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Empreendedorismo

10 habilidades comportamentais para quem quer um novo emprego em 2020

Mais que conhecimento técnico e afinidade com tecnologia, o profissional do futuro precisa desenvolver habilidades comportamentais para manter sua empregabilidade

Escrito por Elaine Ortiz em 26.11.2019 | Atualizado em 26.11.2019

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O mundo do trabalho está em constante transformação. Se antes um bom profissional era aquele que passava a vida em apenas uma mesma empresa, focado em um crescimento vertical e tendo a remuneração como sua maior satisfação, hoje, com as mudanças tecnológicas em todos os âmbitos, o perfil do trabalhador mudou completamente.

Os profissionais trocam de empresa cada vez que sentem que não têm mais desafios no seu trabalho anterior, apostam no crescimento horizontal e na organização com menos hierarquias possíveis e o salário é apenas parte do pacote responsável por trazer  satisfação a ele em sua carreira. 

Se o mercado de trabalho e o perfil dos profissionais mudaram, as habilidades requeridas no ambiente profissional também são diferentes atualmente. Levantamento da Robert Half Recrutamento e Seleção, feito com base no Guia Salarial 2020, diz que até 2022 as habilidades mais demandadas na contratação de profissionais serão: visão de negócio (opinião de 51% dos líderes), pensamento estratégico (48%), liderança (48%) e capacidade de adaptação (42%).

Neste cenário, como obter essas características e conseguir espaço no mercado de trabalho? 

Combinado: técnica e comportamento

Para Ana Carla Guimarães, gerente de recrutamento da Robert Half, o segredo é combinar habilidades técnicas com habilidades comportamentais. “O profissional hoje tem que ser tão bom tecnicamente quanto por suas habilidades comportamentais”, diz. “Ter um perfil mais disruptivo do que clássico também ajuda o profissional a se destacar no mercado de trabalho”.

A executiva conta que no passado os processos seletivos não tinham um olhar tão mandatário para o script comportamental, mas sim mais para as habilidades técnicas.

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“Frente a tantos bons profissionais disponíveis os empregadores passaram a ter que avaliar além das técnicas e aí surgiu a questão de como distinguir? Os dois tem o mesmo perfil técnico, a mesma faixa etária, como diferencio? Quem é o melhor? Sem dúvida, hoje, é um combinado das duas coisas, técnica e comportamento”. 

Falta de mão de obra especializada e desemprego

A revolução tecnológica extinguiu algumas profissões, transformou outras e ainda acelerou o surgimento de novas atividades. Até 2014, por exemplo, quem queria se locomover pelas cidades utilizava carro próprio, transporte público ou chamava um táxi, serviço normalmente caro e, por isso, indisponível para grande parte da população. 

Com o surgimento do Uber, o primeiro aplicativo de transporte que chegou no Brasil, a profissão do taxista sofreu profundas alterações e a quantidade de motoristas profissionais aumentou consideravelmente. 

O impacto foi enorme para os táxis, mas a mudança foi boa para a população e também para profissionais que conseguiram se inserir nesse mercado, até então de difícil acesso (obter a licença de um táxi, comprar um carro e ter um ponto era caríssimo). 

Assim como aconteceu com os taxistas, quase todas as profissões sofreram impactos com a tecnologia. Novas necessidades e novas profissões surgiram no mercado e, agora, um dos resultados desse processo é um “apagão” de mão de obra qualificada para atender essas novas demandas.

“A capacidade de se adaptar a um mercado em transformação, especialmente no quesito de inovação do mundo digital, é uma das principais características que os candidatos devem ter”, diz a executiva da Robert Half, Ana Carla Guimarães.

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Pesquisa feita pela empresa de recursos humanos Korn Ferry com executivos de empresas no Brasil mostra que, no ano que vem, já haverá um déficit de 1,8 milhão de pessoas para vagas mais especializadas, considerando-se tanto as vagas abertas quanto as que vão ser preenchidas por empregados sem a qualificação considerada ideal. Esse número deve crescer a uma taxa de 12,4% ao ano, até alcançar 5,7 milhões de postos com funcionários sem competência ideal ou vagos até 2030.

“Hoje os empregadores têm muita dúvida se aquele profissional é o que eles querem ou não”, diz Ana Carla. “O que temos feito dentro dos processos, além de oferecer informações técnicas e comportamentais sobre os candidatos, é entregar um dossiê de referências de ex-chefes, ex-funcionários para fortalecer o processo. Dessa maneira, conseguimos ajudar o empregador a tomar uma decisão de contratação por um empregado qualificado como ideal”.

Enquanto, por um lado, sobram vagas, por outro, os dados oficiais apontam que há 12,5 milhões de desempregados e 38,8 milhões de trabalhadores na informalidade no Brasil. 

10 habilidades em alta para 2020 

Segundo Ana Carla Guimarães, da Robert Half, para desenvolver as habilidades comportamentais esperadas pelo mercado não é preciso investir necessariamente em cursos de formação ou de desenvolvimento pessoal.

Existem vários fóruns e palestras gratuitas ou algumas cujo investimento é baixo. É preciso ficar de olho e buscar conhecimento rápido para se atualizar. Confira as habilidades que estarão em alta em 2020.

1- Senso de dono

O senso de dono trás a responsabilidade do negócio para o profissional. As empresas apreciam os colaboradores que abracem projetos com a motivação de empreendedor, com postura ativa para apresentar soluções que possam viabilizar ou facilitar as tarefas do dia a dia e expandir os negócios da empresa

2- Boa comunicação

Saber se comunicar é uma das chaves para profissionais trabalharem de forma integrada ao negócio. É essencial que eles possam traduzir questões técnicas de suas áreas para diferentes públicos, desde o corpo operacional até o CEO da empresa, além do público externo. 

3- Bom relacionamento interpessoal

O profissional hoje precisa transitar por várias áreas. Para que haja uma interação entre os departamentos, os colaboradores de diferentes setores precisam se relacionar bem. Equipes sintonizadas nos objetivos organizacionais se relacionam harmoniosamente para atingir bons resultados nas suas áreas e na companhia.

4- Dinamismo

Ter raciocínio rápido e executar tarefas com agilidade potencializa a produtividade e os resultados. Esta capacidade de administrar várias demandas simultaneamente é um diferencial competitivo, ainda mais numa era onde tudo acontece de forma veloz.

5- Domínio do inglês

Falar inglês é essencial, pois as empresas estão cada vez mais conectadas globalmente e o profissional que souber falar ou entender outro idioma, além de expandir seu conhecimento, poderá melhorar seu cargo ou salário.

6- Flexibilidade

Em um mundo onde as transformações acontecem rapidamente é preciso ter capacidade para se adaptar na mesma velocidade. É importante não ter medo de mudar de rumo e também aprender como tirar vantagem de uma situação que parece perdida.

7- Mão na massa

Fazer junto e se aprofundar nas atividades é um diferencial. Ter  mente aberta para absorver novos conhecimentos, ser produtivo e participar da execução dos trabalhos é a melhor forma para potencializar as entregas para benefício de toda a equipe.

8- Orientado a resultados

É a capacidade que o profissional tem para focar na concretização dos objetivos da empresa e, assim, garantir que os resultados sejam alcançados conforme o esperado.

Também possibilita impulsionar o crescimento de outros profissionais da equipe.

9- Perfil multidisciplinar

É um profissional híbrido que aplica conhecimentos de outras áreas no setor em que é especialista, mesmo que não seja necessariamente sua formação.

Ele tem uma visão sistêmica do negócio e busca conhecimento por conta própria, em cursos livres, especializações, palestras e workshops.

10 - Visão de negócio

Ter uma consciência clara da direção para onde a empresa está indo é essencial para ser bem-sucedido. A visão clara do futuro vem junto com a habilidade de tomar as medidas necessárias para chegar lá.

É necessário ver além do negócio, mas esse é um exercício complexo e envolvente. Esses profissionais combinam uma forte determinação com o desejo de crescer.

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Elaine Ortiz

Escrito por Elaine Ortiz

Repórter do Portal Exponencial, com dez anos de experiência em redações de jornais e revistas. Acredita que informação de qualidade é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e que conhecimento financeiro tem tudo a ver com liberdade.
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