mas esquecem de observar o prazo de entrega e recebe o produto em março”, diz o diretor do Procon. “Na hora da compra fique muito atento: escolheu o produto, o preço cabe no bolso, confia na loja, então vai lá e veja quando a entrega será feita”. Segundo Tritapepe, até mesmo as grandes lojas e marcas cometem esse erro.

Divergência do valor ofertado com o valor que foi cobrado também é prática recorrente. Outro ponto importante é observar o valor do frete, muitas vezes ele é mais caro que a mercadoria. “Às vezes a pessoa vai no impulso de comprar, na euforia, e simplesmente ignora fatores importantes e depois acaba tendo problema”.

Trocas e garantias também precisam ser observados e também pagamentos realizados por boleto, já que o volume de fraudes tem aumentado consideravelmente. “É necessário  verificar se o código do banco está correto, se o valor também está certo, se o beneficiário do boleto é pessoa jurídica, checar se aparece um CNPJ e não um CPF".

Por fim, é importante ficar atento a qual tipo de produto realmente está em promoção, afinal, não são necessariamente todas as mercadorias de um site ou de uma loja física que estão com descontos na Black Friday. “Precisa ter um indicativo bem evidente que aquele produto está em promoção”, diz Tritapepe. 

Leia mais: Fraudes online se popularizam e impactam no bolso do consumidor

O que fazer se sentir lesado ao comprar produtos na Black Friday?

É possível acionar o Procon pelo aplicativo ou pelo site. Na primeira tela o usuário já encontra o tópico “Faça sua Reclamação”. Assim que o consumidor registra seu problema, o fornecedor recebe em menos de 24 horas no sistema dele a informação de que ele foi acionado e tem até 10 dias para responder a solicitação do cliente. Depois, o consumidor tem 7 dias para dizer se foi atendido ou não. Se disser que não foi atendido, o Procon abre uma reclamação e inicia um processo administrativo no qual realiza uma audiência ou notifica a empresa para que ela resolva de uma forma conclusiva a questão.

Ao final, se o caso não for resolvido o Procon pode encaminhar a empresa para a fiscalização que, apurando uma conduta lesiva ou abusiva, pode gerar uma multa para a empresa. O serviço é gratuito e para a Black Friday o aplicativo irá contar com uma bandeira direta para que o processo seja mais efetivo. Além disso, o Procon fará um esquema de plantão na madrugada de 28 para 29 de novembro para acompanhar online e ao vivo o comportamento das empresas e do mercado.

A boa notícia, segundo o diretor do Procon, é que as empresas perceberam que não vale a pena apostar na Black Fraude. “A política das empresas demonstram-se cada dia mais sérias no sentido de evitar constrangimentos, elas querem que o consumidor que reclamou volte a ser seu cliente, então normalmente a resolvem o problema rapidamente", diz. 

 

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Elaine Ortiz

Escrito por Elaine Ortiz

Repórter do Portal Exponencial, com dez anos de experiência em redações de jornais e revistas. Acredita que informação de qualidade é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e que conhecimento financeiro tem tudo a ver com liberdade.
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